• Chiang Rai

    April 8, 2023 in Thailand ⋅ ⛅ 30 °C

    Chegámos a Chiang Rai de manhã bem cedo dentro de um autocarro nocturno bastante cómodo. A qualidade do serviço não tem nada a ver com o que já estávamos habituados na Índia. Motoristas e empregados fardados, lugares limitados e com assentos reclináveis bem almofadados e com apoio para os pés, snaks e água grátis... estávamos na glória. Viajando assim sempre poderíamos dar a volta ao mundo duas vezes sem chegar a ter dores de costas.
    Da estação de autocarros apanhámos um Grab para o nosso hotel e uma vez mais nos surpreendemos com a atenção dada e com a qualidade do nosso quarto, espaçoso, iluminado, com ar condicionado, ventoinha, frigorífico e pequeno almoço buffet incluido no preço e bicicletas de uso gratuito, não podíamos pedir mais por apenas 500baht por noite (14€). Os pequenos almoços buffet livre fazem-me feliz apesar da qualidade nem sempre ser a melhor.
    Nesse dia fomos até ao centro da cidade numa bicicleta do hotel eu a pedalar e a Irene sentada à pendura num pequeno banco improvisado detrás. Aí alugámos uma moto para podermos visitar os pontos de interesse desta cidade.
    Chiang Rai é conhecida pelos seus estrobóticos e recambolescos templos, pela natureza e o chamado triangulo dourado onde se cruzam as fronteiras de Tailandia, Laos e Myanmar.
    Fomos ver primeiro o templo branco, possivelmente um dos templos mais "famosos" e fotografados do instagram. Ficámos impressionados pela sua arquitectura e pelas esculturas exteriores assim como pelas pinturas no interior, estas por razões contrárias. Qual não é o nosso espanto quando vemos que as paredes do templo estavam pintadas com imagens dos filmes e desenhos animados mais famosos. Não é todos os dias que se vê um buda rodeado do spider-man, doraemon, pikachu... No mínimo caricato e um pouco desapontante.
    Foi uma visita interessante, mas o calor do meio-dia era demasiado e necessitávamos refrescar-nos. Afortunadamente tínhamos umas cascatas ao lado, com trecking na floresta incluído. Depois de um bom mergulho, almoçámos em cima do rio, numas jangadas com postos de comida e música ao vivo. Ainda nos deu tempo nesse dia para irmos a uma plantação de chá ver o pôr do sol.

    No segundo dia vimos mais templos modernos, construídos com o intuito de agradar os turistas, mas que depois de já termos visto tantos templos iguais, estes trazem alguma nota novidosa que não permite aborrecer-nos. Faz muito, muito calor e nota-se no ar o porquê de ser, atualmente, a região mais poluída do mundo. Não se consegue ver a mais de cem metros de distância pela nuvem de fumo ou "smog" que está sempre presente. Segundo a informação que nos deram, isto passa todos os anos nesta época, devido à queima massiva dos campos agrícolas depois de terem feito a colheita.
    Percebemos que esta é uma cidade com alma de aldeia, quando saímos para jantar no mercado nocturno e vemos um bailarico popular, com música ao vivo versão asiática. Foram dois dias interessantes que valem a pena a visita, mas seria um sítio ao qual não voltaríamos pela falta de autenticidade.
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