Maria Marques

From Portugal
Living in: Braga, Portugal
  • Day35

    USA, Miami

    September 1 in the United States

    Valeu mesmo a pena fazer esta stopover em Miami. Saímos do aeroporto no autocarro 150, direto a South Beach. O dia está a começar - são oito da manhã - e vemos a cidade a acordar. Atravessamos os canais onde se perfilam as grandes casas americanas com ancoradouros privativos e lanchas rápidas aí amaradas. Nas ruas circulam carros das marcas mais caras, claro. Ferraris, Lamborghinis, Mustangs, grandes Dodges e BMW e Mercedes à mistura. Vêm-se alguns clássicos também e carros normais, como na Europa.
    Até chegarmos à praia tivemos que nos abrigar porque uma chuva tropical resolveu batizar a nossa chegada. Depois de uma paragem estratégica para água e café, South Beach era praticamente só nossa. A temperatura da água é perfeita, as ondas são perfeitas e a areia também. Até a brisa sopra na quantidade certa para não estar demasiado calor. Não admira que os americanos que podem pagar o elevado custo de vida elejam Miami como sítio para morar. Eu também o faria! E assim acabam estas férias magníficas cheias de cerejas em cima do bolo!
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  • Day34

    Equador, Quito

    August 31 in Ecuador

    Outra vez nas alturas! Pensávamos que o corpo já se tinha acostumado, mas os dias à beira mar puseram outra vez o metabolismo a zero. O choque não foi tão grande como em Lá Paz, mas a surpresa com a capital do Equador é das boas. Foi uma das primeiras cidades a ser declarada património mundial da UNESCO. Os edifícios são magníficos e muito bem preservados e a Plaza Maior é das mais bonitas que visitamos na América do Sul. Aqui e ali, inclusivamente nesta praça, há manifestações a reclamar direitos e a pedir justiça. Até aqui, nada a registar, não fosse a quantidade brutal das mais variadas forças policiais que suplantam largamente os manifestantes.
    Vagueamos pela cidade e apercebemo-nos que a comida é muito barata, quer seja vendida na rua, quer nos restaurantes. Em contrapartida é aqui que pagamos os selos de correio mais caros de sempre. Os contrastes são marcantes. A diferença entre ricos e pobres é grande, mas não tão chocante como para mim foi em Guayaquil.
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  • Day33

    Tortuga Bay era o que nos faltava ver em Santa Cruz. O nosso anfitrião sugeriu também um rancho de Tartarugas e os túneis de lava onde se pode caminhar. Mas depois de ver tartarugas em estado selvagem não nos apetecia vê-las dentro duma quinta. Por isso, resolvemos fazer o trilho até à baía atravessando bosques de opuntias gigantes- cactos - onde os tentilhões de Darwin se misturam com os canários das Galápagos numa sinfonia perfeita. Parecem cantar ao desafio.
    Nas Galápagos não se pode sair dos trilhos e aqui não é exceção. Desta vez o trilho está preparado para qualquer pessoa o fazer. Faz-me lembrar um pouco a Muralha da China, no seu serpentear acima e abaixo, ao sabor do relevo vulcânico. Depois de vinte minutos de caminhada vigorosa, abre-se por entre a vegetação a porta para a paradisíaca Baía da Tartarugas - só vemos uma quando já estamos de volta. É uma grande praia de areias brancas onde proliferam os animais mais emblemáticos das ilhas. Tinha uma resta de esperança de ainda ver outra vez os Piqueros - patas e bicos azul. Não foi possível, mas em contrapartida tivemos um show fotográfico proporcionado por um pelicano na sua limpeza matinal. Claro que as iguanas, os caranguejos, os tentilhões e os canários não deixaram de aparecer para dar o ar da sua graça e até um leão-marinho por lá andou na sua brincadeira. Foi aqui que vimos as maiores iguanas - mesmo gigantes. Ficaria aqui muito mais tempo para lentamente flúor bom as ilhas, mas o tempo está quase no fim. Nessa noite já estamos em Quito.
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  • Day32

