• Be Kyan
Dec 2018 – Jan 2019

South Africa 2018

A 20-day adventure by Be Read more
  • Trip start
    December 26, 2018

    Crocodile Bridge Gate

    December 27, 2018 in South Africa ⋅ 🌙 31 °C

    Depois dum almoço na tasca mais concorrida da Paiva Couceiro, fomos deixar o meu pai no aeroporto. Passámos no Vasco da Gama para comprar as últimas coisas (não resistimos e comprámos uns óculos de sol também).

    Às 16h, chegámos ao aeroporto para despachar as malas, mas tivemos logo uma surpresa. Não tínhamos direito a mala de porão. Quem compra discount, não tem todas as regalias.
    A nossa sorte é que podemos levar as mochilas como bagagem de mão, tivemos que deixar fora alguns cremes, comprar uns fraquinho para tentar salvar alguns... Eu a reclamar porque não podia levar a minha máscara toda para o cabelo!

    A viagem demorou quase 11h e pouco dormi. Chegámos às 8h da manhã a Maputo, sem vistos, porque depois de uma hora de espera no consulado desisti e mais ninguém quis ir. Foi o melhor que fizemos, porque o visto no aeroporto é metade do preço do que no consulado. É verdade que esperamos duas horas mas pagamos 50€ para duas entradas em Moçambique. No consulado eram 110€.

    Fomos buscar o carro alugado e ao meio dia estávamos a atravessar a fronteira para África do Sul, rumo ao Kruger.

    Um caos, num ambiente pesado, provavelmente de contrabando e prostituição ou pelo menos era o que parecia. Muitas mulheres debaixo de guarda-sóis com maços de notas na mão.
    Mal chegámos a fronteira mandaram-nos parar, um tipo de calções e chinelos queria os documentos do veículo. Felizmente já sabíamos que isso podia acontecer e tínhamos a recomendação de não dar os documentos a ninguém.
    Mandou-nos estacionar com tanta convicção, e já irritado porque estávamos a negar, que quase que íamos cedendo. Mas o Mirco estava convicto que não devíamos encostar e ficar na fila para atravessar a fronteira. Seguimos devagar no meio do engarrafamento cheio de polícias a revistar carros.

    Acabámos por passar pelos pingos da chuva, sem mostrar nem documentos, nem bagagem.
    Já na África do Sul, parámos na primeira bomba para comprar qualquer coisa. Estacionámos o carro à frente de uma cabana de madeira de porta aberta com uma senhora quase nua, com uns seios enormes e descaídos, de maço de notas na mão.

    Estavam mais de 40 graus, quase não dava para estar na rua. A paragem foi rápida e fomos diretos para o Kruger. Só pagamos a entrada do parque para andar livremente com o nosso carro.

    Este parque de quase 20mil km2, do qual só vamos conseguir ver 5% alberga todo o tipo de animais.
    Vimos milhares de impalas, zebras, girafas, elefantes, cágados, rinoceronte (bem ao longe), aves de rapina e provavelmente muita coisa nos passou ao lado, camuflado na vegetação.
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  • Kruger Safari

    December 28, 2018 in South Africa ⋅ ⛅ 25 °C

    Acordámos às 4h30 da manhã para um safari já previamente organizado. Uma lancheira de pequeno almoço que o nosso alojamento tinha nos preparado no dia anterior, uns calções e uma t-shirt apesar dos avisos da Filipa, que tinha gelado neste safari há 3 semanas atrás.

    No dia anterior, tinha sido o dia mais quente dos últimos 10 anos. Era impossível termos frio.
    Mas a realidade foi completamente diferente.
    Fomos os primeiros a entrar no parque, a nossa guia Jean levou nos logo ver os leões, passando por todos os animais que já tinhamos vistos no dia anterior mas com uma visão tão apurada, que nem sei como é que ela distinguia muitos dos animais, muito longe e camuflados.
    Felizmente ficamos sozinhos no nosso Jeep, com binóculos para todos. O único problema foi que em vez do sol aparecer, o frio, o vento e a chuva não nos largaram.
    A Jean tinha mantas para todos e capas da chuva, mas tínhamos que nos enrolar todos para estar minimamente confortável.

