Bali - Medewi/Munduk
May 25, 2023 in Indonesia
☀️ 27 °C
Uma vez mais partimos na nossa familiar e castigada mota em direção a uma pequena vila no norte de Bali, um destino do qual ouvimos dizer que se respira tranquilidade, longe das multidões do sul e onde esperamos encontrar um lado mais puro da ilha, estar rodeados de mais natureza e locais dedicados às suas rotinas mais tradicionais, intocadas pelo lado negativo que pode ter o turismo.
Após umas intermináveis quatro horas em moto, cruzando a caótica e disforme capital Dempassi e inúmeras outras ruas dos seus subúrbios, movidas pelo tráfico omnipresente começamos, por fim, a notar uma diminuição do tráfico e do ruído e o caos começa a ceder passagem à tranquilidade a cada curva e damos por nós a navegar sozinhos numa estrada rodeados de floresta . Medewi, o nosso primeiro destino começa a vislumbrar-se. Nesta pequena povoação apenas chegam alguns aficionados do surf, onde podem encontrar um suave point break e a onda mais comprida em toda a ilha. Aqui passámos três dias perfeitos. Tínhamos o nosso quarto numa humilde cabana de madeira a 50m da praia e do melhor bar/restaurante/surf shop da zona onde se juntavam todos os ocidentais. Olhando para um lado e para o outro do areal não se podia vislumbrar o fim da praia dando a maior sensação de liberdade até ao momento nesta ilha. Medewi proporcionou-nos aquilo que de melhor se pode ter na Indonésia: sol, ondas intermináveis e com pouca gente, boa comida, descontração e uma boa massagem balinesa à beira-mar.
Este seria um sítio ideal para ficar mais um tempo mas como queremos ver o máximo de pontos de interesse da ilha partimos para o próximo destino.
Munduk encontra-se no interior da ilha a 50km do mar, num vale rodeado de verdejantes montanhas. O maior atractivo desta região é o verdadeiro buffet de cascatas, de todas as formas e feitios e a natureza que as rodeia. Entre uma cascada e outra passámos de mota, por intermináveis campos de arroz, provámos uma taça do famoso café kopi luwak e que não nos pareceu nada de especial para ser o café mais caro do mundo e tivémos a opurtunidade de dormir numa casa com uma vista idílica, das mais bonitas que vimos em toda a viagem.
Visitámos também a costa norte e a cidade de Lovina, que para ser franco achámos que tinha pouco encanto e demasiado turístico, seguramente devido à presença de plâncton bioluminescente e de golfinhos pela quantidade de tours ofertados para estas atrações. O que sim nos deixou agradavelmente surpresos foi visitar um dos poucos templos budistas em todo o país. A beleza dos vários edifícios, únicos, coloridos e de formas extravagantes, em perfeita simbiose com a paisagem fez deste templo um dos mais memoráveis.
Saímos desta excursão, fora da península de Uluwatu, com a sensação de que ficámos a conhecer bastante bem toda a ilha e de que pouco ficou por ver mas nem por isso ficámos com menos vontade de regressar a este paraíso.
Os últimos dias passámos em Uluwatu para despedirmo-nos dos nossos amigos e apanhar as últimas ondas. Destes dias tenho que destacar o dia em que fui surfar com o Raúl e Javi a onda que existe ao lado da pista de aterragem do aeroporto, a 1km da costa onde para se chegar se tem que apanhar um barco. Uma esquerda perfeita com pouco crowd e com umas vistas diferentes do habitual ao ver os aviões a passar por cima de nós. Depois desta experiência caricata fomos jantar todos ao mercado municipal. Comprámos dois peixes enormes, choco e zamburinhas que nos cozinharam ali no momento. Não podíamos ter pedido melhor despedida, rodeados de amigos, boa comida e bom ambiente, um mês perfeito, um sonho cumprido, o qual recordaremos sempre com muito carinho e com uma vontade insaciável de voltar o mais cedo possível.Read more




























TravelerMuy bien Gui, el broche final de vuestro mes balinés.