    Equador, Galápagos, Isabella

    August 29 in Ecuador

    Já nos habituámos à garoa matinal das ilhas Galápagos. Sem lhe dar importância fazemos o caminho que leva ao Muro das Lágrimas. Este Muro foi construído por prisioneiros da colónia penal que aqui existiu nos anos 40 a 50. O único propósito era punir os condenados. O muro não serviu para rigorosamente nada. Os habitantes locais dizem que ainda é possível ouvir os murmúrios de agonia das almas penadas que aqui continuam presas. O único murmúrio que ouvi foi do mar... maravilhoso!
    Pelo caminho pudemos ver de perto, em estado selvagem, tartarugas meeeesmo gigantes, corvos endémicos e os famosos tentilhões de Darwin. E claro, as iguanas marinhas na vulcânica rocha negra e áspera junto ao mar. É um passeio por entre a aridez do território mais interior, combinado com a zonal de mangal e a praia oceânica onde se podem avistar leões-marinhos e raias mesmo à beira-mar. Aproveito para dar um mergulho à vinda nas águas cálidas do Oceano Pacífico. O mar tudo lava e quando dou por mim, tenho como companheira de ondas uma raia bebé.
    Mais uma vez de volta a Santa Cruz voltamos à carga nas esplanadas, desta vez com um peixe bruxo preparado com molho de côco e a outra metade “à la parilla”, que é o mesmo que dizer que colocam vegetais junto com o peixe num papelões de alumínio que vai a cozinhar em cima das brasas. De lamber os beiços!
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  • Day31

    Equador, Galápagos, Isabella

    August 28 in Ecuador

    O dia começou um pouquinho nublado, variou para aquilo que os Galapenhos chamam de garoa e abriu num sol quente equatorial, para acabar ventoso e com nuvens cinzentas mas sem chuva. A temperatura só muda quando está vento. Caso contrário, mantém a humidade e o calor.
    Mas o principal não é isso. Hoje decidimos explorar a cidade para decidir o que fazer na ilha. Já tínhamos pensado em snorkelling, mas faltava-nos saber horas e preços. Optamos por fazer o tour das Tintoreras. Em apenas três horas fizemos uma caminhada pela ilhota que é uma colónia natural de iguanas e leões marinhos, avistámos do barco pinguins das Galápagos e os pássaros de patas e bico azul - por causa da sua dieta de sardinhas - e fizemos snorkelling no recife. O coração quase me saía pela boca quando vi passar por baixo de mim um tubarão. Inexplicável! Daí a pouco uma raia e milhares de peixinhos coloridos de todas as formas e tamanhos. Do barco, no ancoradouro e da ilhota avistamos também tartarugas marinhas. Algumas pessoas viram-mas também enquanto mergulhávamos. Eu não.
    À tarde fizemos uma longa caminhada pela praia. A ilha não para de nos surpreender. As fragatas - pássaros com o papo vermelho - e os pelicanos voam por cima de nós. Pequenas andorinhas marinhas e pássaros de longos bicos castanhos ou vermelhos correm desenfreadamente pela areia lavada pelas ondas e na água, mesmo à beira mar, vemos pequenas raias que parecem querer desafiar o risco de ficar a seco se uma onda não as vier buscar de volta. Já ao por do sol conhecemos o verdadeiro surfista. Um leão marinho brincalhão mergulha e fira ondas ou deixa-se levar por elas. Aqui conheci o verdadeiro sentido do que é ser extraordinário. Iguanas com ar dinossáurico passeiam-se a absorver os raios de sol na pedras negras de lava até ao último minuto de calor e a ilha continua o seu ritmo próprio sem grandes desafios aparentes, mas de uma exigência de sobrevivência extrema.
    Para nós, no entanto, é fácil acabar o dia a comer relaxadamente um bom bife de atum num simpático menu de oito dólares - talvez a única coisa barata aqui nas ilhas...
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  • Day30

