• As festas em Rosko e Plouescat

    July 12 in France ⋅ 🌬 26 °C

    Começámos por visitar Roscoff ou, no dialeto bretão: Rosko. A parte antiga da cidade ainda tem muitos edifícios do século XVI, cheios de pormenores fascinantes esculpidos no granito (dragões, barcos com velas, relógios de sol) e a igreja mantém as antigas traves de madeira pintada. Fomos a uma padaria artesanal, claro, mas também a uma loja de doces a que dificilmente conseguimos resistir.
    Seguimos para Saint-Pol-de-Leon, que fica a curta distância, visitámos a catedral e ficámos maravilhados! Da arquitetura gótica, com as torres gémeas, passando pelas pinturas, a estatuária, o imponente órgão, os belíssimos vitrais, as curiosas caixas de crânios (antiga tradição local)… enfim, o conjunto é notável.
    Visitámos ainda uma pequena igreja gótica, que dista uns 100 metros da catedral, atualmente dedicada aos animais que estimamos… e, como o tecto original deve ter ruído, na reconstrução pintaram-no de azul céu com representações de vários bichinhos.
    Dali fomos até ao terreiro onde se fazia a festa dedicada a um produto regional a que em Portugal ligamos pouco: a alcachofra! Numa das barraquinhas aprendemos a arranjá-las e a cozinhá-las, noutra faziam-se cestos e no palco uma banda tocava música tradicional bretã com as estridentes bombardas e as gaitas de fole.
    Resolvemos passar ainda por outra festa, em Plouescat, não muito longe dali, onde se revivem antigas tradições e trajes e os ancestrais jogos populares - ainda nos divertimos com o puxar da corda, o arremesso do fardo, uma espécie de halterofilismo com ferros pesadíssimos e um campeonato de petanca e várias variantes. Estivemos quase para nos juntarmos na dança tradicional (mas não sabíamos os passos) ao som da estridente música bretã - ah, ia jurar que Urdezo se inspirou num dos tocadores de gaita-de-foles para criar um personagem do Asterix entre os Bretões ;))
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