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  • Day4

    Cat Ba - Ha Long Bay

    April 20, 2019 in Vietnam ⋅ ☀️ 29 °C

    No segundo dia de Cat Ba, marcámos com o senhor do Homestay um "pacote integrado" de viagem de barco pela baía de Ha Long Bay, ligeiramente reduzido a nível temporal, visto que tínhamos viagem marcada de camionete para Tam Coc as 15h.
    Chegados à baía, embarcámos num barco grande com um rooftop genial com espreguiçadeiras e sombrinha para as horas da tosta, onde acabámos por passar a maior parte do tempo. Os nossos companheiros de cruzeiro eram variados e embora tenhamos tido o infortúnio de ser acompanhados por um rebanho de adolescentes irritantes chineses, todos emproados com vestidos e trajes amarelos e maquilhagem com fartura, também conhecemos um casal de franceses muito porreiro, entre outros.
    A viagem foi inacreditável desde o início... :) É mais que justo considerar esta baía gigantesca uma das 7 maravilhas da humanidade. Navegamos pelo mar meridional da China, azul esverdeado, bastante opaco, rodeados de formações rochosas gigantescas como que semeadas ao Deus dará pela água, cada uma diferente mas sempre coberta de vegetação, imponente, formando um labirinto que efetivamente faz lembrar um dragão que vive mergulhando entre estas águas. Por algum motivo nenhum país conseguiu invadir o Vietnam por esta baía... A configuração torna impossível que um barco inimigo consiga penetrar por entre estas rochas.
    Em suma, não consigo encontrar palavras suficientemente claras para descrever a magnificência desta baía. Como diz o outro... "É vir e ver" ;)
    Ao longo do percurso, também nos deparámos com dezenas de aldeias flutuantes onde famílias vivem em casas de madeira assentes em plataformas de madeira, com redes de pesca e todos os pertences: estendais, televisões, satélite, mesas de jantar e tudo mais a que têm direito, felizes, acenando aos turistas nos barcos, e fazendo os seus afazeres diários. Até uma mercearia flutuante a Sofia viu (kudos para a foto XD)
    Muitas das rochas têm praias mais ou menos pequenas, algumas com cabanas, que dão vontade de abandonar toda a vida moderna e ficar ali na paz do Pacífico. :)
    A meio da viagem o barco fez uma paragem,onde aproveitamos para andar de kyak: homens contra mulheres... Devido à desincronização do Rui, ao meu corte no dedo, e à batotice das senhoras, estas ganharam. Nada mais tenho a dizer tirando que andamos pela água um tanto ou quanto misturadas com óleo e algum lixo, mas cuja paisagem valeu a pena.
    Após o kyak, almoçamos a bordo umas amêijoas, arroz com tofu e outros pratos bastante saborosos.
    Após almoçar, o Capitão parou numa zona ligeiramente menos poluída para darmos mergulhos do barco e nadar no mar. Eu como não resisto, não me fiz de rogado e andei a esbracejar pelas águas da baía, e fui até uma mini praia, onde me senti um náufrago... principalmente quando achei que o barco se estava a ir embora.
    Ainda tivemos tempo de ir à Monkey Island, onde macacos locais vivem felizes enquanto esperam uma oportunidade para roubar uma coca cola ou uma sandes aos turistas recém chegados mais distraídos. A Sofia, sem dar por nada, teve um macaco no ombro durante um bom bocado, o que foi assustador e hilariante ao mesmo tempo. :P
    Voltamos mais cedo para a mainland num barco igual, mas só para nós, onde aproveitámos cada segundo daquela paisagem maravilhosa :)
    Após duche rápido, despedida sentida do dono do Homestay que tão bem nos recebeu e tanto nos ajudou, apanhámos um bus para Tam Coc, onde fomos conduzidos por um motorista louco com um fetiche pela buzina que a usava como uma extensão natural do código da estrada para justificar todas as manobra loucas que foi fazendo ao longo do percurso. A sorte foi que vimos poucas destas manobras porque viemos quase sempre a dormir.
    Nota: a Sofia descobriu que existe, de facto, um código de buzinas para a estrada no Vietnam
    Chegados a tam coc ja de noite, seguimos as "big lights in the mountain" e fizemos check in no Sunshine Tam Coc Homestay, rodeado de campos de arroz, com uma recepção super simpatica pela dona e o seu marido, com direito a um sumo de manga divinal.
    Fomos jantar de bicicleta e acabamos a noite num bar no centro a beber uns copos com malta local e estrangeiras em ambiente de festa que durou até as 3am :p
    Amanhã há mais!
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  • Day3