    A manhã foi dedicada a Darwin. O centro com o seu nome alberga tartarugas e iguanas terrestres. É um sítio onde se pode aprender sobre os animais das diversas ilhas e também sobre o desenvolvimento do pensamento científico de Darwin. É um sítio de proteção das espécies. Com a chegada dos espanhóis vieram também animais que não eram pertencentes às ilhas. Os que mais dano causaram foram as ratazanas. Em algumas ilhas mais pequenas foi possível eliminá-las, mas nas maiores não há como fazê-lo. A solução foi recolher os ovos das tartarugas gigantes e trazê-los para este centro que serve de incubadora e berçário até aos três anos de vida. A partir daí elas já conseguem sobreviver sozinhas e são recolocadas nas ilhas de origem. É um sítio interessante para se passar um pouco da manhã. No caminho de regresso, no cais dos pescadores, apesar de já ser tarde e o espetáculo ser mais deslumbrante quando o peixe fresco chega, ainda vemos os leões marinhos junto das vendedoras. Um deles está tão alinhado com uma das mulheres que parece saber do negócio também. Os pelicanos também rondam a ver se lhes calha alguma coisa e as iguanas marinhas espraiam-se ao sol.
    Mas a bela ilha Isabella espera por nós. Depois de duas horas de lancha rápida, que podem ser de grande aventura ou tortura, de acordo com os estômagos, as iguanas alinham-se à nossa espera no simples cais de chegada. Esta ilha é mais simples, mais selvagem e os simpáticos equatorianos que gerem o Hostal Muro de Lágrimas prontamente nos dão dicas para irmos ver a reserva de flamingos e tartarugas gigantes a dez minutos a pé. É quase pôr-do-sol e os flamingos têm um rosa mais intenso. Misturam-se outras aves nesta zona de salinas. Um passadiço de madeira serpenteia pela salina e pelo mangal e vai deixando ver as Opuntias Gigantes nas parte áridas do percurso. É um sítio mais verde do que Santa Cruz.
    A praia é a menos de cem metros do hotel e do nosso quarto conseguimos ouvir o marulhar das ondas e o vento nas palmeiras. O dono do hostal não para de nos oferecer das suas bananas orgânicas e explica-me como se faz nos bananais do Equador continental onde as avionetas com pesticidas passam para deixar o veneno que mata os parasitas e, aos poucos, as pessoas. Gosta desta ilha onde tudo é natural. Vai dando dicas do que podemos fazer na ilha para a aproveitarmos ao máximo. Reclinamos a ideia da escalada ao vulcão - já o tínhamos feito em Tenerife e eu no Faial... mas aproveitamos as ideias do mergulho. Nessa noite também jantámos em restaurante esplanada, mas aqui tudo recolhe cedo depois do jantar. E nós também.
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  • Day29

    A nossa chegada nas Galápagos teve algumas surpresas. A partir do mês de agosto as regras mudaram um pouco, o que significou que se passou a pagar mais do que era norma. Os transportes de e para o aeroporto são estranhos. Os taxistas ficam a ganhar nesta confusão organizada. Paga-se cinco dólares para o trajeto aeroporto Canal - estes 5km eram grátis - mais um dólar para o táxi aquático que atravessa o canal, mais cinco dólares para os quarenta quilómetros entre o canal e Puerto Ayora. O regresso só é igual se o voo for de manhã. Caso contrário tem que se pagar vinte e cinco dólares por um táxi, mais o táxi aquático e o autocarro até ao aeroporto... É sempre a somar!
    Mas tudo o que se desfruta nas ilhas compensa o excesso financeiro. Nos primeiros metros em terra vemos logo uma pachorrenta iguana terrestre a atravessar a estrada. O condutor do autocarro, habituado a estas lides, para e deixa um guia sair. Este, por sua vez, pacientemente exorta a bicharoca a sair do caminho. Chegados ao pequeno molhe de travessia do canal um pelicano faz uma demonstração cinematográfica de como apanhar peixe e sacudi-lo no saco do seu papo antes de o engolir vivinho da Silva.
    O alojamento em Santa Cruz é magnífico. É um mini apartamento com todo o conforto que teria escolhido se fosse eu a desenhá-lo.
    Não ficamos muito tempo a contemplá-lo porque a ilha tem muito para dar. Caminhámos até ao cais de embarque onde imediatamente nos deparamos com sonolentos leões-marinhos a apanhar banhos de sol. Apanhámos um táxi aquático que demorou três minutos a deixar-nos do outro lado da baía para irmos até às Grietas, passando pela Praia dos Alemães e pelas Salinas. A ilha não se parece com nenhum sítio onde já tivesse estado. É preta, áspera, a vegetação é seca e agreste. Parece que caminhámos por cima de um vulcão numa expedição da National Geographic. É um sítio de uma beleza estranha. Numa curva do caminho lá está ele. O mar azul coral do Pacífico numa baía protegida pelo mangal. A areia parece farinha, de tão fina e branca que é. Mas continuamos até às Grietas. É uma fissura profunda entre correntes de lava endurecida onde a água do mangal e do oceano se encontram e servem de refúgio para peixes coloridos e refresca quem mergulha nestas águas absolutamente transparentes. Parecemos crianças maravilhadas por poder fazer parte do mundo das leituras dos contos de fantasia. De regresso paramos numa baía rochosa cheia de caranguejos de carapaça vermelha e barriga azul-clara. Estás cores não me parecem reais de tão perfeitas que são. A cada novidade paramos e absorvemos lenta e avidamente toda esta natureza que nos invade e preenche.
    O nosso anfitrião tinha-nos sugerido que fôssemos jantar a Lis Kioskos. É uma rua que fecha à noite cheia de restaurantes com esplanadas montadas na própria rua. Neste dia as ofertas, para além da carta, são peixe bruxo, bacalhau fresco e lagosta. Todos a vinte dólares por cada duas pessoas. Avançámos numa lagosta a la plancha que nos soube pela vida.
    Estando finalmente ao nível do mar, é possível dormir uma noite sossegada sem a altitude a massacrar o corpo. Mais uma maravilha das Galápagos!
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  • Day28

