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  • Day10

    Cartagena é uma cidade para se visitar com calma, deambular pelas ruas e ver o que a cidade tem para oferecer. Muita história, muitas cores vivas, muito calor, muitos turistas, mas também muita animação e muitos artistas. 

    Apanhei um vírus qualquer, estou sem energia e com dor de barriga, por isso o dia com o calor foi um pouco mais difícil. 

    À hora de jantar já estava melhor e fomos provavelmente ao melhor restaurante desde que estamos na Colômbia, Juan del Mar. Na verdade, a comida colombiana não é algo que hei de ter saudades. Banana frita, com arroz e peixe frito sem verduras é o mais típico, por isso é que as mulheres têm quase todas uns bons kilos a mais, mas pelo menos os manequins nas lojas estão adequados ao tamanho XL. Read more

  • Explore, what other travelers do in:
  • Day9

    Depois da recuperação, seguimos para uma viagem de autocarro de Taganga até Cartagena. A vantagem é que nos vão buscar onde estivermos (casa Mandala) e deixam nos no hotel em Cartagena. A maior parte da viagem tem mar de um lado e pântano do outro, com centenas de aves, maioritariamente de rapina. Passamos também por aldeias muito pobres, inteiramente feitas de barracas.

    A parte interessante de Cartagena é o centro histórico colonial que se encontra dentro das muralhas. O centro está dividido em 3 partes bem visíveis pela arquitectura e ambiente. Um centro propriamente dito onde viviam os espanhóis na época colonial, San Diego onde vivam os comerciantes e Getsemaní onde viviam os escravos e onde ficamos alojados. Ficámos numa casa colonial, que atualmente é uma escola de cinema. Pelo menos é o que diz no cartaz à entrada. Fomos fazer o percurso turístico à volta das muralhas e ver o pôr do sol onde todos os turistas vão no Café del Mar, muito pouco colombiano, com um Dj a passar músicas comerciais. Demasiado turístico. Read more

  • Day8

    Hoje é dia de recuperação, tenho uma pequena mazela no tornozelo mas nada de crítico, o Valentim está um pouco pior, mas estamos os dois fisicamente cansados. Queremos ir para a praia Cristal. Antes de irmos lemos que o percurso de barco era horrível por isso íamos mais ou menos preparados. 

    São 45 minutos num barco de 8m, sem nenhumas condições. A baia de Taganga é muito calma mas mal saímos da baia, passamos com a nossa embarcação para uma ondulação de mais de 2m, em que cada vez que desciamos uma onda e a proa do barco batia na onda, parecia que o barco ia se partir e nós encolhiamos um milímetro com a impacto nas costas. A acompanhar iam os gritos de medo de uma miúda no barco. 

    Mas valeu a pena para estarmos numa praia tranquila, a comer, dormir e fazer snorkeling. A volta de barco foi igualmente agitado para além de que tivemos que fazer uma paragem para verem alguma coisa no motor, muito tranquilizador. A melhor parte foi que com os atrasos devido ao problemas no motor, vimos um pôr do sol inesquecível no mar. 

     Taganga, uma vila piscatória com estradas de terra batida e o melhor sistema de som em cada uma das casas,  até lá mais pobres. Parece que os vizinhos estão em constante guerra de músicas e decibéis. 

    A música parou as 3h da manhã mas as 5h, o vizinho que morava 3 casas abaixo, abriu as portas de casa e colocou a música tão alta, que nem a minha coluna no quarto conseguiria abafar o som. Pelos vistos acordam cedo para limpar a casa e só conseguem limpar com salsa a destruir os tímpanos. 
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  • Day7

    Infelizmente o percurso de volta é o mesmo de ida, por isso já conhecemos as dificuldades que vamos ter que enfrentar. Apesar do cansaço acumulado tentamos aproveitar ao máximo as paisagem que deixamos para trás e guardar cada momento na memória, esquecendo as dores nos gémeos nas subidas difíceis com o sol a bater e o impacto nos joelhos nas descidas íngremes. Ainda deu para um último mergulho numa cascata. 

