Thales Phelipe

Joined May 2017
  • Day33

    ¡Hola Madrid!

    July 13, 2017 in Spain

    Fiquei menos tempo do que queria em Madrid, ou menos tempo que o necessário para conseguir ver a cidade de maneira satisfatória.

    Uma coisa interessante é que os pontos ficam relativamente próximos e no centro, então uma vez no centro é só sair andando que dá pra ver e tirar foto de tudo.

    No primeiro dia eu andei o máximo que pude desde a Plaza de Ventas até o Palácio Real. O parque El Retiro é muito maneiro, gigante e com um bom tanto de coisa para ver. Tem lá dentro algo chamando Palácio de Cristal que é uma casinha toda de vidro, bem bonita pra tirar umas fotos por fora. Me lembrou o Jardim Botânico em Curitiba.

    O Palácio Real é bonito por fora, assim como a catedral próxima dele e o teatro. Interessante que era a estréia de Macbeth com Plácido Domingos cantando e infelizmente eu não tinha ingresso. Ou felizmente, pois devia estar bem caro!

    Também consegui ver Guernica no Reina Sofía, de graça. Algo que é super interessante: os museus ficam gratuitos nas 2 últimas horas do dia. Não que dê pra ver as obras nesse tempo, mas é super interessante. O Reina Sofía tem Picasso, Dalí, e alguns outros (que não lembro). Sei que fiquei bastante tempo vendo a exposição da Guernica, contexto histórico e todo o caminho até chegar no mural, que acabei só vendo uns 2 ou 3 quadros do Dalí.

    O Museu El Prado é outro que não tem como ver nas últimas 2h. Eu cheguei lá cedo e fiquei umas 4h pra poder conseguir ver todos os quadros. Gigante!
    Rubens e El Greco eu curti bastante as obras. El Greco parece que pinta HQ, os rostos são bem diferentes das pinturas comuns. E Rubens mesmo sendo mais realista na pintura me deixou impressionado. O cara pinta bem mesmo!
    Ah, tinha uma Mona Lisa de algum discípulo do Da Vinci lá. Era diferente o quadro em si, fundo e o rosto, mas o conceito estava lá.
    E esculturas, a minha paixão eterna. Tinha uma de Marte e Vênus tão linda que eu quero uma cópia para ter em casa.

    O resto da cidade é para ser apreciada, tirar algumas fotos e sentar em parques e ver o tempo passar. Esse foi o meu sentimento por Madrid, um lugar que tem diversos parques e praças para relaxar e uma cacetada de museus e coisas culturais (dança, teatro, shows) para ver. Tem coisa melhor? E fui embora ficando com um gosto que faltou ver mais coisas, perder mais tempo olhando o céu em algum parque e com certeza ir em mais lugares.
    Read more

  • Explore, what other travelers do in:
  • Day29

    Resurrection Fest

    July 9, 2017 in Spain

    Primeiro festival na Espanha, em uma cidade pequena e afastada das cidades principais - Viveiro.

    O festival foi menor que os outros, tanto em público como no tamanho do local. Bem menor. Do tamanho de um Anime Friends hahaha. Eram 4 palcos, todos com um som muito alto (obrigatório o uso de protetor auricular) e o lineup estava bem animal para o meu gosto. Tinha um palco chamado Desert que só tocava banda um pouco mais trabalhada, instrumental ou de Doom. Esse era meu palco salvação sempre que não tinha o que ver no principal hahaha

    Achei o público melhor que na Bélgica. Um dos motivos era que eu entendia o que eles falavam. Outro que ninguém estava totalmente louco de bêbado. E no geral mais educado. Eu presenciei 2 atos gentis inclusive: eu perdi os óculos escuros no meio do show do Airbourne e me devolveram; e um cara que perdeu o iPhone no show do Karma to Burn e também devolveram.