    Equador, Guayaquil

    August 25 in Ecuador

    Guayaquil surpreende pela sua zona ao longo do rio. Faz lembrar um pouco o nosso Parque das Nações em Lisboa. Tem zonas de diversões, um centro comercial, uma roda mais ou menos gigante, um museu de arte e é aqui que a classe média se passeia, numa rotina que se assemelha um pouco aos EUA. Ao fundo, o famoso colorido bairro de bares noturnos que aparece em todas as brochuras promocionais da cidade, ou abre qualquer site na internet sobre a cidade - Las Peñas.
    Há, no entanto, algo muito diferente dos EUA e da Europa. Esta área tem uma vedação alta e está pejada de seguranças e polícia. Os vendedores ambulantes que apregoam todo o tipo de bebidas e comidas não têm aqui entrada, mas encontram o seu caminho subindo a vedação equilibrando cargas consideráveis na cabeça. Os mais espantosos são os vendedores de maçãs caramelizadas. É extraordinária a sua destreza e equilíbrio.
    Fora deste espaço esta é uma zona de mercados de produtos de toda a espécie com proveniência quase certa do mais famoso fornecedor mundial - a China. É sábado e à medida que os mercados fecham, o lixo acumula-se nas ruas que pouco a pouco ficam desertas. É num autocarro com um condutor louco que regressámos ao hotel próximo do aeroporto para embarcar cedo no dia seguinte para as ilhas Galápagos.
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  • Day27

    Perú, Moray e Maras

    August 24 in Peru

    O caminho de volta de Santa Teresa para Cusco é mais ou menos nosso conhecido. Até Ollantaytambo já o tínhamos percorrido na direção oposta. Um pouco antes de lá chegarmos paramos um pouco e... bolas... um pneu furado. No fim do dia, este pneu custou-nos um pneu novo e horas de luz para vermos Moray com a calma de que gostamos. Mas, paragem feita em Ollantaytambo para regatear um gorro para trazer de recordação e reaver a mala que tínhamos deixado no hostel, fizemonos ao caminho para as minas de sal de Maras. A água percorre a montanha internamente e leva o sal para as salinas preparadas em socalcos na encosta da montanha. O caminho de Maras para Moray é rico em paisagens e pessoas. É aqui que vemos o Perú rural onde as crianças rolam no chão com os animais e as mulheres usam chapéus altos parecidos com os das bolivianas. Estes porém, já não ficam encarrapitados nas cabeças e nem todos são escuros. Algumas mulheres usam chapéus brancos que mostram exatamente onde são tocados diariamente com as mais de manusear a terra vermelha. É um fim de dia fantástico em tons de rosa e vermelho onde de quando em vez se vê o cume dos Andes cheio de neve.Read more