    Para além do que tínhamos visto no dia anterior, vimos leões, hipopótamos, búfalos, gnus, hienas, águias e uns quantos abutres nas árvores da morte. Árvores essas que diariamente morrem porque os elefantes para além de comerem a casca, arrancam os ramos para comer as folhas mais facilmente. Muitas árvores são também derrubadas nesse processo. Curiosamente, o animal dominante é o elefante e não o rei da selva.

    Dos 10mil rinoceronte que já viveram neste parque, neste momento só sobrevivem 3mil. São mortos 2 rinocerontes por dia através da caça furtiva, a maior parte das vezes durante a noite. Outra das curiosidades partilhadas pela Jean é o número de pessoas mortas por hipopótamos em África: 400 por ano.

    Chegamos ao Phumula Lodge, o nosso alojamento, por volta das 16h, gelados mas felizes, só faltou ver os leopardos.
    Fizemos um churrasco e depois de jantar para tentar definir quem ia buscar mais vinho, jogámos a um jogo. Este jogo deve ter 4 jogadores em simultâneo, mas apenas um é posto à prova de cada vez. O primeiro jogador tem que dançar, o segundo tem que dizer objetos representativos de uma cor (ex:banana =amarelo), o terceiro tem que dizer contas de matemática cujo o resultado não excede o número 10 e o quarto jogador, posto a prova, tem que imitar quem está a dançar, dizer as cores dos objetos que o segundo jogador está a dizer e fazer as contas que o terceiro jogador está a pedir.
    Claro que acabamos por ir todos juntos beber um copo ao bar, porque não chegamos a conclusão de quem seria a vencedor.
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  • Maputo

    December 29, 2018 in Mozambique ⋅ 🌙 22 °C

    A passagem pela fronteira de volta a Moçambique foi muito mais calma, so trememos um pouco quando um polícia de Moçambique nos mandou parar. Queria o documento que tínhamos preenchido à saída. Quando percebeu que não tínhamos preenchido nada, mandou nos seguir, não devia querer se chatear com isso. Afinal na saída devíamos ter preenchido alguma coisa...

    Chegados a Maputo, depois de almoçar num restaurante tailandês, muito típico, foi o primeiro que encontramos perto do Hostel, fomos fazer o check-in no Malagueta Inn, por cima do Piripiri. Um hostel acolhedor, cheio de plantas como eu gosto e um terraço super agradável.

    Andámos 5km nas ruas e marginal de Maputo para compensar os últimos dias que não fizemos outra coisa senão estar sentados, no avião, no carro, no Jeep....
    O objectivo final era jantar no Mercado do Peixe, uma das poucas atracção de Maputo, onde escolhes o peixe e o marisco na praça, para depois te sentares, num dos muitos restaurantes disponíveis, à espera que ele seja arranjado e cozinhado. Quase não como marisco, por isso fiquei me pelas lulas, mas segundo eles foi dos melhores que já comeram.

    De regresso ao Hostel, ainda bebemos um copo no Piripiri, onde os vendedores de rua vão passando um a um com as suas artes, como se fossem as meninas nos intervalos dos combates de boxe.
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  • Jeffreys Bay - Kitchen Windows

    December 30, 2018 in South Africa ⋅ ☀️ 24 °C

    Hoje é dia de seguir para Jeffreys Bay.
    Fizemos uma escala em Joanesburgo para apanhar o segundo avião, num aeroporto enorme, senti-me na Europa.

    Aterrámos em Port Elizabeth as 15h30.
    Apanhámos o carro alugado na Avis, onde nos convenceram a fazer um upgrade para o seguro premium, com direito a um dispositivo que funcionaria activamente em caso de acidente, ou seja, com um detector de impacto. Se houvesse um acidente seríamos automaticamente contactados. Adicionalmente, tínhamos um "panic button", seria só carregar 5 vezes no botão do on do telefone, para sermos socorridos, em caso de Carjacking, por exemplo.

    Bora lá pagar, nunca se sabe, dizem que este país é muito perigoso. Cape Town foi em 2017 considerada a cidade mais perigosa de África do Sul.
    Só não explicaram que tínhamos que ter dados móveis, por isso nada feito, se estivermos em perigo, temos que ligar o Bluetooth, a localização e os dados de roaming antes de carregar no panic button.