    Foi infelizmente o festival que teve problemas. Ao menos umas 3 bandas cancelaram, teve um palco que estava com um som bem ruim no dia 1, teve banda que perdeu instrumento... E nesse eu não acampei mas parecia que a estrutura de acampamento não era boa também.

    Algo diferente nele é que ao invés de dar copo descartável, o festival vendia copos reutilizáveis. Assim você comprava no começo do festival e usava todos os dias. E já tinha souvenir para quando acabasse. E acho que o melhor é que não tinha copo jogado, o lixo era bem menor em todas as áreas. Ah, e os tokens que eles vendiam serviam só pra bebida, a comida era paga com dinheiro normal.
    Achei também legal que eles tinham uma promoção para crianças, os pequenos subiam no palco principal 1x por dia em algum show. Divertido!

    Fiquei bastante feliz com todas as bandas que pude ver, a maioria no Desert Stage. Foram 17 shows nos 3 dias de festival, um calor infernal e muitos copos para levar para casa hahaha
    Read more

  • Day25

    Viveiro de bike

    July 5, 2017 in Spain

    Viveiro é uma cidade pequena em Galicia na Espanha e bem difícil de chegar. O aeroporto mais perto é em Santiago de Compostela e só tem 1 ônibus por dia do aeroporto para lá, pelo que entendi. Mas eles tem um festival de metal e isso que importa.

    Por sorte a casa que fiquei tinha uma bicicleta e peguei emprestada para poder andar por lá. O centro é pequeno até, existe uma costa ao longo do mar, tem um cais e essas coisas que cidades praieiras tem. É bonito de olha para a cidade do outro lado do mar, ver as coisas coloridas e bonitinhas fazendo a volta na água.

    O primeiro lugar que fui com a bike foi Mirador San Roque que é longe pra cacete. O caminho é bem difícil de se pedalar, mas sem bike não tinha como ir de jeito nenhum. E o pior é que lá é considerado um dos acampamentos do Ressurection, que loucura! A vista é bem maneira, dá pra ver toda a cidade, o festival, o mar, tudo que puder imaginar. Só que no momento que cheguei lá começou a chover hahaha. Aí fiquei um pouco de tempo e depois desci para a praia.

    No outro dia peguei a bike e saí por lá. Fui primeiro em um ponto que tinham falado que gostavam, Horreo de Xunqueira. Legalzinho lá, é um caminho tranquilo com algumas árvores e uma área verde. E aí de lá eu fui para a Cueva de la Doncella. Um caminho absurdamente longo, tá louco... Eu faço umas coisas estranhas viu. De qualquer maneira, o lugar é muito foda. Tem um mirante antes que é bem doido também. Dá pra ver toda a parte da cidade, o festival láaa do outro lado. E daí pra frente é só mato. Me enfiei por uns caminhos no meio da floresta para tentar chegar nessa tal cueva. Acho que no final nem consegui encontrar. Encontrei sim uns lugares lindos demais para tirar foto, um cenário absurdo que normalmente só vejo em filme. Água azul e verde, transparente quando se olha no fundo. Que negócio lindo!

    E aí de lá eu tive que voltar todo o caminho para conseguir ir para a Playa Abrela. Que praia dahora! Tinha quase ninguém e a água super incrível e transparente mas azul de longe. Areia branquinha. E a água estava super gelada haha. Demorou um tempo para eu tomar coragem e mergulhar mas consegui.

    No geral eu gostei da cidade. É acolhedora como uma cidade do interior, calma (enquanto não tinha chego o tanto de gente pro festival) e tem umas vistas bem incríveis. Mas para andar a pé é bem ruim e depois de alguns dias você já vai ter visto tudo. Andar 2 ou 3 dias e ir para o festival foi algo bem encaixado no cronograma.
    Read more

  • Day22

    Rock Werchter

    July 2, 2017 in Belgium

    Meu segundo festival na Bélgica e com um lineup bem misto - compararia com nosso Lollapalooza.
    Em muitas coisas ele foi parecido com o Graspop, em muitas coisas diferente. O principal acho que foi o público, que era mais sossegado. Ainda tinha um monte de bêbado maluco que queria tirar selfie e gritar no celular quando eu estava gravando coisas, mas foi menos que no anterior.

