Guatemala
Sumache

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  • Day3

    El Paraíso

    December 28, 2019 in Guatemala ⋅ ⛅ 27 °C

    Acordamos as 4h30 da manhã para um longo dia. Tínhamos que apanhar o autocarro na Litegua às 5h30 para seguir para Rio Dulce. A minha irmã e o Miguel que foram no dia anterior demoraram 9h para um percurso de 5h, devido obras na estrada e acidente. Íamos ligeiramente preocupados que nos acontecesse o mesmo.

    Para entrar todas as malas são revistadas, um senhor enfia as mãos dentro da mala e remexe à procura de algo suspeito.

    Vimos o nascer do sol no meio das montanhas verdes, aliás todo o percurso é feito no meio das montanhas, é tudo muito verde com vegetação variada. Não me parece um país assim tão pobre comparado com a Colômbia por exemplo. Apanhamos algum trânsito como era de esperar, mas fizemos o percurso em 7h e chegámos à hora de almoço.

    O Ivan, o amigo do meu tio, que trabalhou para ele quando esteve cá a arranjar o barco que comprou, esperava por nós na paragem de autocarro.

    Fomos beber uma cerveja ao Sundog e comer qualquer coisa com o Miguel e a minha irmã antes de seguir para El Paraíso. O Ivan tinha um percurso de dois dias planeado para nós mas com este atraso todo escolheu um lugar apenas, era o que cabia numa tarde em Rio Dulce.

    Entramos todos uma carrinha de 9 lugares, o transporte comum aqui, mas em vez de sermos 9, éramos 22. Se viesse mais gente, iam parar ao telhado. Depois dum percurso de meia hora chegamos ao paraíso. Uma cascata linda no meio de rochas, de água quente com um rio de água fria a passar por baixo. Uma terapia depois destes três dias de viagem, basta encostar nas rochas debaixo da cascata para levar com a água a fever nas costas enquanto equilibras a temperatura com a água fresca pelo joelho.

    Na parte de cima da cascata o rio passa a fever, onde ainda queimamos os pés para ir buscar argila para fazer uma máscara.

    Na volta do paraíso, apanhamos um taxi. Ou melhor, um chaço de metal com 4 rodas e uma tabuleta a dizer taxi. Foi preciosa a cara do Miguel quando o senhor abriu a porta do lado de dentro através de um cordel e a parte interior da porta simplesmente caiu. Havia um buraco no chão, para ligar o carro era por ligação directa e claro todos os cabos estavam a mostra, mas atingimos os 100kmh, pelo menos parecia, uma vez que não havia velocímetro para confirmar.

    Fomos jantar a um restaurante à beira rio onde comi uma comida tradicional, peixe Tilapia com arroz de feijão e coco e uns legumes salteados.

    Ainda bebemos uma no Sundog para nos despedir do Ivan e seguir de lancha no meio do escuro, único meio de transporte para o nosso hotel.

    Foi pena termos ficado tão pouco tempo, criamos logo uma amizade com o Ivan, humilde, alegre, com ambição. Desde os 12 anos que trabalha como a maioria dos guatemaltecos. Já fez todo o tipo de trabalho, trabalhou para vários barcos que o permitiu viajar e conhecer outras realidades. Aliás foi assim que conheceu o meu tio, hoje já não consegue trabalhar para os barcos porque ganha - se 100qetzal por dia e tem que pagar uma licença de 50 quetzal por dia. Esta nova licença limitou muito o trabalho dos locais nos barcos. Neste momento trabalha como freelancer para uma gráfica à espera de uma oportunidade melhor. Recomendámks que investisse no turismo.
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