Be Kyan

Joined October 2016
  • Day9

    Cierro de la Cruz - Antigua

    January 3 in Guatemala ⋅ ⛅ 22 °C

    Como se não estivéssemos cansados, eu e o Valentim seguimos para o mirador Cierro de la Cruz, que tem uma vista brutal sobre a cidade de Antígua.
    Ainda demos uma volta a cidade antes de ir beber umas cervejas artesanais no Antígua brewing company.
    No dia seguinte, saímos às 11h para o aeroporto de volta a Lisboa.Read more

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  • Day9

    Acatenango

    January 3 in Guatemala ⋅ ⛅ 19 °C

    Quanto maior o "sofrimento" maior a recompensa.

    Acordar às 4h da manhã com menos de zero graus, para subir um caminho de areia, a pique, durante uma hora e meia, so pode ter um motivo muito forte... Vesti toda a roupa que trouxe e ainda tinha mais umas calças alugadas na mochila com receio de não aguentar o frio no cimo do vulcão Acatenango. De frontal na cabeça, fizemos essa subida duríssima. A cada passo dado deslisavamos uns centímetros para baixo.

    Ao chegar ao culme, a 3976m de altitude, um vento gelado congelava-nos os dedos. A sensação térmica deve ser aproximadamente - 10°. Arranjamos um cantinho atrás de uma rocha para ficarmos protegidos do vento, com vista privilegiada para o nascer do sol e o Fuego. O mais difícil é escolher entre o vulcão ou o nascer do sol para não perder nenhum momento. As cores são incríveis, todo o esforço foi recompensado.

    A descida da primeira parte do vulcão até ao acampamento é super divertida, é a mesma sensação que descer uma duna gigante a correr. O que subimos numa hora e meia descemos em 20 minutos. O regresso até ao ponto de partida demorou duas horas e na sua maioria foi feito a correr porque é muito mais fácil do que estar sempre a travar.
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  • Day8

    Fuego

    January 2 in Guatemala ⋅ ⛅ 17 °C

    As 7h30 da manhã estávamos na agência Wicho & Charlie, com uma mochila, na qual tivemos que pôr 4 litros de água, o almoço, o pequeno almoço do dia seguinte, alguns snacks, casacos, gorro, luvas, gola, frontal e trekking poles.

    Tínhamos 4 a 5h de subida ao vulcão Acatenango até chegar ao acampamento para passar a noite com vista directa para o vulcão Fuego ainda ativo. A subida é muito acentuada, escorregadia e muitas vezes arenosa, para além do peso que temos nas costas, sem os trekking poles seria quase impossível.

    Chegamos ao acampamento às 3h da tarde. Estávamos a 3500m de atitude. Supostamente tínhamos a possibilidade de fazer outro trekking de 3h para ver o pôr do sol numa das laterais do Fuego e vermos as explosões de mais perto. Mas levantou-se um vento forte, as temperaturas desceram abaixo dos 5°, as nuvens tiraram a visibilidade e os guias abortaram o percurso.

    Ao pôr do sol, as nuvens desceram e o Fuego ficou mais ativo, dando um espectáculo de explosões de lava, que depois escorria pelas laterais do vulcão, acompanhado cada explosão com um estrondo que até nos fez acordar durante a noite.

    No horizonte conseguimos ver o vulcão Pacaya a dar também o seu espectáculo de explosões. Uma experiência que ficará gravado na minha memória até porque as nossas câmaras não conseguem captar estes momentos.
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  • Day7

    Atitlán

    January 1 in Guatemala ⋅ ⛅ 23 °C

    Para dia 1 de Janeiro tinha apenas reservado um transfer privado para o lago Atitlan, um lago rodeado por vulcões e pequenas povoações muito típicas, com algumas tradições e dialectos específicos, herdados dos Maias.

    O nosso condutor, um guatemalteco de classe média e de olhos azuis era muito mais alto do que a maioria por ser descendente de alemães. Muitos fugiram durante a segunda guerra mundial e vieram parar aqui.