    Acampar dessa vez foi melhor. Tive mais tempo para preparar a barraca, o local apesar de ter chovido estava menos barrento. Foi também mais caro, já que tive que pagar para acampar e dentro do acampamento se quisesse usar as acomodações (chuveiro, tomada) tinha que pagar mais um tanto ainda. E o local do acampamento que peguei era muuuito longe do festival. Especificamente 2,5km ou meia hora andando. Isso foi meio que culpa minha que não entendi que precisava comprar antes o camping e tinham diferentes áreas pela cidade.

    A organização do festival estava impecável*! 3 palcos, sendo 1 principal e 2 cobertos (The Barn e KluBC), várias áreas para comer, uma área artística que tinha graffiti em containers, e o espaço era gigante. Acredito que menor que o Maximus mas ainda assim gigante. Ah sim, algo diferente: os palcos cobertos tinham uma lotação máxima. Quando eles enchiam os portões eram fechados e se você quisesse assistir podia ver de um telão no gramado. Eles também tinham uma espécie de arquibancada dentro, dava para ver o show sentado se quisesse ou ficar em pé e ver por cima da cabeça de geral (fiz isso no Cage the Elephant no domingo). O palco principal tinha uma "área vip" para quem chegasse antes. Era a mesma coisa: depois de um tanto de gente dentro eles fechavam o portão e já era.

    Os banheiros todos limpinhos como sempre (dentro do festival eram com água, fora eram químicos 🤢) e acho que o festival em si estava bem mais limpo que o Graspop. Tinha menos copos e garrafas no chão. Isso porque eles fazem uma promoção que cada 20 copos reciclados você ganha 1 drink. Ou seja, tinha galera juntando tudo que podia hahaha

    O lineup, novamente, foi misto e pra mim bem incrível. Uma pena que eu gostava/conhecia poucas bandas de lá. As que eu conhecia com certeza vi o show inteiro, mas a maioria eu acabei vendo metade mesmo. Dos 4 dias eu só fiquei no show das últimas bandas (que faziam 2h30 de show) em 1 dia hahaha. Minha contagem foi 11 shows inteiros e 13 de longe ou pela metade. Todos os shows que vi foram legais, os artistas estavam super empolgados e sempre que podiam iam até o público. O Chester (Linkin Park) por exemplo cantou uma música inteira abraçado com uma fã. Foi uma lindeza só!

    O público como disse era bem diferente. Tanto que as câmeras no telão eram Hug Cam, Kiss Cam ao invés da Ad Fundum (beber até o fim) do Graspop. Tive problema com algumas pessoas mas o que posso fazer, a cultura é diferente e tem coisas que acabavam me deixando nervoso 🤷‍♂️. Teve uma coisa cômica apenas que foi um cara tentando me animar quando eu estava sentado no show do The Pretenders, me dizendo para tirar selfie com ele, tentando me levantar para dançar e o amigo dele me oferecendo cerveja hahaha. Os belgas (e franceses) que conversei que estavam sóbrios eram bacanas, os outros nem tanto hahaha.

    No geral, muito bom o festival novamente. Talvez eu já não estivesse no espírito da farra nos últimos dias, ou estava muito cansado para aproveitar 100%. Mas tirando o choque cultural, o resto todo valeu a pena. E agora que venha o próximo, ResurrectionFest, na Espanha! Vamos ver se a cultura muda.