    Chegámos já ao final do dia a JBay, as estradas até lá, são largas, limpas, as casas à beira das estradas fazem me lembrar os Estados Unidos.

    Descemos do nosso alojamento até à praia, na zona de restaurantes, onde marcamos jantar para as 20h no Kitchen Windows.
    Este restaurante, tal como esta praia têm este nome, porque os surfistas tinham as cozinhas viradas para o mar, onde podiam controlar as ondas através de pequenas janelas.

    Afinal aqui é verão e calhamos nas férias dos Sul Africanos, está tudo cheio. Cheio de brancos, loiros, aliás todos os restaurantes estão cheios mas só com brancos, na rua só andam brancos.

    Continuamos a andar e na praia só estavam brancos também. Quando de repente passamos a zona dos restaurantes e das lojas, éramos os únicos brancos. O blacks jogavam a bola e fazia churrascos. Para mim foi um choque, ver esta divisão. É como se houvesse uma barreira invisível que todos respeitam.

    Depois do jantar, o empregado acompanhou nos parte do caminho, não sei se porque tinha vontade de falar ou se era para garantir que chegávamos bem.
    Falou-nos da revolta que tinha relativamente ao governo que como quase todos rouba muito e pouco faz pelo povo, não há hospitais públicos aceitáveis, os seguros de saúde estão acessíveis a muito pouca gente. A colega dele tinha, poucas semanas antes, passado 72horas no hospital com uma criança de 4 anos para resolver um problema qualquer de saúde.
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  • New Year in JBay

    December 31, 2018 in South Africa ⋅ ☀️ 26 °C

    Esta manhã foi dia de preguiça, levantar tarde e ir às compras. Aqui existem lojas outlet enormes de todas as marcas de surf. Claro que não tenho paciência para estas lojas enormes, nem queria gastar muito dinheiro. Mas nada como ir dar uma vista de olhos.

    Hoje era dia de surf, aliás queria que fosse o primeiro de muitos. Mas estava imenso vento e segundo a nossa anfitriã, em JBay, o tempo que estiver ás 11h da manhã será o tempo para o resto do dia.

    Portanto vamos ver as praias todos conhecidas, sem ondas, Supertubes, Tubes, Point.
    Os únicos que tiveram sorte foram os kitesurfs em Kabejoule.

    Depois do almoço no restaurante Berawa com cerveja artesanal - afinal a cerveja artesanal é muito popular aqui, até têm uma revista sazonal sobre cerveja.
    Decidimos dar uma volta no bairros dos blacks, uma vez que no dia anterior só tínhamos ficado à entrada.
    A ideia era seguir de carro. Mal entramos no bairro, começamos a ver a pobreza, estradas por alcatroar. Uma criança fez o sinal de não com a mão, será que não éramos bem vindos? Será que era um aviso ou apenas uma brincadeira?

    A verdade é que não andamos muito tempo, antes de achar melhor regressar para a zona de conforto.
    JBay está dividido em dois, do lado direito estão os blacks e a pobreza, do lado esquerdo cada casa é uma mansão. Vivia em qualquer uma delas.

    Jantamos no The Greek, onde o dono o George, tinha-nos prometido no dia anterior que nós arranjaria mesa. Falava um pouco português, porque era de Joanesburgo, onde existe uma grande população de portugueses, mais de 2 milhões fugiram de Moçambique e Angola depois do 25 de Abril.

    Comprámos mais uma garrafa de vinho no restaurante e fomos para a praia, já que as várias pessoas a quem perguntamos o que iam fazer (brancos e blacks) disseram que iam comprar bebidas e descontrair na praia.

    Foi o que toda gente fez, do lado esquerdo os brancos do direito os blacks, parecia um concurso de foguetes. Cada pessoa compra foguetes e lança quando quer. Durante quase uma hora. No final alguns fazem lutas de foguetes a atirarem-se uns aos outros, a coisa pode correr mal, apesar de só termos visto uma camisa queimada. E tudo isso sem música, porque os brancos não ouvem música.
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  • Tsitsikamma

    January 1, 2019 in South Africa ⋅ ☀️ 23 °C

    Hoje foi dia de passeio pela natureza, nos vários pontos de interesse do parque Tsitsikamma.
    Começando pelas Big tree, umas árvores com mais de 1000 anos e 36m de altura.
    Fizemos alguns percursos pedestre, passando pelas pontes suspensas.