    A meio caminho fomos mandados parar pela polícia que pediu os documentos do carro e do condutor. Este em vez de dar a documentação, pediu ao polícia que se identificasse e que explicasse qual o motivo da operação, coisa que ele não respondeu, criando alguma tensão. O polícia perguntou também qual era a profissão do condutor que respondeu que trabalhava na construção civil e que nos éramos amigos. A tensão aumentou mais quando a polícia pediu a identificação de todos, mandou-nos sair do veículo e o nosso condutor continuava a pedir o nome completo e identificação do polícia. Cheguei a pensar que íamos ter que chamar um táxi para nos tirar dali ou que íamos ser todos interrogados, pelo que chamei a atenção de todos para não dizerem que ele era o nosso condutor.
    No final correu tudo bem e seguimos caminho, o polícia nunca chegou a identificar-se, mas pelos vistos só pode haver operações quando estão pelo menos 3 carros de polícia, que era o caso, para impedir corrupção ou carjacking.

    Chegámos ao lago por volta das duas da tarde e seguimos de barco para a aldeia de San Pedro. Pelos vistos, todos os dias por volta desta hora, existe um fenómeno no lago que provoca uma ondulação atípica, tornando a sua travessia menos agradável. Este fenómeno tem o nome de Xocomil e está relacionado com a diferença de pressões e temperatura. A minha irmã e o Miguel que por azar se sentaram nos pior lugares do barco passaram tão mal ao ponto do Miguel querer voltar de tuktuk pelas montanhas. Pelo meio ainda insultaram o motorista.

    Acabei por convencê-los a seguir viagem nos lugares mais confortáveis. Alguns passageiros, pediram o dinheiro de volta e seguiram por terra.

    Comemos qualquer coisa por San Pedro e seguimos para San Tiago, supostamente uma povoação mais típica com muito artesanato. Infelizmente tivemos muito pouco tempo para aproveitar estes lugares, tínhamos o último barco às cinco da tarde. O regresso foi muito mais tranquilo, à hora do pôr do sol, com o barco sobrelotado de pessoas que tinham passado o fim de ano num festival em San Tiago. Notava-se wur ainda estavam sob o efeito de substâncias alucinogenicas.

    No regresso para Antígua, apanhamos um trânsito louco devido às dezenas de carros que avariaram na subida interminável para sair de Panajachel. Encontrámos de tudo, até um ciclista morto no meio da estrada.
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  • Day6

    New year's eve in Antigua

    December 31, 2019 in Guatemala ⋅ ☀️ 23 °C

    Apanhámos um voo às 8h da manhã de Flores para a Cidade de Guatemala, num avião da segunda guerra mundial.

    No aeroporto da cidade de Guatemala, arranjámos um transfer que nos levou diretamente para o nosso hostel, Yellow House. O nosso quarto era uma cabana de madeira muito acolhedora no terraço, com um jardim privado cheio de plantas, com vista direta para o vulcão ativo Fuego e o vulcão Agua. A minha irmã e o Miguel tiveram que ficar noutro hostel porque na altura da reserva já não havia vaga para eles.

    Passámos a tarde a passear pelas ruas coloniais de Antígua, a seguir um grupo de música acompanhado por personagens de cabeças gigantes e fantoches a dançar ao ritmo de sons guatemaltecos. É uma tradição de fim de ano.

    Jantámos pelo centro, antes de nos prepararmos para ver o fogo de artifício na praça principial.
    Infelizmente não houve fogo de artifício porque no ano passado incendiou-se uma casa.

    Ainda assim deu para ver a paixão que os Guatemaltecos têm pelo fogo de artifício. Desde crianças a adultos, todos, sem exceção, acenderam o seu foguete. Aliás se nunca te queimaste a acender um foguete, não és Guatemalteco.

    À 1h30 já estávamos na cama, o cansaço apertava!
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  • Day5

    Isla de Flores

    December 30, 2019 in Guatemala ⋅ ☀️ 30 °C

    Mais um lugar surpreendente, não tínhamos nada marcado mas muitas vezes esses são os melhores momentos. Deixámos as malas no hostel e seguimos para caminhar a beira do lago, parámos na primeira lancha que encontrámos para perguntar o preço. São 200 quetzal para uma hora.

    Passámos por uma ilha privada cheia de iguanas antes. Na brincadeira perguntamos ao Jesus se tinha cervejas, não tinha mas podíamos parar numa das margens. Ao beber uma cerveja com ele, percebemos que com uma caminhada de 10 minutos, estávamos no miradouro de Rey de Canek. Ele ficaria a nossa espera.