    Deixaram nos no nosso hotel já passava das 5 da tarde e não deu para aproveitar o pôr do sol da nossa varanda, com vista sobre a baía de Taganga. O cansaço era tanto que até ir ao restaurante para jantar a 600m custou. 
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  • Day6

    Fomos finalmente conhecer a Cidade Perdida. Afinal o acampamento ficava a 1km, mas nada é dado de graça, temos mais 1200 degraus para subir, degraus pequenos, íngremes e escorregadios. Claro que no regresso muita gente escorregou. 

    A Cidade Perdida tem vários patamares/níveis, em que quanto mais se sobe mais importante eram as pessoas que aí viviam. Hoje em dia, sobram apenas os círculos de perdras, dentro das quais construíam as casas de madeira e folhas de palmeiras. 

    A cidade Perdida, Teyuna, começou a ser construída no século  VIII e demorou 300 anos a ser construída.

    Foi construída por indígenas que vinham da América Central. Este povo que venera o sol (Sarancua), acreditava que essa localização era o centro do universo.

    Sarancua, depois de ter tido 3 mulheres  inférteis, uma branca, uma amarela e uma vermelha, encontrou uma preta com quem teve muitos filhos. As mulheres de Sarancua representam a terra, e preta é a cor da terra na cidade Perdida. 

    Viviam aqui 2 700 pessoas, um sítio rico em ouro que acreditavam ser sagrado e com os quais faziam muitos objetos e bijutaria. 

    No século XVI, quando os espanhóis chegaram a Colômbia, os indígenas trocaram peças de ouro por utensílios que os espanhóis trazia, que por falta de conhecimento achavam valiosos. 

    No entanto, a ganância do espanhol, trouxe os de volta para explorar o ouro, o que criou conflitos com os indígenas que acreditavam ser um recurso sagrado. Durante os conflitos muitos indígenas foram escravizados e outros fugiram, deixando a cidade abandonada. 

    Quando um indígena morria era enterrado por debaixo da sua própria casa com todo os seus pertences em ouro, pelo que mesmo depois de ser abandonada, esta cidade tinha muitos tesouros escondidos. 

    Em 1973, quando a cidade foi reencontrada, muita coisa foi roubada e vendida no mercado negro. Claro que onde há dinheiro, há conflitos e muitos deixaram a vida pela ganância, ao ponto da cidade passar a ser chamada de Green Hell. 

    Foi reabilitada e aberta ao público em 1976. Na altura não havia acampamentos fixos e os turistas traziam as próprias tendas para acamparem na Cidade Perdida. Devido ao caos provocado pelos turistas acabou por ser fechado ao público pelos indígenas, o que obrigou a 2 anos de negociações para ser reaberto. Na verdade, muitas empresas estrangeiras gostariam de explorar o ouro dessa área. Mas com o turismo, esta minoria ganha força para lutar contra a destruição do território. 

    No meio de tantos conflitos que este país teve, as F.A.R.C. também andaram por estas terras devido ao elevado número de plantações de coca na região e em 2003, chegaram a sequestrar 8 turistas de vários países durante 1001 dias. 

    Uma história negra e cheio de sangue para um sitio com tanta energia e uma vista imponente. 
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  • Day5

    Apesar de acordarmos cedo, dormimos o suficiente. Depois de um bom pequeno almoço com ovos mexidos e fruta, seguimos caminho. Íamos parar às 10h e pouco para um mergulho e almoçar num acampamento.
    Foi uma manhã relativamente calma, em comparação com o resto. Começamos a ver cada vez mais indígenas no nosso caminho e inclusive passámos por algumas aldeias. Afinal moram 40000 indígenas na serra Nevada, dividido por 4 tribos.

    Cada família tem uma casa para os homens e outra para as mulheres em 4 localidades diferentes para não esgotar os recursos naturais.