    * 2 coisas me deixaram chateado. A primeira é que o ônibus que saía de Leuven (estação que leva para o aeroporto em Bruxelas) te deixava de um lado do festival e meu acampamento era do outro lado, uns 3,5km depois. Andar com 20kg de roupa, barraca e eletrônicos nas costas por todo esse caminho tanto na chegada quanto na ida não foi muito legal. A segunda é que eles colocaram os lockers dentro do festival! Não pode entrar com câmera mas o lugar para guardar a câmera fica dentro, WTF? No final eu acabei deixando numa área lá reservada a "coisas proibidas" mas todo dia era uma briga tentando dizer "vocês disseram que ia ter locker e não tem, vou fazer o que?". Tanto que no 3o dia de festival o carinha desse lugar já até me conhecia hahaha. Foi estressante mais do que problemático. Espero que arrumem isso no próximo ano.
    Read more

  • Day18

    Parques de Bruxelas

    June 28, 2017 in Belgium

    Além do tanto de arte pelas ruas e casas bonitas e igrejas velhas, Bruxelas tem um bom tanto de parques também. Muitos parques! Queria que São Paulo tivesse tantos parques assim. Os que achei mais maneiros foram o Parc du Cinquentenarie e o Bois de la Cambre.

    O Cinquentenarie é uma grande praça com árvores, gramado e uns campinhos de futebol. E essa é uma metade do parque, tem uma outra parte passando os portões com estátuas que é uma fonte, um museu se carros e um museu de guerra. E para minha surpresa um dos domingos que fui lá estava tendo umas apresentações de música e tinha esse museu de guerra aberto. E eu achando que ia lá só pra andar.

    O Bois de la Cambre é um absurdo de grande. Eu acho que andei meia hora só pra chegar no lago dentro dele. É muito arborizado, tem grama para todo lado, muita gente estava lá tomando sol ou em passeio da escola ou fazendo piquenique. Maneiro que dá pra andar de barco no lago de lá, ou pegar uma balsa para ir para uma ilha ali no meio. Esse foi o parque mais bonito e calmo que vi. Infelizmente é longe e se você pensar o quanto tem que andar pra chegar no lago e ter essa vista bonita, seria bom ter uma bicicleta.
    Read more

  • Day14

    Bate-volta em Bruges

    June 24, 2017 in Belgium

    Hoje eu decidi fazer um bate-e-volta (day trip) para Bruges. Como dá pra ir de trem e é uma cidade pequena que dá pra ver bastante coisa em 1 dia, achei que valia a pena. Acordei cedo, tomei meu café e lá fui eu para a estação central pegar o trem. E o dia começou bem, ao invés de fazer o sol de 30 graus de todo dia, estava tudo nublado e com cara de chuva.

    A cidade é bem maneira, pequena mesmo, dá pra fazer tudo a pé. Tem vários canais, dá até pra alugar um passeio de barco. Fui na Sint-Salvatorskathedraal e na Onze Lieve Vrouw Brugge (Igreja de Nossa Senhora), passei na frente do Site Oud Sint-Jan e vi que estava tendo exposição do Da Vinci e do Picasso.

    A exposição do Picasso foi legal, mas não extraordinária. Eram vários desenhos e estudos dele, não obras por si (quadros). Tinha um vaso de cerâmica lá, mas a maior parte eram estudos que ele fazia mesmo. Achei divertida, ainda deu pra ver um pouco das obras do Miró no meio do caminho. Acho o trabalho dele bem colorido e divertido, mas não entendo nada de arte abstrata.

    A exposição do Da Vinci me deixou bem bobo. O cara era um gênio! Tinha uma cacetada de máquinas de guerra que ele tinha projetado ou tinha melhorada o projeto. Era máquina de tudo que é jeito, tamanho, uso... Coisas que eram bem animais só por conta da física envolvida. Depois teve uma parte que era sobre as pinturas e desenhos dele, coisa que ele não fazia muito ao que parece. Tinha até uma cópia feia lá da Monalisa. Só que nesse meio de quadros e desenhos, tinha obra de outros artistas que me deixaram bobo. Um quadro super simples, de uma blusa pendurada, me deixou lacrimejando de tão lindo.