    Antes de passar por Nature Valey ainda fomos ver o local onde são feitos os maiores saltos de Bungee Jumping do continente africano e o quarto maior do mundo. Na realidade atiram-se debaixo de uma ponte. Acho que só para ir ao sitio onde se salta as minhas pernas iam tremer de vertigem. No Nature Valey mais uma vez vimos uma barreira invisível entre os brancos e os pretos.

    Chegámos quase ao anoitecer ao nosso alojamento em Plettenberg, uma casinha de campo.

    Um pavão guarda a porta de entrada do nosso quarto no primeiro andar. Se não fecharmos a porta, ele entra a achar que o quarto é dele.

    O jantar no Nineteen89 foi sem álcool, já que aqui em muitos restaurante cada um traz o seu vinho. Pelos vistos é difícil ter licença para vender álcool mas pode ser consumido no local. Muitos restaurantes fazem isso.
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  • Plettenberg Bay

    January 2, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 20 °C

    Choveu torrencialmente a noite toda, ainda bem porque a água desta quinta só vem da chuva, mas parecia que a casa ia desmoronar.
    As paredes eram tão finas que conseguia ouvir a respiração do vizinho do quarto ao lado.

    Levantamo-nos tarde, depois do pequeno almoço na Central beach fomos passear pelas dunas entre o mar e o Keurbooms river. E seguimos, para fazer um percurso de 3 horas no Robberg Nature parque. Uma península protegida com focas, macacos e muitas aves. Vale muito a pena, passear nesta reserva natural completamente protegida, com praias paradisíacas e desertas.

    Quando acabámos o percurso já ao final da tarde decidimos visitar um bairro, que segundo o que tínhamos lido era dos nativos, a vila de Kranshoek, a 5km de Plett. Íamos para lá só para beber uma cerveja.
    Afinal era mais um bairro de pretos, sem lojas, sem cafés, com ruas de terra batida, só vimos uma mercearia a entrada com meia dúzia de produtos. Claro que esta cheio de lixo, os brancos também são porcos mas os pretos são pagos para limpar os bairros dos brancos. Esta segregação racial dá cabo de mim, há momentos que já não consigo aproveitar a beleza do país que fica destruída com este sinismo e racismo.

    Bebemos um copo no Surf café e jantamos no Goruni depois de não termos conseguido mesa nos 2 primeiros restaurantes da nossa lista.

    Os sul africanos estão de férias de verão até dia 9 de Janeiro, todos os restaurantes estão cheios de brancos loiros.
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  • Knysna

    January 3, 2019 in South Africa ⋅ 🌙 18 °C

    Mal acordamos seguimos logo para Knysna.
    Do posto de turismo seguimos com algumas dicas. Quando chegámos ao carro tínhamos uma multa por ter estacionado do outro lado da estrada, sem fazer inversão de marcha...

    Começámos com um pequeno almoço no Ile de Pain, antes de alugar umas bicicletas para fazer um percurso até um View Point. A verdade é que no turismo recomendaram alugar uma bicicleta eléctrica, mas como somos mais espertos alugamos bicicletas normais. Ninguém nos disse que para chegar ao View Point, tínhamos uma subida muito difícil.

    Tivemos que subir a maior parte a pé porque os gémeos já não davam. A vista lá de cima é brutal, mar agitado no meio das rochas de um lado, lagoa de outra. A descida, foi sempre a travar...

    Esquecemo-nos de pôr protetor, por isso apanhámos os dois com um escaldão gigante, que totós, vamos passar mal os próximos dias...

    Almoçámos no Freshline Fisheries, um peixinho fresco antes de seguir de carro para Buffalo Bay. É mais um spot de surf, mas com o vento que está não há ninguém a surfar, por isso aproveitamos para descansar e ler.

    Jantámos num barco a dar a volta a lagoa, com o pôr do sol. A entrada do mar para a lagoa, é das mais prestigiosas de África, muitos barcos naufragaram a tentar entrar na lagoa, procurando um abrigo seguro.

    Depois de jantar tínhamos mais 50km para fazer até ao nosso próximo Hostel em Wilderness.

