• oh la la fomos a versailles

    September 19, 2025 in France ⋅ ☀️ 30 °C

    Chegamos a Versailles ao início da tarde. Estava uma tosta demoníaca e lá fomos caminhando até ao palácio. Chegando lá, havia duas filas gigantes. Tínhamos comprado os bilhetes online, então demoramos até entender qual a nossa fila. Fizemos um bocado de tempo até ao nosso horário e quando estava a chegar a hora, metemo-nos na nossa fila, a torrar ao sol com no mínimo 120 pessoas à nossa frente. Felizmente andou rápido e uns minutos já tínhamos entrado. Começamos a nossa visita. A primeira coisa que me saltou à vista foram os detalhes dourados nos telhados, coisa linda. Entramos e foi sala atrás de sala cheia de quadros, ornamentos, decorações e tudo mais. Tudo cheio de ouro, tudo trabalhado, arte em todo o lado. Lindíssimo. Fomos acompanhando a viagem com um audioguia. A Galerie des Batailles é crazy de linda. A sala dos espelhos também, assim como a capela real, que é feita em mármore branco cheio de pinturas. Eram tantas salas, todas extremamente cheias de turistas, que tiraram um bocado a mística do lugar, mas é lindíssimo sim. Um dos quartos chamava-se salon di Diane e senti-me feliz com isso. Depois das imensas salas, fomos finalmente para a zona dos jardins. Aproveitamos para descansar um bocado e beber água porque estava imenso calor. Na entrada dos jardins, a senhora que nos checou o bilhete era portuguesa. Se achamos que o palácio era gigante, não tínhamos noção dos jardins. Quilômetros e quilômetros, os meus pés ficaram em coma. Os jardins eram também muito bonitos, cheios de cantos e recantos com coisas diferentes. Estava a dar música quando nos perdemos naquele labirinto de mato, e eu estava a ficar claustrofóbica já, mas foi giro. Fez-me lembrar o jardim da casa em Saltburn. Vimos um lago grandinho onde haviam peixes gigantes. Deitamo-nos mais um pouco a descansar, a ler e a comer. Já estávamos exaustos, com todo aquele calor, mas decidimos ainda visitar outra zona que eu tinha visto no Instagram: o Hameau de la Reine, uma zona construída pela Maria Antonieta para criar os seus filhos. O único problema é que isso ficava a quase 1,5 km de onde estávamos, já estávamos isauridos e estava um calor de morte. Mas lá começamos a nossa caminhada. Pelo caminho passamos por outros sítios que não tencionávamos visitar, mas que nos surpreenderam: o Grand Trianon, o Petit Trianon e outras cenas como o Temple de l'Amour. Tudo era muito cénico e bonito. Finalmente lá chegamos ao Hameau de la Reine e não nos desiludiu at all. Com um lago e umas casinhas tão bonitas, parecia que estávamos dentro de um conto de fadas. Ficamos lá um pouco e começamos a tentar entender como íamos voltar para o comboio. Estava imenso calor, não havia transporte público até lá e os ubers eram mais caros que um rim no mercado negro. Fomos a caminhar (eu mais a arrastar-me do que a caminhar) até à estação, com imensas paragens pelo caminho porque eu já nao aguentava dos pés e o André estava a caminhar a um ritmo que eu já não conseguia acompanhar. Quando chegamos ao comboio, estava bem cansada, então fui ao bk comprar uma coca-cola para me acordar. Voltamos a Paris e ainda fomos ver o Hotel des Invalides, um sítio que foi construído para abrigar os aleijados do exército, mas que por some fucking reason se tornou num cemitério e o Napoleão está lá enterrado. Estávamos indecisos sobre onde jantar, mas acabamos por ir para a zona do hotel e comer um Kebab num restaurante perto. O kebab estava 10/10 e foi baratinho. Fomos para o hotel e obriguei o André a fazer-me uma massagem nos pés. Escusado será dizer que tomei um banho e aterrei logo, porque o dia tinha sido intenso.

    Restaurante: GRILL MG ISTANBUL
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