• Bem vindo a Lisboa

    March 10, 2023 in Portugal ⋅ ⛅ 18 °C

    Passei grande parte da noite a ver voos e blogues sobre viajar com crianças. O cenário não era nada animador. O melhor voo direto nos sete dias seguintes era naquele dia, às 15h45... mas continuávamos sem visto.

    Logo de manhã voltámos à embaixada. Mais não sei quanto tempo de espera para, no fim, nos dizerem apenas: "Voltem às 16h."

    Tristes, regressámos ao hotel e combinámos almoçar com o Mussa. Quando estávamos a entrar no hotel, recebemos uma mensagem: o visto tinha acabado de ser emitido.

    A emoção foi tanta que me vieram logo as lágrimas aos olhos. Seguiram-se mais correrias debaixo daquele calor, mais uma viagem de táxi para ir buscar o visto. Eram quase meio-dia quando voltámos ao hotel, já com o passaporte na mão.

    Comprámos os voos dentro do táxi. Faltavam apenas quatro horas para a descolagem.

    Fizemos as malas à pressa, demos ao Benji o resto da sopa do dia anterior e seguimos para o aeroporto com o advogado.

    O Benji já estava cansado e sem ter feito a sesta. O aeroporto era minúsculo, mas completamente caótico. Afinal, nem deixaram o Mussa entrar. Fizemos o check-in sem problemas, passámos pela segurança e ainda deu tempo para comer qualquer coisa.

    Na hora do embarque disseram-nos que precisávamos de uma cópia do processo. Sem ela, não podíamos embarcar.

    O Valentim teve de voltar a sair para ir arranjar a cópia e eu fiquei na porta de embarque, a ver as pessoas entrarem uma a uma. O Benji fazia uma birra terrível e o Valentim nunca mais aparecia. Por momentos pensei mesmo que íamos perder o voo.

    Entrámos quase no fim. Ainda tivemos de esperar dentro de um autocarro sem ar condicionado, com um calor insuportável. O Benji sempre ao meu colo. Se o pousava, chorava. Eu já suava como se estivesse numa sauna.

    Ainda houve mais uma inspeção antes de entrar no avião e acabámos por descolar com uma hora de atraso.

    O voo também não foi fácil. O Benji lutava contra o sono, estava muito irrequieto e eu já mal sentia os braços. Fizemos de tudo para evitar que chorasse. Só adormeceu quando faltavam cerca de 30 minutos para aterrar. Infelizmente, acordou sobressaltado na aterragem.

    Passar o controlo do SEF foi mais um filme. O Benji só queria o meu colo, mas os meus braços já não davam mais. Sempre que o pousava, gritava com todas as forças.

    E depois veio a melhor surpresa de todas.

    A Diana, o João, a Teresa, a Raquel e o Seabra estavam à nossa espera no aeroporto, com comida, prendas e até lençóis para a cama do Benji.

    Chegámos finalmente a casa. O Benji adormeceu já passava das 23h.

    Obrigada a todos os amigos e familiares que nos deram força e estiveram ao nosso lado nesta primeira fase do início de uma nova história. ❤️
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