  • Day26

    E chegou o tão esperado dia de Machu Picchu. O turno que escolhemos foi o da manhã. Por isso, às 4:30 já estávamos a caminhar para apanhar o autocarro de Águas Calientes para o recinto das ruínas - cerca de 12kms. Entram 6000 pessoas por dia, divididas em dois turnos. Nós escolhemos subir a montanha que dá nome ao sítio. Sim, porque a cidade em si ninguém sabe que nome tinha. É uma subida íngreme de 700m de desnível. Cansativo, mas compensador. Ver as nuvens a dissiparem-se e a cidade irromper da bruma é uma sensação indescritível. É como se fosse uma aparição. Consigo imaginar a perplexidade de Birgham ao descobrir a cidadela.
    Também me é fácil imaginar o esforço e sofrimento dos construtores da cidade.
    Depois de descermos a montanha ouvimos a descrição de um guia acerca de factos sobre o local. Há vários estudos feitos e parece ter-se concluído que este era um lugar de estudiosos. Aqui era feita a pesquisa para o avanço da agricultura e técnicas de arquitetura e eram também feitas as abordagens às tribos circundantes para a sua conversão ao mundo Inca. Às tribos eram oferecidas estas mesmas técnicas, sementes dos mais variados vegetais e raízes e o tão famoso cuy - porquinho-da-índia - que era e é base da alimentação proteica no Perú. Em troca, os Incas passavam a administradores do território. Estas conquistas eram eficazes porque as tribos eram bastante primitivas, mas o esforço despendido era elevado uma vez que a Cordilheira dos Andes tem montanhas muito íngremes que levavam dias a ultrapassar, a pé, claro, apenas com a ajuda dos pequenos camelídeos - lamas, vicunas e outros dentro da espécie.
    O complexo demonstra claramente a diferença entre os templos e as habitações normais. As paredes dos templos têm uma técnica de construção mais cuidada em que os blocos de pedra são gigantescos, muito polidos e numa pedra de tom mais rosado. A cidade extinguiu-se aparentemente de uma forma natural. Talvez pelo seu isolamento, talvez porque a guerra se instalou e os espanhóis foram mais agressivos do que os Incas esperavam, as pessoas que aqui viveram foram morrendo e ninguém regressou para tomar conta da cidade. A natureza cumpriu o seu papel e cobriu a cidade com o seu manto verde. Há um bloco de granito gigante que foi deixado no local onde o fragmentavam tirando partido das diferenças de temperatura do dia para a noite na região associada à aplicação de fogo e água para acelerar o processo. Fogo de dia para aumentar o calor e a dilatação e água de noite, que congelava e fragmentava a rocha nos pontos que pretendiam. Eram depois polidas com uma rocha mais dura - rocha com alto teor de ferro - e levadas para o local de construção como se fosse um puzzle. É mesmo verdade que não se consegue fazer passar nada entre as duas rochas. As paredes tinham dupla face, à exceção dos templos em que os blocos são massivos e maciços. Os deuses mereciam mais do que os humanos.
    Seriam necessários pelo menos três dias para fazer todo o circuito interno calmamente e explorar todos os pontos. Para além da montanha Machu Picchu, também é possível subir as escadas e construções de Wayna Picchu ou fazer a caminhada até às Portas del Sol - entrada dos caminhantes vindos de Cusco pelo Vale Sagrado - mas cada uma destas visitas dentro do complexo demora ceca de três horas e um grande dispêndio de energia.
    Para nós, essa energia é usada na caminhada de volta a Hidroelétrica. São duas horas e meia de caminhada ao longo do caminho de ferro. Desta vez temos tempo para parar e contemplar a flora e o rio com calma. Passamos por muitos caminhantes de todas as idades. Às vezes até famílias completas.
    Mas o dia só acaba em Santa Teresa, nas piscinas de água quente, onde todos os músculos doridos da caminhada de vinte e cinco quilómetros relaxam a trinta e quarenta graus de temperatura!
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