    E por fim tinha as máquinas de voar dele, coisas como um pré-projeto de helicóptero, paraquédas, asas. Bem maneiro. Ah sim, teve uma parte com vários desenhos com estudo sobre o corpo humano, perna, juntas dos ossos, feto, órgãos. O cara estudava tudo que era possível, não sei como conseguia.

    A subida do Belfort é bem complicada. Além de ser alto pra caramba, os degraus são muito ingremes, finos e você fica virando e virando e virando... depois de uns 3 lances eu já estava tonto. Mas quando cheguei lá em cima a vista compensou o esforço. Dá pra ver muito da cidade, todas as torres, igrejas, casas. E por sorte eu fui pra lá perto de dar uma hora cheia, então ainda consegui ouvir os sinos tocarem.

    E a noite quando estava indo embora ainda deu pra pegar um pouco de um festival que estava acontecendo em uma praça lá na cidade. Vi umas danças, vi uns trecos pra comprar e foi isso.

    Bruges é maneira para fazer um bate-e-volta mesmo, nada mais do que isso. Tudo é próximo, se você chegar bem cedo dá pra ir no Museu, no museu de chocolate (se for sua praia) e ver mais coisas da cidade. É bonitinha e dá pra tirar fotos legais. Nada mais do que isso. Acho que o filme In Bruges deu uma levantada no turismo por lá.
    Read more

  • Day10

    Andando em Bruxelas

    June 20, 2017 in Belgium

    Hoje eu andei para cacete! Saí da casa e fui pro centro a pé (não é tão longe), passando por vários pontos turísticos pelo caminho. Encontrei inclusive alguns que nem são tão ditos, como o Parlamento Europeu. Por isso eu gosto de andar, você encontra coisas inesperadas.

    Aí fui passando por várias igrejas, lojinhas, casas bonitas e palácios. O Palácio Real é muito lindo! E gigantesco! Tem que tirar panorâmica para poder caber na foto hahaha. A cidade toda é muito linda, parece que faz parte da França. Vejo muita gente falando francês por aqui. O que é bom, estou com menos raiva dessa língua que do holandês. Depois de todo esse tour gigante eu fui voltando para casa. No caminho de volta encontrei várias lojas de quadrinhos gigantes! E umas só de mangá também. Caraca, tem tudo aqui na cidade. Infelizmente, tudo em francês. Pra morar aqui precisa de francês.
    Ah, e arte. Arte em todos os lugares. Tem galeria, tem livraria, tem biblioteca. De cultura o povo não deve sentir falta aqui.
    Read more

  • Day9

    Graspop

    June 19, 2017 in Belgium

    4 dias de muito metal e sujeira! 🤘

    Foi isso que passei no Graspop durante todo esse tempo. Do festival eu não tenho nada a reclamar. Achei tudo muito bem organizado, desde entrar, ir para o acampamento, pegar pulseiras e entrar no festival. Até os horários, todo show começava no horário certinho, nem 1 min pra mais nem pra menos. Tinha barraca de comida e bebida pra todo lado, banheiros (e eles sempre estava limpos e tinham papel) e água para beber de graça, um dos cantos tinha até WiFi - e funcionava! Ah, infelizmente eles não deixavam entrar com câmera, nem mesmo GoPro. Ou seja, todas as fotos foram do celular. Mesmo sendo boas, seria melhor se fossem pela câmera.

    Vi ao total uns 20 shows inteiros e uns 6 pela metade ou algumas partes só. Alguns não me interessavam ou eu não queria ficar próximo então acabei ficando de longe mesmo. 20 shows! E todos eles impecáveis. Acho que teve 1 que o som parou de funcionar (Amorphis) e foi isso.