    Valeu muito a pena a vista das Flores e acabamos por regressar com um dos guardas do mirador com a promessa de uma cerveja. Depois de uma cerveja com o Jesus e o guarda seguimos para dar um mergulho no lago.

    Ainda conseguimos fazer uma caminhada na vila antes de nos sentarmos numa esplanada para ver o pôr do sol. Onde convidamos também o Jesus para se juntar a nós. Claro que o filho do dono sentado na mesa e os empregados não acharam muita piada.

    Para nos agradecer o Jesus ofereceu nos um passeio noturno à volta da ilha, aproveitando a vista de noite com a companhia dele. Jantamos no Morales num restaurante local. A comida estava óptima para compensar o tempo de espera e a cozinha que não inspirava muita confiança.
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  • Day5

    Tikal

    December 30, 2019 in Guatemala ⋅ ☀️ 29 °C

    É verdade que dormimos pouco mais de 4h, porque a caminhada até ao templo para ver o nascer do sol começava as 4h da manhã. Seguimos pela noite dentro, com algumas explicações do nosso guia que já nos ia mostrando algumas pedras esculpidas pelos Maias, explicando o seu significando, sempre ligado ao calendário e períodos bem definidos da história deste povo.

    As 5h30 já estamos a postos no topo das escadas do templo, na noite escura a ouvir os animais selvagens e à espera do amanhecer. Foi um momento mágico, a cada minuto que passa conseguíamos ver mais um templo, mais uma árvore no meio de gritos dos macacos que deixaram de ser assustador porque ficámos a saber que têm menos de meio metro. Os pássaros também iam acordando à medida que a luz aparecia. Foi um espetáculo inesquecível.

    Passamos as horas seguintes a visitar as ruínas de Tikal, uma cidade maia que tinha mais de 200mil habitantes com mais de 500km quadrados. Muitos edifícios permanecem debaixo da terra e da vegetação para melhor conservação deste património. É fascinante tudo o que eles construíram e alcançaram. Acabamos o tour a beber uma cerveja com o nosso guia, que fez com que se atrasasse para o grupo seguinte.

    Almoçámos junto à piscina do hotel antes de seguir viagem para as Flores as 12h30.
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  • Day4

    FDN

    December 29, 2019 in Guatemala ⋅ ☀️ 29 °C

    Acordámos de manhã no meio da selva, nas cabanas em cima da água, com o grito rouco dos macacos. Vimos o sol a nascer por entre as árvores, sentindo pena de ter temos tido a possibilidade de ficar mais umas noites.

    Regressámos com o amanhecer na lancha que nos levou até ao Sundog.Tínhamos um autocarro para apanhar até as Flores, de onde seguiriamos para Tikal.

    A primeira experiência de autocarro tinha sido quase um luxo, com ecrãs para cada passageiro escolher os seus filmes, uma condução segura, Internet a bordo mesmo que só desse para o whatsapp.

    Esta, a FDN, era o oposto, a primeira meia hora tivemos direito a ouvir um senhor a pregar, os bancos não rebaixavam, o cheiro a mijo que se foi intensificando ao longo da viagem e principalmente a condução louca destes condutores que para comprir as 4h de percurso passam a viagem a fazerem ultrapassagens loucas nas curvas e muitas vezes com camiões a virem de frente. Aliás há muitos acidentes nesta companhia. O Miguel perdeu anos de vida nestas 4h....

    Chegado a Santa Elena depois de fugir de alguns vendedores conseguimos uma van para Tikal, como sempre vamos todos muito apertadinhos, a nossa sorte é que os guatemaltecos não cheiram mal. Chegamos ao Jungle Lodge quase ao final da tarde.

    Depois de jantar, fui com o Valentim caminhar pela escuridão para ver as estrelas. Encontrámos os guardas do parque que acabaram por nos acompanhar à procura de animais selvagens, crocodilos, pumas, jaguares, etc... A única coisa que vimos foi um esquilo, apesar do frontal poderoso que tinha o guarda. A única coisa que trazia para se defender era uma pistola, presa nas calças como se fosse um bandido. Esta supostamente só pode ser usada se for atacado.
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  • Day3

    El Paraíso

    December 28, 2019 in Guatemala ⋅ ⛅ 27 °C

    Acordamos as 4h30 da manhã para um longo dia. Tínhamos que apanhar o autocarro na Litegua às 5h30 para seguir para Rio Dulce. A minha irmã e o Miguel que foram no dia anterior demoraram 9h para um percurso de 5h, devido obras na estrada e acidente. Íamos ligeiramente preocupados que nos acontecesse o mesmo.

