Bali - Uluwatu: 1ª parte
May 7, 2023 in Indonesia ⋅ ⛅ 29 °C
Chegámos a Bali, de noite, contentes por estarmos num dos destinos mais esperados desta viagem. O nosso imaginário deste sítio está em parte contaminado pelos influencers de instagram mas apesar dessa vertente mais mainstream, estamos com vontade de sentir na primeira pessoa o que este destino tem de melhor. Sendo o surf e o yoga uma das nossas maiores paixões esperamos sentir-nos como em casa e não sair defraudados. Combinámos encontrarnos à saída do aeroporto com um rapaz que nos vai alugar a moto com que nos moveremos no próximo mês pela ilha. Pagamos apenas 50 euros por duas semanas e lançamo-nos ao trânsito caótico da ilha. Já tinha ouvido falar dele, mas ainda assim conseguiu surpreender-me ver a quantidade de motas e de turistas, sem capacete a guiar pelos passeios. Chegamos ao nosso primeiro hotel em Bali, só para dar-me conta na hora de pagar de que me faltava o cartão multibanco. Estranhou-me porque tinha levantado dinheiro uma meia-hora antes no aeroporto. Voltei ao aeroporto sozinho a correr e depois de falar com um segurança consegui reaver o cartão, que tinha sido "comido" pela máquina sem eu dar-me conta. Mais uma vez a sorte está do meu lado.
No dia seguinte a primeira coisa que fazemos é comprar uma prancha em segunda mão, antes sequer de tomar o pequeno-almoço. Toda uma vida à espera para surfar as ondas de que sempre ouvi falar é um sonho tornado realidade e é difícil conter a ansiedade de atirar-me rapidamente ao mar. Sinto-me afortunado e agradecido pela paciência que tem a Irene por ir comigo em busca da onda perfeita.
A primeira praia onde vamos é Greenbowl onde nos encontramos com um amigo espanhol da Irene dos seus tempos de Erasmus em Lisboa, o Raúl e que já leva algum tempo em Bali e leva uma vida de nómada digital. A primeira surfada é razoável, o mar está pequeno e as ondas fecham demasiado rápido mas pelo menos estamos os dois sozinhos, o entorno é de uma beleza digna de postal e fomos saudados por um par de tartarugas. Nessa mesma noite fomos jantar a um restaurante perto do seu hotel com comida riquíssima, onde pudemos provar alguns pratos típicos de Bali como o mítico nasi goreng. Aí conhecemos o grupo de amigos do Raúl que também estão a trabalhar enquanto viajam. Temos o Victor, o Javi, o David, Andrés, a Jenifer, a Sofia e a Irene. Depois do jantar, o Raúl agarra numa guitarra que ali estava e David toma conta de um cajón e improvisam um concerto com a colaboração de todos os presentes na voz. Do restaurante fomos ainda a um bar beber umas cervejas e jogar snooker. Sentimo-nos rapidamente como parte de uma família e que estávamos como em casa. O facto de estarmos todos longe de casa a viajar ou a trabalhar à distância faz com que se saltem vários passos para construir uma amizade sólida por todos os momentos incríveis que se vivem e rapidamente nos sentimos como uma família.
Na primeira semana deu para conhecermos a dinâmica da península de Uluwatu, quais os melhores sitios para comer, as melhores praias e habituar-nos ao trânsito infernal e quais os melhores caminhos e horas para escapar à fumarada de um comboio interminável de motos e carros. Os dias passam-se aprazivelmente entre intensas classes de yoga, surf, comer as três refeições diárias em diferentes restaurantes, sendo o nosso favorito o Warung Local, estar na praia a apanhar sol, ver atardeceres, conviver com os nossos novos amigos e criar momentos muito especiais a cada dia. Uma sessão de surf em Padang Padang foi das mais emocionantes porque fiz o primeiro tubo da minha vida de onde saí eufórico A onda seguinte devolveu-me à realidade quando caí do cima de uma onda, em direção ao reef e partiu-se o leash, o que me deixou no meio do mar, sem apoio, com água pelo joelho e ondas enormes dispostas a arrastar-me sobre o coral pontiagudo que nem um ralador. Com dificuldade consegui regressar à areia e tive ainda de ir resgatar a prancha que foi levada para a base da arriba, com umas barbatanas que pedi a um bodyboarder que curiosamente também era português. Tudo isto não durou mais de quinze minutos mas ficará na minha memória para sempre.
Apesar de tudo estar a ser perfeito e podermos seguir assim com esta rotina durante mais semanas, queríamos também ver outras partes da ilha e por isso decidimos fazer uma escapada de quatro dias ao centro da ilha e conhecer a famosa cidade de Ubud, conhecida pelos seus retiros espirituais e uma versão mais "eat, pray, love" da ilha.Read more
















Traveler🏄♂️🏄♀️Surfing paradise... y 15 minutos incómodos🙈