    Acampamento:
    Nunca tinha acampado na vida, essa foi uma experiência super estranha. Até porque quando cheguei para acampar comecei a procurar lugar perto do festival, para não andar tanto indo e vindo. E como não tinha lugar, eu fui indo pra longe e longe e longe... fui parar no terceiro e último complexo de banheiros que tinha. O bom é que acabei ficando perto das duchas, dava pra tomar banho e ir para a barraca rápido. Na hora que comecei a tirar a barraca da mochila para montar começou uma guerra. O pessoal quer montar a barraca super rápido para conseguir espaço, ou sei lá porquê. Sei que eu estava tirando da mochila e o cara do lado já estava chutando minha mala pro lado para colocar a dele. Foi meu primeiro contato com o europeu primitivo. E daí pra frente só piorou...

    Dentro da barraca faz um calor desgraçado se estiver quente fora e um frio maldito se estiver frio. Tanto que dormi de blusa e calça quase todos os dias. A temperatura abaixava, batia um vento, formava humidade por fora da barraca, já era. Parecia que eu estava de volta ao inverno brasileiro.
    Ficar dentro da barraca, arrumar todas as coisas, se trocar, até que não foi tão ruim. Por sorte eu tinha lido já que é sempre bom pegar uma barraca maior para cada pessoa. Se vai dormir 1 pessoa, é bom pegar uma barraca de 2 pessoas, para conseguir colocar a mala e talz.
    Dormir em si não foi tão difícil depois do primeiro dia. O primeiro dia eu não estava tão cansado, não tinha pego protetor auricular ainda, estava me acostumando com o colchão, passei frio porque quis usar a blusa de travesseiro. Depois do segundo em diante, o dia que começaram os shows principais mesmo, eu colocava o protetor, subia o saco de dormir até em cima da cabeça e adeus mundo. O colchão inflável foi caro mas olha, excelente compra 👍
    O banho foi um balde de água fria hahaha. Eles cobravam 1 token para tomar banho e só deixavam aberto até as 23h. Mas veja bem, todos os shows principais iam até 1h30 por aí. Era uma escolha: tomar banho ou ver show principal. Eu escolhi os shows todas as vezes hahaha. Foi tenso, ficar o dia inteiro no sol, pulando no meio de mosh, com protetor solar e aí a noite não ter como tomar banho e ainda passar frio tendo que colocar blusa e calça. O único dia que eles foram bonzinhos foi o último, que muita gente estava indo embora 2h da manhã mesmo. Eles deixaram os chuveiros abertos e não cobraram. Foi a noite que dormi mais feliz hahaha

    Show na europa:
    O público é o mesmo, mas tem umas diferenças de comportamento durante o show que achei notáveis. Uma delas é que na maior parte dos shows, se você estava em um lugar, as pessoas respeitavam e era isso. Ninguém ficava tentando entrar na sua frente, ou juntando 3 do seu lado e te empurrando aos poucos. Seu lugar era seu lugar. Inclusive tinha um pessoal que saía para pegar cerveja e depois queria voltar pro mesmo lugar. Ao mesmo tempo que achei interessante, achei um saco. Saiu perdeu o lugar, pô!
    Eles tem muita mania de crowd surfing. E quem fica na linha de carregar as pessoas se ferra, não dá pra ver o show. Toda hora vem uma bota na cara, uma bunda na cabeça e você lá carregando pessoas para frente. Ah, e aí isso se junta com o ponto anterior, então o cara ia até lá na frente, saía depois das grades (e saía mesmo, não tentava ficar ali pra ver o show) e voltava pro meu lado de novo. Que bruxaria é essa?
    Os shows mais tenso que vi foram Epica e Five Finger Death Punch. Epica teve muito crowd surfing, mosh e wall of death. Até aí tudo bem, mas estava chato já tentar ver o show e nego passando por cima da sua cabeça. E o FFDP foi impossível de ver. Tentaram roubar meu celular, teve momentos que tinha 2 moshs ao mesmo tempo, muito crowd surfing e um calor absurdo. Depois desse show eu não fui pra frente em nenhum outro show - só Opeth, mas era em um palco menor e mais tranquilo e eu cheguei cedo o bastante para ficar na grade.
    Os palcos principais ficam relativamente vazios até o show começar. A galera sai de um lado e vai pro outro mesmo, ninguém fica lá esperando show.
    Lá é bem normal usar protetor auditivo para ver os shows. Tão normal que eles estavam dando de graça na entrada. Todo mundo basicamente usa. Eu usei alguns shows, outros não. Tinha momentos que parecia que o som ficava muito ruim com eles, tinha hora que eu não queria ouvir a música direito mesmo haha