    As 22h e depois de 3km de estrada em terra batida a subir quase a pique, chegamos ao topo da montanha. Um casal estava a montar a tenda no parque de estacionamento.

    Será que tínhamos reservado uma tenda?

    Acabámos por encontrar a recepção ao lado do bar. Dois tipos atenderam-nos já tocados. Afinal não tínhamos reserva porque não pagamos os 10% da reserva e alugaram o quarto a outros. Pelos vistos o Valentim recebeu um email no dia anterior a pedir um depósito, mas tendo em conta que não temos tido net tudo se torna difícil.

    Acabamos por aceitar dormir numa tenda, com direito a pequeno almoço e o som dos sapos e grilos a noite toda.
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  • Pé Descalço

    Wilderness

    January 4, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 19 °C

    É verdade que dormimos numa tenda, mas esta tenda tem quase o tamanho de um quarto e quando acordámos de manhã do cimo do monte com uma vista desafogada até ao mar, esquecemo-nos muito rápido que não era bem isso que tínhamos reservado.

    Depois de um pequeno almoço com esta vista, fomos com o dono do espaço, o "Pé descalço" (nunca usa sapatos) e outros hóspedes passar primeiro por um miradouro antes de seguir para a Cave.

    Seguindo o percurso do antigo comboio junto ao mar, cujo parte da linha ficou destruído por causa de uma tempestade e nunca mais foi reactivado, passámos por um dos túneis do comboio.

    Logo a seguir ao túnel e a razão da nossa visita, apresentava-se uma cave enorme, que já foi um restaurante mas também ficou destruído com a tempestade.

    Esta cave é agora habitada por um tipo que mora lá há 12anos, que faz daquilo um museu, com tudo o que lhe dão ou encontra. Escreve também muitos excertos da Bíblia. Cada centímetros é preenchido com uma coisa diferente com um sentimento diferente.
    É brutal e ao mesmo tempo estranho.

    À tarde fomos dar um passeio de kayak, ver uma cascata antes de ver o por do sol do alto da nossa mansão.
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  • Mossel Bay, África do Sul

    January 5, 2019 in South Africa ⋅ ☁️ 20 °C

    Despedimo-nos da vista maravilhosa e do nosso amigo Pé descalço, para seguir caminho.

    Era suposto ficarmos a dormir em Mossel Bay, mas depois de várias pessoas sugerirem que devíamos ir a Stillbay, decidimos que apenas íamos fazer uma visita. Esta baía deu nos as boas vindas com não sei quantos golfinhos a saltarem de um lado para o outro. São muito mais pequenos e mais escuros do que temos em Portugal.

    Foi também aqui que vimos os primeiros surfistas e uma onda surfavel. Infelizmente não há sítios para alugar pranchas e o fundo de rocha não inspira muita confiança. Mas este sítio é brutal.

    Pela estrada fora, muitos pretos pedem boleia, aliás pedem boleia com dinheiro na mão, ou seja, pagam a boleia. Fico triste por não dar boleia a ninguém com receio que aconteça algo. Mas na verdade isso deve acentuar ainda mais o racismo.
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  • Stillbay

    January 5, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 17 °C

    Stillbay é uma vila de vivendas a beira mar com um rio a separar os dois lados da vila sem comércio, à excepção de 2 supermercados e 4 restaurantes.

    Não há crime em Stillbay, foi o que nos disseram logo, por isso toda gente deixa as portas e as janelas abertas.

    A zona mais movimentada é a dos supermercado com meia dúzia de carros.

    Fomos jantar ao Anker do outro lado da vila, fazendo um percurso de uma hora até lá para abrir o apetite.
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  • Franschhoek

    January 6, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 24 °C

    Este foi o dia com mais quilómetros percorridos.
    O nosso amigo Pé Descalço tinha-nos aconselhado uma rota alternativa para chegar a Franschhoek (a zona dos vinhos). Seguiamos por Swellendam, passando por Robertson, para passar no meio das montanhas.

    A primeira parte da viagem é monótona, quilómetros de campos de feno e estradas sempre a direito. Mas depois de passar Swellendam, são mais quilómetros no meio de montanhas imponentes. Uma viagem que vale muito a pena.