    Aos 16 anos os homens são iniciados para entrar na idade adulta quando as mulheres apenas o são aos 21. A iniciação é feita por um voluntário/a ou viúvo/a que poderão escolher ou não para seu/sua companheira.
    Os homens e as mulheres vestem-se de igual, todos de branco e têm ambos cabelos compridos, pelo que o que os distingue são os colares que as mulheres usam com o ombro a mostra. Para além de que os homens têm quase todos um poporo na mão, uma cabaça cheia de um catalisador em pó para ativar as folhas de coca que mascam.
    Com a ajuda de um taco de madeira, trazem o catalisador de dentro da cabaça para o meio das folhas de coca que têm na boca para criar o efeito desejado. Esse catalisador é feito de um conjunto de conchas específicas aquecidas entre 40 camadas intercaladas de bamboo e posteriormente esmagadas.

    É normal fazerem esse ritual todos os dias antes de dormir junto à lareira, mas também quando estão sozinhos durante o dia. Este ritual permite aproximarem-se mais da natureza e deuses. Secam o taco nas laterais do poporo formando uma camada espessa que vai engrossando. Esse ritual é apenas dos homens, mas só as mulheres é que podem colher as folhas de coca e seca-las, muito espertos.

    Almoçamos num acampamento, demos um mergulho revigorante no rio e continuamos o percurso. Esta tarde foi a mais difícil, parte do percurso era uma hora de subida a pique, com o sol a bater. Só pensas que queres chegar ao fim. É um desafio físico e metal em que já só és tu e a montanha. Não é um percurso em grupo, mas uma superação pessoal. Não vale a pena parar porque só significa que estás mais longe do objetivo, é uma luta contra a fadiga, o calor e o desespero. Mas quando chegas ao topo com uma fruta cortada para comeres suaviza o esforço. Claro que ainda faltava muito para chegar ao acampamento. Para mim o pior tinha passado, mas para quem não faz desporto como o Valentim o resto foi sendo cada vez pior, até começar a ouvi-lo dizer: "caralho" , "Foda-se" como se ajudasse a superar o cansaço acumulado. 
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  • Day4

    O que leva alguem a pagar 250 euros para fazer um percurso de 4 dias pela selva colombiana, mais propriamente no norte, na Serra Nevada para chegar a um sítio chamado a Ciudad Perdida, depois de ter recebido um email com um testamento a explicar a dificuldade do percurso, o nível de preparação física necessária, sem rede, nem acesso de qualquer tipo de transporte? 

    Acordamos no primeiro dia as 7h, para tomar o último pequeno almoço no hostel. Vieram nos buscar para fazer o check-in do percurso, deixar as malas e trazer apenas uma mochila com o mínimo indispensável para os 4 dias. Repelente, o mais possível não será suficiente, Tiamina, comprimido usado como repelente também, protetor, Voltaren para os músculos, lençol... 

    Depois de 2h30 num jipe em que metade do percurso já é a subir a serra num caminho de terra batida cheio de buracos, almoçámos numa pequena aldeia. 

    Está muito calor e um nível de humidade elevado, a primeira meia hora de percurso é relativamente fácil, mas depois atravessar um rio descalços, começámos a subir, o suor misturado com protetor e a respiração ofegante que se intensifica devido à altitude, vai nos acompanhar ao longo dos 4 dias. A subida é íngreme, o piso irregular, a cadência de marcha puchado. Na segunda paragem, depois de duas horas, deram nos melancia (provavelmente a melhor que já comi) e era tudo o que o meu corpo pedia. O coração já saía pela boca mas pensava: este é o primeiro dia, os próximos serão mais fáceis senão ninguém aguentará. No meio dessa subida perigosa ainda conseguimos ver algumas motas passar rios, lama, pedras, etc.
    Só quando começamos a descer, com o percurso devastado pelas chuvas, é que as motas já não passam. É o único meio de transporte para além das mulas que carregam mercadorias. A descida é igualmente íngreme, cheia de lama, com passagens difíceis e probabilidade de escorregar e cair muito elevada. Aliás logo no início da descida uma rapariga do nosso grupo caiu.  

    Chegámos ao primeiro acampamento perto das 16h30 para mergulhar numa cascata lindíssima no meio da selva, tomar banho de água fria e jantar. Às 20h muitos já estavam a deitar-se, para recuperar do dia e estar fresco para o dia seguinte. Tínhamos acabado de saber que acordariamos as 5h da manhã para estarmos prontos as 5h30 e arrancar as 6h.