    Cat Ba Island

    April 19, 2019 in Vietnam ⋅ ☀️ 29 °C

    A viagem de Hanói para Cat Ba foi tranquila, cheia de passagens de campos agrícolas cobertos de água (outra vez arroz?), rios largos e uma neblina constante derivada da condenação da água pelos 35 graus que tudo aquecem durante o dia. Esta névoa de humidade destoa os contornos do horizonte, sempre pautados por grandes montes em forma de bombom verde gigante :)
    Chegados ao fim da mainland, apanhámos um ferry rumo à ilha de Cat Ba, uma viagem curta que serviu como primeiro contacto com o mar meridional da China... Estamos mesmo muito perto da China e há chinesas por todo o lado: nunca se vê um sozinho - vêem em grupos, ignoram e furam filas, eles estranhos e elas ainda mais, multas vezes usando vestidos demasiado emproados ou demasiada maquilhagem para um clima húmido, suado r quente, em ambiente de férias...
    Chegados à ilha, seguimos de camioneta até ao centro populacional de Cat Ba, atravessando a ilha pela costa, uma oportunidade fantástica para ver a vegetação densa, tropical, gente a trabalhar nos campos e em construção permanente de infraestruturas que parece, pela desorganização do trabalho, que não surtirá efeitos notórios em muito tempo. Gasolinas 92! Motas a gasóleo! Geradores com algumas dezenas de anos! Tudo em todo o lado,.. é assim que consigo descrever o que vi: todos fazem tudo o que for preciso e mais, poucos se queixam porque a palavra de ordem é "Sigaaaa". :)
    A nossa casa por uma noite foi o Cat Ba Central Homestay, um quarto para os 4 muito fixe, com WC, AC a funcionar já quanto chegámos e uma varanda com "mountain view" que deixava algo a desejar.
    O dono da casa (e do Homestay que partilha o mesmo espaço era extremamente simpático e ajudou nos em tudo e mais alguma coisa quando chegámos. Marcou-nos uma tour em Ha Long Bay para o dia seguinte, o bus para tam coc também para o dia seguinte e duas motas para explorarmos a ilha de Cat Ba durante o resto do dia.
    Depois de banho tomado no nosso quarto, seguimos de mota, eu e o Rui a conduzir e uma pendura atrás em cada scooter.
    Andar de mota no sudeste asiático é mágico onde quer que seja, e em Cat Ba não foi excepção :) A sensação de liberdade, de conseguirmos chegar a qualquer lado sem qualquer dificuldade, as regras de trânsito muito pouco estritas, e o vento a bater na cara para aliviar o calor transformam uma simples viagem de mota numas férias em si...
    Fomos almoçar um arroz frito com tomate (aceitável mas nada de incrível) com uns spring rolls, e seguimos numa volta pela ilha com dois destinos : o miradouro principal no centro da ilha, num parque natural , e o miradouro de Cannon Fort.
    O caminho de mota até ao Parque Nacional de Cat Ba, onde se encontra o ponto mais alto da ilha, foi magnífico :) As subidas entre as escarpas, os planaltos rectos rodeados de montanhas de ambos os lados, dignos do jurássico tropical como o imaginamos, o vento a bater na cara, o acelerar da mota... ficaram na memória :)
    Chegados ao Parque nacional e pagada a entrada, subimos cerca de 700m por entre a selva, num trilho íngreme, húmido, torturante, mais quente e exigente do que estávamos à espera, até um miradouro inacreditável, no meio da ilha, com uma vista deslumbrante para as montanhas em redor.
    Recuperados, e em contra relógio, rumámos de volta ao nosso lado da ilha, para vermos o sunset em Lana Bay, no miradouro Canon Forte.
    A vista e o zen do lugar fazem sonhar e pensar que ainda há coisas que merecem ser vistas neste mundo e o porquê de Ha Long Bay ser uma das 7 maravilhas do mundo :)
    Depois de uma boa meia hora lá em cima, voltamos para jantar na marginal no Oasis Bar 2, tentando curar as dores e o calor com cervejas vietnamita e jantar.
    Deitámo-nos cedo porque tínhamos visita guiada a Ha Long Bay no dia seguinte.
    Até amanhã:)
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  • Day2

