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  • Day13

    Franschhoek - Wine tasting

    January 7 in South Africa ⋅ 🌬 21 °C

    No início do século XVII, o holandês Jan van Riebeeck da Companhia Holandesa das Índias Orientais fundou uma estação de abastecimento que mais tarde viria ser a Cidade do Cabo, para abastecer os barcos que estavam há 6 meses no mar e a meio caminho da Índia. Abastecimento este que não podia deixar de fornecer vinho, para além dos mantimentos necessários.
    Chenin blanc foi das primeiras castas a ser importada para esta zona.

    Com um dia inteiro a provar vinhos, as atitudes tóxicas são muito prováveis. Mas em Franschhoek não há mais nada a fazer se não apanhar o wine tram e fazer provas de vinhos.

    Começamos o nosso dia na adega Grande Provence, claro que comprámos logo uma garrafa. Um dos vinhos mais marcantes foi o Le Chocolat, que reposa durante um tempo com madeira queimada, dando um sabor fumado ao vinho.

    La Bri de 1694, place of safety ou the heaven, uma pequena vila de protecção na segunda guerra mundial, um cantinho protegido no meio das montanhas, a única quinta onde o enólogo é uma mulher, foi a nossa segunda escolha.

    Não podemos esquecer que temos horários a cumprir, temos uma hora em cada adega, antes de apanhar o comboio ou o autocarro para a próxima. Parecia muito tempo, mas o tempo ia encurtando ao longo do dia.

    Quando chegámos ao Holden Manz, não li a prova que escolhi. Só depois da empregada me começar a apressar é que percebi que tinha que provar 7 vinhos (100ml cada copo), sem cuspir :-) numa hora.
    A vista das vinhas no meio das montanhas é cada vez mais bonita, cada uma com o seu encanto e sua galeria de arte.

    Organizámo-nos para poder fazer um tour vine-to-bottle em Glenwood. Uma das adega mais afastada, num vale único, onde provámos 9 vinhos. A dada altura e para percebemos melhor o resultado final de um determinado vinha provámos o mesmo nos seus quatro estágios de maturidade: diretamente da barrica de metal, depois da barrica de carvalho francês e por fim da de carvalho americano. O vinho resultante será uma mistura destes dois últimos para trazer mais complexidade....
    Durante a prova até percebo a diferença, mas se me fizerem uma prova cega agora, acho que ia falhar tudo :-p

    No final ficamos a falar com um empregado, preocupado com uma enorme cicatriz na cara. Tinha sido assaltado no seu bairro por um carocho. Aqui a droga mais usada é o Tik (meth ou cristal). Uma das principais razões do aumento de violência.

    Ainda fomos a La couronne fazer uma prova de vinhos com chocolate, sem dúvida memorável.
    Depois de provar 28 vinhos diferentes fomos jantar.

    Acho que o Marigold era muito bom, principalmente a água da mesa do lado que bebemos sem querer.
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