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  • Day13

    Adam's Peak

    October 12, 2016 in Sri Lanka ⋅ 🌙 28 °C

    De Kandy liguei para a guest house que tinha reservada para reservar um táxi para nos levar até ao Adam's peak nessa noite. Pelos vistos havia mais um hóspede que queria ir por isso ficou tudo organizado, reservei também o jantar. Depois daquela viagem de comboio, jantamos na Gest house, conhecemos um alemão que viria connosco e um casal de franceses que apenas queria passear pelos lagos. A comida feita pela mulher do dono estava divinal, comemos de mais e fomos dormir logo a seguir.

    Á uma da manha depois de dormir 3h, lá íamos nós a caminho de Adam's peak, tinhamos uma hora de carro pela frente, 1.5 litros de água e nada para comer, o dono do hotel imprestou me um casaco e um frontal, o alemão impestou outro frontal.

    Chegamos ao sopé de Adam's peak onde supostamente iríamos comprar mais água e alguma comida, mas estava tudo fechado, o inglês teria uns frutos secos que poderia partilhar connosco e teríamos que aguentar com a água que tinhamos.

    Só depois de insistir com o motorista que não podíamos subir com a água e a comida que tínhamos, é que ele foi bater a uma porta e conseguiu mais duas águas e uns pães para camanhosa..
    Começamos a subida com o alemão, mas logo nos primeiros 200m achamos que estávamos perdidos porque encontrados umas obras, voltamos para trás tentamos outro caminho, voltamos para trás e encontramos um norueguês que também estava pedido. Perguntou nos qual o caminho ah ah acabamos por ir pelo caminho inicial. Tinhamos mesmo que atravessar as obras por uma descida manhosa.

    O início é fácil, uma inclinação leve poucas escadas, estamos com os dos Gajos com uma ritmo bom, eles até diziam que estávamos muito em forma. Ainda não tínhamos comido, a periodicidade de escadas foi aumentando, os degraus eram enormes para as minhas pernas pequenas e cada degrau tinha o seu tamanho.

    Íamos a um quarto da subida as pernas já ardiam e propus fazer uma pausa para comer e beber água. Sentamo-nos para comer aquela pao horroroso que o motorista tinha arranjado e os frutos secos do alemão. Apagarmos as luzes todas enquanto estávamos a comer, na escuridão da noite as estrelas brilhavam mais do que em qualquer sítio.

    Eu na realidade estava com dor de barriga e pouca fome, como uma paragem de digestão por ter comido muito antes de dormir.

    Voltamos a subir as escadas são cada vez mais acentuadas, as pernas ardem cada vez mais, os corrimões vão permitindo ajudar a subir com a força dos braços, não queremos parar para não custar ainda mais a recomeçar. Também não queria que outros grupos passassem por nós.

    O tempo médio de subida é de 3 horas e tínhamos mais de 3 horas para o nascer do sol.

    Apesar dar dores, o objetivo de chegar ao fim é muito maior.

    Demoramos 1h50 com fazer todo o percurso que tem mais de 5500 degraus.

    Á chegada, comprei uma chávena de chá para cada um.
    Com o suor, todo o corpo estava molhado, apesar do casado, o frio e o vento entravam pela espinha até temeremos.
    Tínhamos mais de uma hora de espera para o nascer do sol.
    A espera não foi fácil tendo em conta o frio, mas passado pouco tempo já estava a partilhar as bolachas de dois alemães que estavam ao meu lado. Á fome nunca morro 😜
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