    Europeu primitivo:
    Eu coloco dessa maneira porque eu vi o pior do europeu. Sempre pensei neles como um povo educado, mas olha. Acho que só sóbrio e olhe lá!
    Tiveram várias vezes que eu estava mandando mensagem de voz ou fazendo vídeo chamada e um vinha e batia no celular, ou gritava do lado. E sempre SEMPRE bêbados. Muito bêbados. Eu nunca vi alguém beber tanto que nem eles. O chão dos palcos era só copo de cerveja. E como não tinham saco de lixo próximos, acho que o costume é jogar no chão mesmo. Ou jogar para cima, que parece bem comum. Ao invés de beber tudo, eles deixam um pouco de cerveja no copo e jogam pra cima, pra frente. Vira e mexe eu via copo voando lá pra frente da galera. Quando eu não tomava copada nas costas 🤷‍♂️
    Achei o povo sem educação mesmo. Vinham e empurravam quando queriam. Teve um que chegou do meu lado por trás e começou a gritar no meu ouvido. Eu fiquei olhando pra ele, sem reação alguma (talvez transpareci raiva) e ele começou a falar qualquer porcaria em holandês. Teve um no último dia que ouvi gritando pelo acampamento. De repente o grito parou e ouvi um barulho de alguma coisa caindo em uma barraca. Depois de um tempo ouvi os gritos de novo. Imagina se o cara cai em cima da minha barraca, comigo dentro? Tá maluco!
    Fila para eles é nada! Nada! Cansei de estar em fila para comprar comida, ir no banheiro, entrar no evento... qualquer coisa, em algum momento alguém vai e passar na frente. Eles chegam, param no lugar que querem e já era. Teve uma mulher que eu puxei e falei que estava ali. Ela disse que estava também, virou pra frente e continuou. Eu disse que a fila começava lá atrás, ela fez uma careta, uns sons estranho e virou pro marido e começou a falar em holandês. Se teve uma viagem que eu peguei raiva de uma língua, foi essa com holandês!

    Fechando:
    No geral eu curti muito o festival. Foi meu primeiro, já aprendi algumas coisas para os próximos (como não levar a câmera) e algumas coisas eu consegui fazer certo logo de primeira. Não gostei mesmo foi das pessoas. O próximo festival será de rock alternativo, estou imaginando que o público será diferente. Chega de crowd surfing hahaha.
    Com certeza voltaria. As bandas fizeram valer muito a pena o sofrimento todo. E comparando com os últimos festivais que fui no Brasil (Lolapalooza e Maximus), acho que o Brasil não fica atrás não. Uma coisa ou outra que dá pra melhorar, mas seria mais a ver com a cultura mesmo, mas quando comparo com a qualidade que foi o Maximus, espero que ele cresça o bastante para poder ter 2 ou 3 dias também.
    Read more