    Para entrar todas as malas são revistadas, um senhor enfia as mãos dentro da mala e remexe à procura de algo suspeito.

    Vimos o nascer do sol no meio das montanhas verdes, aliás todo o percurso é feito no meio das montanhas, é tudo muito verde com vegetação variada. Não me parece um país assim tão pobre comparado com a Colômbia por exemplo. Apanhamos algum trânsito como era de esperar, mas fizemos o percurso em 7h e chegámos à hora de almoço.

    O Ivan, o amigo do meu tio, que trabalhou para ele quando esteve cá a arranjar o barco que comprou, esperava por nós na paragem de autocarro.

    Fomos beber uma cerveja ao Sundog e comer qualquer coisa com o Miguel e a minha irmã antes de seguir para El Paraíso. O Ivan tinha um percurso de dois dias planeado para nós mas com este atraso todo escolheu um lugar apenas, era o que cabia numa tarde em Rio Dulce.

    Entramos todos uma carrinha de 9 lugares, o transporte comum aqui, mas em vez de sermos 9, éramos 22. Se viesse mais gente, iam parar ao telhado. Depois dum percurso de meia hora chegamos ao paraíso. Uma cascata linda no meio de rochas, de água quente com um rio de água fria a passar por baixo. Uma terapia depois destes três dias de viagem, basta encostar nas rochas debaixo da cascata para levar com a água a fever nas costas enquanto equilibras a temperatura com a água fresca pelo joelho.

    Na parte de cima da cascata o rio passa a fever, onde ainda queimamos os pés para ir buscar argila para fazer uma máscara.

    Na volta do paraíso, apanhamos um taxi. Ou melhor, um chaço de metal com 4 rodas e uma tabuleta a dizer taxi. Foi preciosa a cara do Miguel quando o senhor abriu a porta do lado de dentro através de um cordel e a parte interior da porta simplesmente caiu. Havia um buraco no chão, para ligar o carro era por ligação directa e claro todos os cabos estavam a mostra, mas atingimos os 100kmh, pelo menos parecia, uma vez que não havia velocímetro para confirmar.

    Fomos jantar a um restaurante à beira rio onde comi uma comida tradicional, peixe Tilapia com arroz de feijão e coco e uns legumes salteados.

    Ainda bebemos uma no Sundog para nos despedir do Ivan e seguir de lancha no meio do escuro, único meio de transporte para o nosso hotel.

    Foi pena termos ficado tão pouco tempo, criamos logo uma amizade com o Ivan, humilde, alegre, com ambição. Desde os 12 anos que trabalha como a maioria dos guatemaltecos. Já fez todo o tipo de trabalho, trabalhou para vários barcos que o permitiu viajar e conhecer outras realidades. Aliás foi assim que conheceu o meu tio, hoje já não consegue trabalhar para os barcos porque ganha - se 100qetzal por dia e tem que pagar uma licença de 50 quetzal por dia. Esta nova licença limitou muito o trabalho dos locais nos barcos. Neste momento trabalha como freelancer para uma gráfica à espera de uma oportunidade melhor. Recomendámks que investisse no turismo.
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  • Day2

    Guatemala City

    December 27, 2019 in Guatemala ⋅ ⛅ 14 °C

    O resto da viagem correu como prevista sem sobressaltos. Felizmente consegui me manter acordada o tempo todo para acertar os sonos.
    Tínhamos o condutor do nosso hotel Conquistador a nossa espera.

    Supostamente a Cidade de Guatemala é das cidades mais perigosas do mundo, e nesses casos espera-se sempre ver algo diferente, alguma movimentação particular, sentir medo. Mas o que vi no percurso do aeroporto às 9h da noite foi uma cidade calma, muito pouco movimentada para os seus 2 milhões de habitantes, relativamente limpa. A única coisa suspeita são os guardas das discotecas e de alguns armazém que andam de metralhadora na mão.

    A imagem que guardo na memória é de um gajo a andar em pé em cima de uma mota.
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