    O acampamento era constituído por 16 beliches colados uns aos outros, com uma rede de mosquitos a proteger cada cama, uns bancos corridos com mesas junto à cozinha e umas casas de banho muito simples, mas nada más para o meio da selva. 

    Neste acampamento dormiam dois grupos de 15 pessoas. No nosso grupo tínhamos um guia, Ciser, dois ajudantes, Sandra e Daniel e um cozinheiro, o La Vaquita.
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  • Day3

    Tendo em conta que num dia tivemos pouco tempo para visitar Bogotá, decidimos acordar cedo e já com as mochilas passar pela Praça Bolivar, praça principal da zona histórica, mas é só uma praça colonial com milhares de bombos em que não se pode sentar em lado nenhum porque está cheio de cocó pombo. Seguimos ainda para o mercado Paloquemao, um mercado de frutas e legumes para os locais, com todos o tipo de frutas, legumes, plantas aromáticas, folhas de cactos, entre outras coisas que não sei o que é. Claro que com a nossa cara de turista compramos dois magostins pelo dobro do preço. Mas já não nos deixamos enganar quando compramos os morangos. O cheiro a fruta nesse mercado dá vontade de comprar tudo.
    Apanhámos o avião para Santa Marta, foi só deixar as malas no hostel, comprar um bikini e apanhar um autocarro para a vila ao lado. No autocarro cada dá o dinheiro a entrada e ao longo do percurso o motorista vai devolvendo o troca, estica a mão e diz : "Para quem deu 10.000". É o troco passa de mão em mão até chegar ao dono.
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  • Day2

    Com tantas trocas de horários, às 7h da manhã estávamos às voltas na cama. Tomámos um pequeno almoço completo com ovos e fruta por 2 euros no Hibiscus, nem inglês falavam e tivemos que ajudar na comunicação com uns vegans da mesa ao lado.

    Às 10h estávamos na praça de Los Periodistas, para uma Free Grafitti Tour. Este bairro histórico que foi a origem de Bogotá sem nenhuma casa ou edifício que chama particularmente atenção a nível de arquitectura, tem o seu encanto nos milhares de graffitis espalhados em muitas das casas e lojas. 

    Na verdade, em Bogotá os graffitis são proibidos mas não ilegais como noutros países, o que implica que se fores apanhado a pintar até podes ter que pagar uma multa de 70 euros mas não ficas com cadastros.
    Em Agosto de 2011, um miúdo foi baleado por fugir à polícia ao ser apanhado em flagrante. Claro que a polícia alegou que foi em autodefesa. Esse escandalo que ainda hoje não está resolvido, o polícia responsável anda alegadamente desaparecido, fez com que os artistas se unissem ainda mais para pintar as paredes, fizeram sessões de 24h em homenagem ao miúdo. E agosto tornou-se o mês de homenagem a esse miúdo em que muita das paredes são renovadas.

    O atual presidente da câmara entende que os graffitis sujam a cidade, pelo que ordenou que os edifícios com graffitis fossem pintados, já alguns foram removidos mas os protestos e confrontos com os artistas já fez parar os trabalhos, só não sabem por quanto tempo. 

    Apesar disso,  os artistas também participam em projetos como "Pimp my carrossa", descaracterizado as carroças do lixo. Em Bogotá, a recolha de lixo é feita por carroças de madeira, já que não existem caixotes do lixo, nem camiões do lixo para toda a cidade. 

    Os graffitis exprimem normalmente problemas sociais, políticos, são críticas à sociedade. Um dos temas falamos/pintados que mais me impressionou foi o desdém geral pelos sem abrigos, ao ponto da polícia colombiana já ter morto sem abrigos alegando que estava a eliminar as guerrilhas, conseguindo assim mais financiamento e confiança do povo estabilização da paz no país.

    Já é uma tradição tão grande em Bogotá que existem famílias de artistas como Rodez (pai), Noma e Malegria (filhos). Sempre foi um ramo muito mais difícil para as mulheres, ainda assim algumas arriscam como o é caso de Bastardilla considerada a melhor artista colombiana deste género. Gostei também muito de Guache e Toxicomano.

