December 2018 - January 2019
  • Day19

    Robben Island - Last day

    January 13, 2019 in South Africa ⋅ ☀️ 23 °C

    Dia de regresso, mas ainda tínhamos a visita a Robben Island que tínhamos adiado. Estava tudo contado, uma visita de 4 horas, com o barco a sair às 11h para estamos no aeroporto às 16h.

    Foi uma viagem de 30 min, mas com a ondulação que estava e o calor dentro do barco, passado pouco tempo, estavam a distribuir sacos para vomitar para quem estivesse mais pálido.

    Não customo ficar mal, mas confesso que também me agarrei a um saco, nunca se sabe, mais vale prevenir.

    O percurso a volta da ilha é feito de autocarro, onde a primeira paragem é onde Nelson Mandela foi preso. Um ex-prisioneiro que esteve preso, na mesma altura, conta nos em primeira mão, as torturas iniciais que passavam durante as primeiras semanas de interrogação e posteriormente os trabalhos pesados que eram obrigados a fazer com condições mínimas.
    As torturas contadas em primeira mão, acabam por sensibilizar muito mais o ouvinte.

    A volta foi um pouco mais tranquilo. Entregamos a horas o nosso carro e o panic button, tão útil.
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  • Day17

    Cape Town - Mau tempo

    January 11, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 16 °C

    Nem todos os dias de férias são de bom tempo.
    Hoje queríamos ir ao Cabo da Boa Esperança de manhã e ás 15h tínhamos o barco para Robben Island, onde Nelson Mandela esteve preso.

    A caminho do Cabo, achei que podíamos fazer um devio para passar pelo Chapman's peak, uma estrada brutal junto ao mar. Estava uma ventania tal, que quase que empurrava o carro.

    Com este devio atrasamo-nos para chegar ao Cabo da Boa Esperança e o pior foi que 14km antes do cabo termos que pagar uma portagem. Os estrangeiros têm que pagar 18 euros por pessoa, com este vento, o pouco tempo que tínhamos e o preço que era demos meia volta.

    É verdade que é um marco histórico, uma vez que este cabo foi passado pela primeira vez em 1488 pelo português Bartolomeu Dias, depois de muitas já terem desistidos. Mas chegou pouco mais a frente a Mossel Bay e voltou para trás.

    Com o trânsito que apanhámos, chegámos mesmo a tempo de apanhar o barco. Com a ventania e o swell gigante, cancelaram os barcos. Por isso fomos passar o resto da tarde no Mocca Museum, museu de art contemporânea africana.
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  • Day16

    Cape Town - Table M. and Lion's Head

    January 10, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 17 °C

    Um dia de loucos, passámos novamente por Khayelitsha, mesmo não sendo novidade continuo a ficar impressionada.
    Seguimos diretamente para Simon's Town, passando por Kalk Bay, para ver os pinguins. A nossa sorte foi que encontrámos uma praia alternativa com algumas colónias de pinguins, se não, teríamos que pagar quase 10 euros para tirar uma foto com eles.

    Tendo em conta que supostamente hoje seria dos dias com menos nuvens tínhamos que fazer o Table Mountain.
    Seguimos por um trilho que nos levava até ao topo numa hora e meia. Um caminho a pique, com o sol a bater até aos últimos 20 minutos da subida. Na última parte do percurso, entra vento frio e nevoeiro, enquanto trepamos uns últimos metros. Vale cada minuto do nosso esforço.
    A chegada aos 1080m de altitude com vista a 360° de Cape Town recompensa todo o esforço.

    Descemos de teleférico para poder fazer um segundo tracking, subir ao Lion's Head, um pico mesmo ao lado e que visto de uma determinada perspetiva parece a cabeça de um leão.

    Afinal o percurso até ao topo foi fechado dois dias antes, está demasiado danificado para estar aberto ao púbico. Tentamos um caminho alternativo sem sucesso. Tentamos um segundo caminho alternativo. Apesar do percurso estar fechado, muita gente passa o sinal de proibição e sobe à mesma.
    Fizemos o percurso quase até ao topo, mas a última parte implica escalada, com alguns ferros, mas sem protecção e sem material o melhor é não ir.

    Já estava próximo do pôr-do-sol, ainda vimos um casal a tentar, mas desistiram devido a dificuldade e achámos melhor ficarmos por aí e ver o pôr-do-sol a meio caminho antes de regressar.

    Jantámos no restaurante Macau, muito próximo da casa que alugamos.
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  • Day14

    Stellenbosch

    January 8, 2019 in South Africa ⋅ 🌙 18 °C

    Hoje fomos a Muizenberg, só para ver se dava para surfar, mas com o vento que estava voltamos para Stellenbosch fazer o que sabemos fazer melhor, mais duas provas de vinho, em Stier e Uva Mira. Esta última adega tem das melhores vistas da zona, montanhas altas de um lado e mar do outro.