    Hanói

    April 18, 2019 in Vietnam ⋅ ⛅ 30 °C

    Chegámos finalmente a Hanói, passados dois voos de 7horas e 5h30 min, com uma escala extra longa de 3h no Dubai.
    Tentámos dormir no avião, embora sem grande sucesso.
    Finalmente chegados a Hanoi, e após uma espera desorganizada pelo Visa e entrada na alfândega, apanhámos um Grab (Uber local) para o Old Quarter de Hanói, onde nos esperava um hostel muito engraçado - little charm hanoi hostel. Com um staff prestável, restaurante e barzinho no R/C, ficámos num quarto com 8 beliches, acabamentos de madeira, mosquitos à farta no duche, e um japonês que parecia padecer de problemas intestinais.

    As primeiras impressões de Hanoi foram arrebatadoras, r ao longo do resto da tarde e à noite foram confirmadas: uma explosão de cheiros - todos centrados num cheiro a especiarias mais ou menos uniforme misturado com o smog de milhões de motas e carros numa azáfama inacreditável -, uma explosão de pessoas (Hanói é a cidade mais densa onde já estive) e de actividade e burburinho em cada metro de cada rua.
    O trânsito é um caos organizado: milhares de motas e carros dançam e avançam, falando entre si com buzinas e apitos e buzinadelas, sem nunca se ver ninguém com cara de zangado pelas intermináveis manobras, filas, ultrapassagens e violações de um código da estrada que aqui não se aplica, por não ser necessário. Parece que uma mente colectiva sincroniza toda a gente, e todos avançam sem necessitarem de semáforos ou polícias de trânsito. Todos os passeios de todas as ruas são ocupados com motas, pessoas, pessoas a venderem carne fresca, chapéus, fruta, pão, comida seca imperptivel a um ocidental acabado de chegar.
    Loja sim, loja sim, vende se de tudo um pouco e a azáfama é crescente ao longo do dia.
    A cerveja é aceitável embora não seja servida muito fria.
    O calor é forte e húmido e não há escapatória. Quanto mais cedo aceitarmos estarmos a transpirar e pegajosos, mais rápido ficaremos em sintonia com o ambiente.
    Caminhámos pelo Old Quarter, demos a volta até ao lago com a ponte vermelha.
    Fomos jantar ao Pho 10, onde comemos o nosso primeiro Pho: estava delicioso, com carne e noodles e um caldo saboroso, embora bastante picante (nota: pôr menos malaguetas na tigela :p)
    Depois de jantar andamos pelos passeios a admirar tudo e todos, ainda com queixumes de mal estar derivado de um dia de viagem aérea.
    Atravessar uma estrada é uma experiência única: "apenas" temos que avançar, sem olhar nem esperar que carros e motas parem - porque não o fazem - continuando a avançar a uma velocidade uniforme e observando as motas e carros a desviarem se de nós.
    Fomos beber algumas cervejas pelo Beer Quarter, junto do Old Quarter, antes de voltarmos para o Hostel para tentar recuperar do cansaço acumulado.
    Amanhã temos viagem de bus pelas 7.30 AM para Cat Ba. :)
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