    Já chegámos a meio da tarde a Franschhoek, uma vila quase francesa no meio das montanhas, cheia de comércio, artesanato e restaurantes como já não estávamos habituados.

    Marcámos um wine tour para o dia seguinte e andámos a provar cervejas artesanais locais, que nunca são muito frescas e não têm muito gás, deve ser típico daqui.
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  • Franschhoek - Wine tasting

    January 7, 2019 in South Africa ⋅ 🌬 21 °C

    No início do século XVII, o holandês Jan van Riebeeck da Companhia Holandesa das Índias Orientais fundou uma estação de abastecimento que mais tarde viria ser a Cidade do Cabo, para abastecer os barcos que estavam há 6 meses no mar e a meio caminho da Índia. Abastecimento este que não podia deixar de fornecer vinho, para além dos mantimentos necessários.
    Chenin blanc foi das primeiras castas a ser importada para esta zona.

    Com um dia inteiro a provar vinhos, as atitudes tóxicas são muito prováveis. Mas em Franschhoek não há mais nada a fazer se não apanhar o wine tram e fazer provas de vinhos.

    Começamos o nosso dia na adega Grande Provence, claro que comprámos logo uma garrafa. Um dos vinhos mais marcantes foi o Le Chocolat, que reposa durante um tempo com madeira queimada, dando um sabor fumado ao vinho.

    La Bri de 1694, place of safety ou the heaven, uma pequena vila de protecção na segunda guerra mundial, um cantinho protegido no meio das montanhas, a única quinta onde o enólogo é uma mulher, foi a nossa segunda escolha.

    Não podemos esquecer que temos horários a cumprir, temos uma hora em cada adega, antes de apanhar o comboio ou o autocarro para a próxima. Parecia muito tempo, mas o tempo ia encurtando ao longo do dia.

    Quando chegámos ao Holden Manz, não li a prova que escolhi. Só depois da empregada me começar a apressar é que percebi que tinha que provar 7 vinhos (100ml cada copo), sem cuspir :-) numa hora.
    A vista das vinhas no meio das montanhas é cada vez mais bonita, cada uma com o seu encanto e sua galeria de arte.

    Organizámo-nos para poder fazer um tour vine-to-bottle em Glenwood. Uma das adega mais afastada, num vale único, onde provámos 9 vinhos. A dada altura e para percebemos melhor o resultado final de um determinado vinha provámos o mesmo nos seus quatro estágios de maturidade: diretamente da barrica de metal, depois da barrica de carvalho francês e por fim da de carvalho americano. O vinho resultante será uma mistura destes dois últimos para trazer mais complexidade....
    Durante a prova até percebo a diferença, mas se me fizerem uma prova cega agora, acho que ia falhar tudo :-p

    No final ficamos a falar com um empregado, preocupado com uma enorme cicatriz na cara. Tinha sido assaltado no seu bairro por um carocho. Aqui a droga mais usada é o Tik (meth ou cristal). Uma das principais razões do aumento de violência.

    Ainda fomos a La couronne fazer uma prova de vinhos com chocolate, sem dúvida memorável.
    Depois de provar 28 vinhos diferentes fomos jantar.

    Acho que o Marigold era muito bom, principalmente a água da mesa do lado que bebemos sem querer.
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  • Stellenbosch

    January 8, 2019 in South Africa ⋅ 🌙 18 °C

    Hoje fomos a Muizenberg, só para ver se dava para surfar, mas com o vento que estava voltamos para Stellenbosch fazer o que sabemos fazer melhor, mais duas provas de vinho, em Stier e Uva Mira. Esta última adega tem das melhores vistas da zona, montanhas altas de um lado e mar do outro.

    A caminho de Muizenberg passámos pelos bairros de lata Khayelitsha e Mitchells Plain, já junto a Cape Town. É impressionante as milhares de casas de lata, em cima de dunas de areia, com algumas casas de banho portátil que devem servir dezenas de casas. Este bairro é essencialmente ocupado por pessoas (não brancas) que foram forçadas a sair de Cape Town durante o Appartheid

    No final do dia fomos passear na vinha de Tokara, só por causa da vista.
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  • Cape Town - Table M. and Lion's Head

    January 10, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 17 °C

    Um dia de loucos, passámos novamente por Khayelitsha, mesmo não sendo novidade continuo a ficar impressionada.
    Seguimos diretamente para Simon's Town, passando por Kalk Bay, para ver os pinguins. A nossa sorte foi que encontrámos uma praia alternativa com algumas colónias de pinguins, se não, teríamos que pagar quase 10 euros para tirar uma foto com eles.