    Almoçamos no Sant Just, aconselhado pelo guia, cuja fachada do restaurante também foi pintada, como forma de chamada de atenção. 

    Seguimos para Monssarate, o pico mais alto a 3150m com vista sobre o planalto de Bogotá e acabamos por ficar por lá para ver o pôr do sol e a cidade de noite.
    À noite a temperatura baixa imenso, tivemos que ir buscar os casacos de inverno para ir jantar a Cevicheria 85, quase do outro lado da cidade num bairro chique com vinhos a 40 euros, ou seja mais vale ficar na cerveja. 
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  • Day1

    Uma viagem nunca se faz sem sobressaltos, depois de quase 30 horas a viajar de regresso do Camboja com as pernas cheias de picadas que trago desde Koh Rong, possivelmente de uma aranha, em que meia volta só me apetece arrancar as calças de coçar e até fazer sangue ou aliviar, chegámos a Lisboa e faltavam duas malas, a minha e a da Filipa. Tinha tudo nessa mala para seguir viagem para Bogotá. Aliás tinha menos de 24 horas em Lisboa em que a única preocupação seria lavar a roupa suja secar com máquina de secar e colocar novamente na mochila, tudo o resto já lá estava.
    Nem sequer conseguiram localizar as malas para dizer onde estavam e quando as receberiamos. Que raiva, em vez de descansar tenho que comprar o mínimo indispensável para continuar a viagem claro que muita coisa ficará em falta. Comprei uma mochila, alguma roupa interior, frascos para colocar os produtos de higiene. Fica a falta bikini, secador, protector, repelente, pente, material de snorkeling entre outros mas principalmente uma garrafa de água Grayl para destruir os micróbios da água, necessária para a cidade Perdida que me deu tanto trabalho a obter e principalmente que custa uma fortuna.
    Na escala de 5 horas em Madrid, deu para ver o filme da Angelina Jolie (First they killed my father) que relata através dos olhos de uma miúda de 7 anos, a subida ao poder do Khmer Vermelho, o assassinato de um quarto da população e a devastação das zonas urbanas.
    A chegada ao aeroporto de Bogotá foi animada com música e gritos de amigos e apoiantes da selecção feminina de futsal que viajava conosco.
    Ainda demoramos 25min para chegar ao nosso hotel que fica no centro histórico, La Candelaria.
    Parece uma cidade bastante limpa, mas quase fantasma, as 21h de domingo já não havia ninguém na rua, não sei se por ser tarde ou perigoso. A verdade é que no hostel disseram logo que ia ser difícil arranjar alguma coisa para jantar.
    Toro Joro aqui no bairro, foi o nosso destino, até consegui um burrito vegetariano. O menu era apresentado num ecrã com um toro de brinco no nariz a dançar, para contrastar a máquina registadora é só uma máquina de calcular e nem vendida cerveja, só havia refrigerantes de máquina.
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  • Day10

    Para acabar em grande neste último dia, vamos para as Kulen Mountain, tomar banho na água sagrada do rio junto às cascatas. Temos mais de uma hora e meia de viagem no nosso táxi que não passa dos 60km/h mesmo quanto à estrada é boa, aqui ao contrário de outros países asiáticos, são muito calmos a conduzir, até calmos demais as vezes. Paga-se 20 dólares por turista para entrar no parque natural e ver a cascata, os locais não pagam. Ainda bem que viemos um dia de semana porque pelos vistos muitas famílias se juntam nesse sítio ao fim de semana. 

    O sítio é encantador, a cascata principal, imponente encontra-se no meio de uma vegetação densa, claro que cada um tenta fazer o seu negócio, um baloiço de madeira com flores no melhor sítio para tirar A foto, um dólar, uma caixa de metal com um cadeado a servir de cacifo, um dólar, uma foto pequena numa impressão de merda, um dólar, naquele espaço minúsculo junto à cascata ainda vendem calções de banho para os mesmos prevenidos. A nossa sorte é que pouca gente entra na água por isso pelo menos quando lá estivemos era quase tudo nosso. 

    Purificamos o corpo e a alma das águas agradas, tomamos um banho de sol para aquecer um pouco e tínhamos que regressar para ainda parar para almoçar e seguir diretamente para o aeroporto. 

