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  • Day9

    Fes

    April 18 in Morocco ⋅ 🌧 15 °C

    Esta é a segunda vez que usamos o autocarro em Marrocos. Os autocarros são velhos e só os marroquinos se deslocam neles. É uma experiência bem interessante. Percebe-se que a diferença entre ricos e pobres, campo e cidade ainda são abismais. À ida a viagem não tem nada de excepcional, mas a vinda traz miúdos pendurados à sucata na porta de trás do autocarro para escaparem ao pagamento de 2,5 dirham - 25 cêntimos... bastante perigoso!
    Durante o dia vamos deambulando pela velha Medina, às vezes seguindo o nosso plano, outra vezes deixando-nos ir atrás das pessoas que parecem ter um destino bem definido. Visitamos a Madraça Bou Inania - homónima da de Meknes, mas várias vezes maior, com uma mesquita integrada, onde ainda hoje se reza o Corão. Há um pátio central retangular, com um tanque no meio, pavimentado com zellige. Em três dos lados do pátio há galerias, enquanto que o quarto se abre para a sala de orações. Esta é decorada com estuque esculpido e tem um mirabe elegante, com um arco em ferradura.
    O Portão Azul, que na realidade do outro lado é verde, é lindo e imponente, como aliás todos os portões da cidade, em especial o do Palácio Real com os seus portões dourados.
    Visitámos dois espaços diferentes de curtumes - uns mais pequenos, mas onde obtivemos a explicação detalhada do processo para curtir e tingir as peles, e os mais famosos, os de Chaouwara, que optamos por ver só de cima porque já tínhamos experimentado o cheiro nauseabundo nos anteriores e achamos ser suficiente uma só vez.
    A cada esquina espreita algo muito diferente e muito interessante para os nossos olhos europeus. Os souqs de todas as espécies - mel, henna, metal... - maravilham-nos; pequenas espreitadelas para dentro das mesquitas; o Mausoléu de Moulay Idriss II também está vedado a não muçulmanos, mas o que pudemos espreitar é fantástico. A partir de várias ruas, para que se perceba a sua dimensão, é possível ver vários espaços deste complexo, que inclui uma mesquita também.
    Tanto na visita aos primeiros curtumes, como na pausa de almoço, estivemos acima dos telhados da Medina. Que maluquice! Sítio misterioso, cheio de ruelas estreitas e difíceis de percorrer para quem não sabe movimentar-se rapidamente. É aqui que a tecnologia tem um poder fantástico e está a revolucionar as viagens pelo globo!
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