    Tendo em conta que supostamente hoje seria dos dias com menos nuvens tínhamos que fazer o Table Mountain.
    Seguimos por um trilho que nos levava até ao topo numa hora e meia. Um caminho a pique, com o sol a bater até aos últimos 20 minutos da subida. Na última parte do percurso, entra vento frio e nevoeiro, enquanto trepamos uns últimos metros. Vale cada minuto do nosso esforço.
    A chegada aos 1080m de altitude com vista a 360° de Cape Town recompensa todo o esforço.

    Descemos de teleférico para poder fazer um segundo tracking, subir ao Lion's Head, um pico mesmo ao lado e que visto de uma determinada perspetiva parece a cabeça de um leão.

    Afinal o percurso até ao topo foi fechado dois dias antes, está demasiado danificado para estar aberto ao púbico. Tentamos um caminho alternativo sem sucesso. Tentamos um segundo caminho alternativo. Apesar do percurso estar fechado, muita gente passa o sinal de proibição e sobe à mesma.
    Fizemos o percurso quase até ao topo, mas a última parte implica escalada, com alguns ferros, mas sem protecção e sem material o melhor é não ir.

    Já estava próximo do pôr-do-sol, ainda vimos um casal a tentar, mas desistiram devido a dificuldade e achámos melhor ficarmos por aí e ver o pôr-do-sol a meio caminho antes de regressar.

    Jantámos no restaurante Macau, muito próximo da casa que alugamos.
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  • Cape Town - Mau tempo

    January 11, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 16 °C

    Nem todos os dias de férias são de bom tempo.
    Hoje queríamos ir ao Cabo da Boa Esperança de manhã e ás 15h tínhamos o barco para Robben Island, onde Nelson Mandela esteve preso.

    A caminho do Cabo, achei que podíamos fazer um devio para passar pelo Chapman's peak, uma estrada brutal junto ao mar. Estava uma ventania tal, que quase que empurrava o carro.

    Com este devio atrasamo-nos para chegar ao Cabo da Boa Esperança e o pior foi que 14km antes do cabo termos que pagar uma portagem. Os estrangeiros têm que pagar 18 euros por pessoa, com este vento, o pouco tempo que tínhamos e o preço que era demos meia volta.

    É verdade que é um marco histórico, uma vez que este cabo foi passado pela primeira vez em 1488 pelo português Bartolomeu Dias, depois de muitas já terem desistidos. Mas chegou pouco mais a frente a Mossel Bay e voltou para trás.

    Com o trânsito que apanhámos, chegámos mesmo a tempo de apanhar o barco. Com a ventania e o swell gigante, cancelaram os barcos. Por isso fomos passar o resto da tarde no Mocca Museum, museu de art contemporânea africana.
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  • Robben Island - Last day

    January 13, 2019 in South Africa ⋅ ☀️ 23 °C

    Dia de regresso, mas ainda tínhamos a visita a Robben Island que tínhamos adiado. Estava tudo contado, uma visita de 4 horas, com o barco a sair às 11h para estamos no aeroporto às 16h.

    Foi uma viagem de 30 min, mas com a ondulação que estava e o calor dentro do barco, passado pouco tempo, estavam a distribuir sacos para vomitar para quem estivesse mais pálido.

    Não customo ficar mal, mas confesso que também me agarrei a um saco, nunca se sabe, mais vale prevenir.

    O percurso a volta da ilha é feito de autocarro, onde a primeira paragem é onde Nelson Mandela foi preso. Um ex-prisioneiro que esteve preso, na mesma altura, conta nos em primeira mão, as torturas iniciais que passavam durante as primeiras semanas de interrogação e posteriormente os trabalhos pesados que eram obrigados a fazer com condições mínimas.
    As torturas contadas em primeira mão, acabam por sensibilizar muito mais o ouvinte.

    A volta foi um pouco mais tranquilo. Entregamos a horas o nosso carro e o panic button, tão útil.
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    Trip end
    January 14, 2019