    A caminho de Muizenberg passámos pelos bairros de lata Khayelitsha e Mitchells Plain, já junto a Cape Town. É impressionante as milhares de casas de lata, em cima de dunas de areia, com algumas casas de banho portátil que devem servir dezenas de casas. Este bairro é essencialmente ocupado por pessoas (não brancas) que foram forçadas a sair de Cape Town durante o Appartheid

    No final do dia fomos passear na vinha de Tokara, só por causa da vista.
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  • Day13

    Franschhoek - Wine tasting

    January 7, 2019 in South Africa ⋅ 🌬 21 °C

    No início do século XVII, o holandês Jan van Riebeeck da Companhia Holandesa das Índias Orientais fundou uma estação de abastecimento que mais tarde viria ser a Cidade do Cabo, para abastecer os barcos que estavam há 6 meses no mar e a meio caminho da Índia. Abastecimento este que não podia deixar de fornecer vinho, para além dos mantimentos necessários.
    Chenin blanc foi das primeiras castas a ser importada para esta zona.

    Com um dia inteiro a provar vinhos, as atitudes tóxicas são muito prováveis. Mas em Franschhoek não há mais nada a fazer se não apanhar o wine tram e fazer provas de vinhos.

    Começamos o nosso dia na adega Grande Provence, claro que comprámos logo uma garrafa. Um dos vinhos mais marcantes foi o Le Chocolat, que reposa durante um tempo com madeira queimada, dando um sabor fumado ao vinho.

    La Bri de 1694, place of safety ou the heaven, uma pequena vila de protecção na segunda guerra mundial, um cantinho protegido no meio das montanhas, a única quinta onde o enólogo é uma mulher, foi a nossa segunda escolha.

    Não podemos esquecer que temos horários a cumprir, temos uma hora em cada adega, antes de apanhar o comboio ou o autocarro para a próxima. Parecia muito tempo, mas o tempo ia encurtando ao longo do dia.

    Quando chegámos ao Holden Manz, não li a prova que escolhi. Só depois da empregada me começar a apressar é que percebi que tinha que provar 7 vinhos (100ml cada copo), sem cuspir :-) numa hora.
    A vista das vinhas no meio das montanhas é cada vez mais bonita, cada uma com o seu encanto e sua galeria de arte.

    Organizámo-nos para poder fazer um tour vine-to-bottle em Glenwood. Uma das adega mais afastada, num vale único, onde provámos 9 vinhos. A dada altura e para percebemos melhor o resultado final de um determinado vinha provámos o mesmo nos seus quatro estágios de maturidade: diretamente da barrica de metal, depois da barrica de carvalho francês e por fim da de carvalho americano. O vinho resultante será uma mistura destes dois últimos para trazer mais complexidade....
    Durante a prova até percebo a diferença, mas se me fizerem uma prova cega agora, acho que ia falhar tudo :-p

    No final ficamos a falar com um empregado, preocupado com uma enorme cicatriz na cara. Tinha sido assaltado no seu bairro por um carocho. Aqui a droga mais usada é o Tik (meth ou cristal). Uma das principais razões do aumento de violência.

    Ainda fomos a La couronne fazer uma prova de vinhos com chocolate, sem dúvida memorável.
    Depois de provar 28 vinhos diferentes fomos jantar.

    Acho que o Marigold era muito bom, principalmente a água da mesa do lado que bebemos sem querer.
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  • Day12

    Franschhoek

    January 6, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 24 °C

    Este foi o dia com mais quilómetros percorridos.
    O nosso amigo Pé Descalço tinha-nos aconselhado uma rota alternativa para chegar a Franschhoek (a zona dos vinhos). Seguiamos por Swellendam, passando por Robertson, para passar no meio das montanhas.

    A primeira parte da viagem é monótona, quilómetros de campos de feno e estradas sempre a direito. Mas depois de passar Swellendam, são mais quilómetros no meio de montanhas imponentes. Uma viagem que vale muito a pena.

    Já chegámos a meio da tarde a Franschhoek, uma vila quase francesa no meio das montanhas, cheia de comércio, artesanato e restaurantes como já não estávamos habituados.

    Marcámos um wine tour para o dia seguinte e andámos a provar cervejas artesanais locais, que nunca são muito frescas e não têm muito gás, deve ser típico daqui.
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  • Day11

    Stillbay

    January 5, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 17 °C

    Stillbay é uma vila de vivendas a beira mar com um rio a separar os dois lados da vila sem comércio, à excepção de 2 supermercados e 4 restaurantes.

    Não há crime em Stillbay, foi o que nos disseram logo, por isso toda gente deixa as portas e as janelas abertas.

    A zona mais movimentada é a dos supermercado com meia dúzia de carros.

