April 2019
  • Day4

    Batizado

    April 21, 2019 in Portugal ⋅ ☀️ 17 °C

    Claro que ontem deitamo nos tarde e as 8h15 tínhamos que sair de casa para regressar a Lisboa e estar na igreja de Cascais às 12h30, aprumados para o batizado do Cris.
    Foi uma viagem bem dura, principalmente a primeira parte, tinha que fazer um esforço enorme para manter os olhos abertos e fazer companhia ao condutor, já que os putos adormeceram logo na parte de trás.
    Antes de chegar a Portugal, liguei para uma BP: "Bom dia, tem gasóleo?". Do outro lado, ouvi um sim tímido de quem não percebeu, é como ligar para uma padaria a perguntar se tem pão.

    Deixamos os putos em Lisboa e chegamos à igreja já no fim da missa. Ainda bem, pelos vistos todos os miúdos com mais de 6 anos devem ser batizados no domingo de Páscoa. Que caos! Estão centenas de pessoas numa igreja, nem dá para entrar.
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  • Day3

    Flamenco

    April 20, 2019 in Spain ⋅ ⛅ 19 °C

    Saímos de casa já passava da uma da tarde, comemos qualquer coisa rápida na "Delícias de Portugal" com uma algarvia a atender.
    O objetivo era irmos visitar o Real Alcazar (um dos locais de filmagem de Game of thrones), mas isto não foi muito bem pensado, milhares de pessoas visitam Sevilha na semana Santa, centenas de pessoas faziam fila para entrar, por isso achamos melhor alugar umas bicicletas e passear pela cidade.
    Ainda passámos pela praça de toros, mas a fila não era apelativa de todo, mais vale voltar noutra altura do ano. Pássamos para a outra margem do rio, demos uma volta em Triana, regressámos pelo Parque Maria Luísa, fazendo um desvio pela Praça de Espanha para aproveitar mais um pouco e tirar umas fotos.
    Todo o percurso, foi feito já a pensar onde íamos almoçar. Esta viagem foi mais uma viagem gastronómica do que outra coisa. Comemos no El Rinconcillo. Só faltou lamber os pratos no meio da esplanada.
    A partir daí, foi tudo à correr até chegarmos ao Baraka para o espectáculo de flamenco. Atravessar o centro de Sevilha no meio de procissões para entregar as bicicletas, passar em casa porque houve quem não tivesse trazido casaco e chegámos poucos antes do espectáculo.

    Numa sala de um bar onde cabiam menos de 50 pessoas, instalam-nos numa mesa com um copo. Só se pode filmar ou fotografar a parte final. A primeira parte é apenas com guitarrista e com cantor ao quais se juntam mais tarde dois bailarinos. Não consigo dizer de quem gostei mais se foi da bailarina, que parecia mais chinesa do que espanhola, com uma força e uma delicadeza ao mesmo tempo, ou se foi do bailarino, com o seu sapateado tão rápido que nem conseguia ver os pés.
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  • Day2

    Plaza de Espana

    April 19, 2019 in Spain ⋅ ⛅ 16 °C

    Acordámos bem tarde. Eu na realidade já estava acordada á umas horas de ressaca e com dor de cabeça.
    Depois de um pequeno almoço rápido estivemos a passear à toa por Sevilha, sem rumo, sem destino. A aproveitar cada momento, cada recanto, a catedral, a Plaza de Triunfo, Jardines de Murillo. Até chegarmos sem querer a Plaza de Espana.
    Fiquei de boca aberta com esta praça imponente, de outra época, com pessoas a passear de barco ou a cavalo, ao som de castanholas ou sevilhanas, com bailarinos a animar os transeuntes.

    Voltámos para o centro, para comer no El Pinto (sugestão do Faban, não está mas sugere à mesma), numa rua estreita onde fomos logo avisados que tínhamos menos de 30 minutos para comer porque as esplanadas fechavam às 18h para deixar passar as santas.
    Infelizmente a chuva vez se sentir, saímos da esplanada à mesma e nenhuma santa saiu à rua porque elas têm medo da chuva. Milhares de cadeiras foram instaladas para que as pessoas pudessem apressar as santas confortavelmente, mas estas ficaram a apanhar chuva enquanto cada um tentava abrigar-se, provavelmente a comer e beber como eles sabem tão bem. Claro que nós fizemos o mesmo.

    A chuva não parou, as santas não saíram à rua, os querentes faziam fila para ver as santas nas igrejas já que não iam sair, nós fomos a Triana comer umas tapas, não me arrependo de ter andado quase de 30 minutos à chuva até chegar lá.

    Na volta, parámos num bar de música ao vivo, sevilhanas com locais de todas as idades a dançar sevilhanas, pelos vistos ainda não perderam a cultura e não é apenas algo para o turista ver.
    Quando me abordaram a perguntar "tu bailas sevilhanas¿" é que precebi que era uma coisa super local, até tive vergonha quando respondi que não.

    Na realidade, aprendi a dançar tinha 12 anos, mas não me lembro de grande coisa.
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  • Day1

    Llegada

    April 18, 2019 in Spain ⋅ 🌧 14 °C

    Hoje so trabalhei meio dia, aproveitei para ir escalar à tarde com a minha professora de Yoga. Ia ficando apeada, já estava com zero km de autonomia e todas as bombas pelas quais passei estavam sem gasolina, devido à greve dos motoristas de matérias perigosas.

    Às 17h30 estávamos a arrancar do Parque das nações, chegando 5h mais tarde a Sevilha. Deixámos as malas na nossa casinha mesmo no centro e fomos comer tapas no Pando. Supostamente não se come tão bem em Sevilha na semana santa, mas logo a primeira tapa, alcachofra com camarão (claro que só como a alcachofra) deu para acordar as papilas gustativas.
    Estou apreensiva com o ambiente de Sevilha, a cidade está silenciosa, se falares mais alto só ouves "shhhhhhh....". Doendos pretos de cara tapada, assustadores e por vezes descalços andam a passear pelas ruas. Andámos à procura das santas mas vimos procissões de doendes com velas gigante a andar silenciosamente pelas ruas, num ambiente misterioso, parecia que culto de magia negra.

    Felizmente algumas procissões um pouco mais coloridos são animadas com tambores.
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