    Claro que o nosso motorista deixou parou num sitio super turístico com artesanato para almoçar, provavelmente não paga para comer a ainda recebe uma comissão de comprarmos alguma coisa, mas não sabem que os portugueses também são pobres. Era mais para as carteiras dos chineses, aliás a comida parecia chinesa, diria que foi o pior sitio onde comemos e mais caro, 7 euros o prato. Estamos mal habituados depois de 10 dias no Camboja a pagar entre 3 a 5 euros no máximo por prato principal. 

    São 18h30, agora só nos faltam 25 horas de voo para regressar a Lisboa. 
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  • Day9

    Mais um dia a acordar às 7 da manhã e seguir para uma hora de viagem de tuktuk para um mini aeroporto internacional em obras, onde só devem aterrar voos da China. A companhia Bayon Airline que nos leva para Siem Reap está proibida de voar para a Europa, porque não tem os mesmo padrões de segurança. Ficámos sentadas nos lugares da saída de emergência e no briefing, quando a Filipa disse que era hospedeira, a hospedeira disse:"Very good, we depend on you!". Not good.

    A caminho do hotel, organizamos já a ida do dia seguinte às cascatas com o nosso motorista.
    A seguir, queríamos ir ao old Market que a Filipa tinha visto na net como um sitio a não perder, quando lá chegámos e vimos que não era nada do que tínhamos visto nas fotos, mostrámos ao motorista que se riu de nós, o que estávamos a ver nas fotos era em Phnom Penh, grii... grii...

    Tinha comprado bilhetes para o circo as 17h por isso não sobrava muito tempo, foi o tempo suficiente para almoçar e ver a loja de Bayon Bamboo Tradicional Tattoo para ganhar coragem. Desde o início da viagem que falávamos em fazer uma tattoo mas não tinha pensado fazer com bamboo.

    Fomos ver o circo Phare, que tem como missão social providênciar educação gratuita a crianças carenciadas. Esta escola de art tem neste momento mais de 1200 estudantes e foi fundada por refugiados cambojanos que voltaram depois da queda do governo do Khmer Vermelho. 

    Ficamos de boca aberta ao ver a qualidade do espectáculo coreógrafa e composto por eles, uma sátira da relação dos locais com os turistas que todos os dias chegam ao Camboja e encontram um povo pobre que pouco fala inglês mas que identifica cada momento como uma oportunidade de negócio e têm ideias brilhantes para resolver os problemas com o pouco que têm. Retratam desde o picante que muitos turistas se devem queixar, como os cortes de electricidade, a dificuldade de comunicação e a melhor de todas, o facto de eles andarem na rua de pijama. Quando a noite cai, muitos andam na rua de pijama, pelos vistos é uma peça de roupa que nunca usam porque está demasiado calor em casa, pelo que exibem os seus pijamas na rua. Era um espectáculo tanto de dança, como de teatro e acrobacias. Foi de chorar a rir. 

    Depois do espectáculo, fomos para a loja de tattoos, tive que levantar dinheiro, na volta do multibanco, com os nervos andei mais dois quarteirões do que era suposto. 

    A tatuagem de bamboo na realidade não é feita com bamboo, são como se fossem tacos de snooker de 60cm em que as agulhas são colocadas na ponta com a ajuda de uma linha. No meu caso, tive direito a dois tacos, um com apenas uma agulha para as letras e outra com um conjunto de agulhas em fila para fazer as linhas. O taco segura-se quase como um taco de snooker, com uma mão para fixar o taco e a outra para fazer o martelar contínuo. Para mim a parte de cima das costas é uma zona pouco sensível, por isso aguentei-me bem, excepto nas omoplata, que foi duro. As letras no interiores dos quadrados nem foram calcadas, foram feitas a olho. Com a técnica e concentração do tatuador, acho que não demorou mais do que uma hora e meia. Pelos vistos as tatuagem manuais são de cicatrização rápida e fácil não precisa de cremes, apenas não pode levar com champô ou gel de banho.

    Fomos comer o melhor caril verde no mesmo restaurante onde jantámos no primeiro dia. 
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