  • Day5

    Finalizando Antwerp

    June 15, 2017 in Belgium

    Hoje é o último dia em Antwerp, daqui a pouco vou pro Graspop 🤘

    E quando acabo a cidade às vezes tenho vontade de fazer um resumo:
    - Antwerp não é grande, pelo menos a parte central. O que é bom para alguém que gosta de fazer as coisas a pé. Tem mais coisas para ver longe da cidade mas eu não tive tempo (museu da De Koninck).
    - Tudo aqui está um padrão de limpeza e beleza. Tem uns prédios antigos bonitos, tem uns prédios novos maneiros, nada é depredado ou estragado. Gostei da cidade como um todo, não é suja e não parece perigosa (e olha que eu saia andando por aí perto da meia noite)
    - O sol, claro. Eu já sabia que ia ser bastante tempo de sol por conta do verão, mas ainda assim é muito doido! Antes das 6h já tem sol batendo na janela e ele vai até 23h. Isso desregulou meus horários demais... Eu ficava inconscientemente esperando o sol baixar para poder sair para comer. Só que quando isso acontecia, já era 21h ou mais e os lugares estavam fechados. Poucos restaurantes ficam até mais que 20h.
    - Os horários são malucos também. As coisas começam a abrir umas 10h e fecham 16~17h. Fui em um restaurante 19h e a menina falou que não tinha mais sanduíches, só faziam até as 17h.
    - A língua é bem estranha. Como a cidade é mais próxima da Holanda, a língua aqui é o holandês. Mas todo mundo fala também inglês 🙏 e francês. E o bairro que fiquei é meio africano e meio turco/libanês/iraque/oriente médio, então tem um tanto de gente falando árabe. É uma mistura muito doida, que é bem comum de ver pela Europa. Adoro!
    - E como a cidade é tão multicultural, isso é visto nos restaurantes também. Não existe um restaurante belga. Existe restaurante italiano, mexicano, árabe, chinês, fast food... menos algo próprio deles. Ou será que as vendinhas de waffle contam? 🤔
    - Bike pra todo lado \o/. Como aqui é tudo plano, fica fácil de andar de bike. E segundo conversei um pouco com a dona da casa que fiquei, eles aprendem umas regras de bicicleta já na escola. Não que isso tire os carros da rua, porque mesmo assim ainda tem bastante! E os trams também. É engraçado ver na rua tanta coisa andando junto...
    - Ah sim, não vi cachorros de rua e não vi nenhum gato em lugar algum.
    Read more

  • Day3

    Museus!

    June 13, 2017 in Belgium

    Hoje fui em alguns museus.

    Fui primeiro no MAS, Museum aan de Stroom. Dá pra ir até o topo de graça e tirar umas fotos. As fotos ficam animais demais, fiquei bobo com a vista. Dá pra ver toda a cidade de longe. Perto tem um prédio do governo que parece um castelo. De longe dá pra ver a catedral e a Centraal. Achei também engraçado que o prédio tem 10 andares mas não tem elevador, só escada rolante. Ou talvez tenha elevador (para cadeirantes) e eu que não vi...

    E então fui no Museu Plantin-Moretus.

    Esse museu me deixou impressionado. Além das pinturas que são fodas demais (do Rubens), a história, o modo como o Christophe Plantin trabalhava que nem doido para poder fazer a ideia dar certo (o lema da família é Labore et Constantia - Trabalho e Determinação) e os amigos que ele tinha. Cada sala era mais impressionante que a outra. A Bíblia que foi impressa lá é bem impressionante (em 9 línguas diferentes), o Atlas também (o primeiro Atlas impresso). Mas fiquei bobo mesmo com as letras, algumas tinham desenhos 😱 Sabe a Wingdings, aquela fonte cheia de desenhos? Tinha umas lá desse jeito hahaha
    O trabalho pra fazer aquelas letras eu nem imagino. Ainda mais vendo o tamanho pequeno que era a forja. Basicamente esse foi o primeiro projeto de tecnologia e comunicação já feito. Tirei até uma 360 lá https://goo.gl/maps/vNGP533TAKn

    Também passei na Vrouwekathedraal, mas como tinha que pagar para entrar e eu não estava a fim de gastar dinheiros do almoço, só dei uma olhada na lojinha. Imagino que deve ser bem animal lá dentro, tem algumas obras do Rubens e várias coisas de ouro (porque a igreja precisa se mostrar, né?).
    Read more

Never miss updates of Thales Phelipe with our app:

FindPenguins for iOS FindPenguins for Android