    Fomos jantar ao Anker do outro lado da vila, fazendo um percurso de uma hora até lá para abrir o apetite.
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  • Day11

    Mossel Bay, África do Sul

    January 5, 2019 in South Africa ⋅ ☁️ 20 °C

    Despedimo-nos da vista maravilhosa e do nosso amigo Pé descalço, para seguir caminho.

    Era suposto ficarmos a dormir em Mossel Bay, mas depois de várias pessoas sugerirem que devíamos ir a Stillbay, decidimos que apenas íamos fazer uma visita. Esta baía deu nos as boas vindas com não sei quantos golfinhos a saltarem de um lado para o outro. São muito mais pequenos e mais escuros do que temos em Portugal.

    Foi também aqui que vimos os primeiros surfistas e uma onda surfavel. Infelizmente não há sítios para alugar pranchas e o fundo de rocha não inspira muita confiança. Mas este sítio é brutal.

    Pela estrada fora, muitos pretos pedem boleia, aliás pedem boleia com dinheiro na mão, ou seja, pagam a boleia. Fico triste por não dar boleia a ninguém com receio que aconteça algo. Mas na verdade isso deve acentuar ainda mais o racismo.
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  • Day10

    Wilderness

    January 4, 2019 in South Africa ⋅ ⛅ 19 °C

    É verdade que dormimos numa tenda, mas esta tenda tem quase o tamanho de um quarto e quando acordámos de manhã do cimo do monte com uma vista desafogada até ao mar, esquecemo-nos muito rápido que não era bem isso que tínhamos reservado.

    Depois de um pequeno almoço com esta vista, fomos com o dono do espaço, o "Pé descalço" (nunca usa sapatos) e outros hóspedes passar primeiro por um miradouro antes de seguir para a Cave.

    Seguindo o percurso do antigo comboio junto ao mar, cujo parte da linha ficou destruído por causa de uma tempestade e nunca mais foi reactivado, passámos por um dos túneis do comboio.

    Logo a seguir ao túnel e a razão da nossa visita, apresentava-se uma cave enorme, que já foi um restaurante mas também ficou destruído com a tempestade.

    Esta cave é agora habitada por um tipo que mora lá há 12anos, que faz daquilo um museu, com tudo o que lhe dão ou encontra. Escreve também muitos excertos da Bíblia. Cada centímetros é preenchido com uma coisa diferente com um sentimento diferente.
    É brutal e ao mesmo tempo estranho.

    À tarde fomos dar um passeio de kayak, ver uma cascata antes de ver o por do sol do alto da nossa mansão.
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  • Day9

    Knysna

    January 3, 2019 in South Africa ⋅ 🌙 18 °C

    Mal acordamos seguimos logo para Knysna.
    Do posto de turismo seguimos com algumas dicas. Quando chegámos ao carro tínhamos uma multa por ter estacionado do outro lado da estrada, sem fazer inversão de marcha...

    Começámos com um pequeno almoço no Ile de Pain, antes de alugar umas bicicletas para fazer um percurso até um View Point. A verdade é que no turismo recomendaram alugar uma bicicleta eléctrica, mas como somos mais espertos alugamos bicicletas normais. Ninguém nos disse que para chegar ao View Point, tínhamos uma subida muito difícil.

    Tivemos que subir a maior parte a pé porque os gémeos já não davam. A vista lá de cima é brutal, mar agitado no meio das rochas de um lado, lagoa de outra. A descida, foi sempre a travar...

    Esquecemo-nos de pôr protetor, por isso apanhámos os dois com um escaldão gigante, que totós, vamos passar mal os próximos dias...

    Almoçámos no Freshline Fisheries, um peixinho fresco antes de seguir de carro para Buffalo Bay. É mais um spot de surf, mas com o vento que está não há ninguém a surfar, por isso aproveitamos para descansar e ler.

    Jantámos num barco a dar a volta a lagoa, com o pôr do sol. A entrada do mar para a lagoa, é das mais prestigiosas de África, muitos barcos naufragaram a tentar entrar na lagoa, procurando um abrigo seguro.

    Depois de jantar tínhamos mais 50km para fazer até ao nosso próximo Hostel em Wilderness.

    As 22h e depois de 3km de estrada em terra batida a subir quase a pique, chegamos ao topo da montanha. Um casal estava a montar a tenda no parque de estacionamento.

    Será que tínhamos reservado uma tenda?

    Acabámos por encontrar a recepção ao lado do bar. Dois tipos atenderam-nos já tocados. Afinal não tínhamos reserva porque não pagamos os 10% da reserva e alugaram o quarto a outros. Pelos vistos o Valentim recebeu um email no dia anterior a pedir um depósito, mas tendo em conta que não temos tido net tudo se torna difícil.

    Acabamos por aceitar dormir numa tenda, com direito a pequeno almoço e o som dos sapos e grilos a noite toda.
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