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- Day 1
- Saturday, March 10, 2018 at 2:30 PM
- ⛅ 24 °C
- Altitude: 754 m
BrazilSão Paulo–Guarulhos International Airport23°25’33” S 46°28’45” W
Guarulhos

Depois de muito planejamento, ou nem tanto assim, pegamos nosso vôo para GRU as 10:55hs.
Almoçamos no Red Lobster e enrolamos no aeroporto até o horário do nosso vôo para Johanesburgo, com saída apenas as 17:55hs.
São 10h25min de viagem direto até o aeroporto de OR Tambo, nossa porta de entrada na África do Sul.Read more
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- Day 2
- Sunday, March 11, 2018 at 5:33 PM
- ☀️ 32 °C
- Altitude: 275 m
South AfricaNwaswitshaka24°59’39” S 31°35’34” E
Chegando no Kruger

Pousamos em Johanesburg as 9:20 da manha (horário local - 04:20 no Brasil).
Logo na saída do finger já tivemos que mostrar os passaportes em uma verificação de segurança. Em seguida passamos pelo imigração oficial rapidamente e fomos pegar as mochilas.
Enquanto esperávamos as mochilas trocamos alguns dólares na cotação de 11,55 (11,19 considerando as taxas).
No saguão do aeroporto compramos um chip de dados por zar279 com 2gb, para garantir o funcionamento do Maps, e uns snacks para a viagem.
A retirada do carro alugado na Budget foi tranquila, mas vale destacar que não aceitaram minha habilitação internacional e pediram a CNH brasileira. E como não fui parado em nenhuma blitz, não usei essa habilitação internacional nenhuma vez.
Foram 6 horas dirigindo (depois de 10,5 horas de voo). A estrada é muito tranquila, sendo grande parte duplicada. Quando existe apenas uma pista os carros mais lentos invadem um pouco o acostamento para deixar você passar. Ah, e dirigir na mão inglesa é relativamente tranquilo, principalmente em estrada.
Chegamos no Paul Kruger gate as 16:20 e assinamos o termo de responsabilidade (tudo na África do Sul é "at your own risk"). Fomos em direção ao Skukuza Rest Camp, nossa casa pelas próximas três noites. No caminho, de uns 10km no máximo, já avistamos zebras, impalas (muitos impalas... Everywhere) e um rinoceronte solitário.
O check in no Skukuza foi bem rápido e fomos para nossa cabana (nr122) estilo africano, que é bem confortável, com banheiro limpo com água quente funcionando bem, armário, ar condicionado bem barulhento, toda telada para evitar a entrada de insetos, e uma mini cozinha com geladeira do lado de fora para evitar que os animais tentem entrar, principalmente os baboons. Inclusive deixamos toda a comida do lado de fora, na geladeira ou na prateleira em cima dela, pois fica fechado com grade.
Fomos conhecer o acampamento e a vista do rio Sabie, que é muito bonita. Na hora a Lessa já pediu uma foto sentada em uma mesa com essa vista, mas assim que ela sentou surgiu uma cobra sei lá de onde caindo bem em cima da mesa, apenas alguns centímetros do braço dela, que pulou da cadeira ao perceber a cobra. Depois de ver as fotos que tiramos dela e pesquisar na internet, descobrimos que o susto deveria ter sido maior ainda, pois tratava-se de uma Southern Vine Snake, um cobra raramente vista em locais cheios de pessoas e extremamente venenosa, capaz de matar um ser humano com seu veneno comparado ao da famosa Boomslang. Foi muita sorte ela não ter se assustado com a Lessa o suficiente para atacar.
Depois do susto jantamos hamburguer com cerveja comprados na lanchonete do acampamento e fomos descansar depois de um dia bem puxado, já que as 04:15 da manhã do dia seguinte sairíamos para nosso primeiro game drive.Read more

Daniel Ressela fantástica (e perigosa) Southern Vine Snake, primeira amizade feita no Kruger.
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- Day 3
- Monday, March 12, 2018 at 5:41 PM
- ☀️ 28 °C
- Altitude: 275 m
South AfricaNwaswitshaka24°59’39” S 31°35’34” E
Safari no Krueger

Acordamos as 3:30 da manhã para o sunrise drive. Chegamos ao local no horário marcado, 4:15 da manhã, mas nosso guia foi chegar só as 5:10, justificando que o guia original teve problemas e ele foi o substituto.
Embarcamos no caminhão em umas 20 pessoas. É um veículo alto, com teto, mas todo aberto nas laterais.
Saímos ainda no escuro, uma lanterna forte de cada lado e a luz do caminhão. Logo ao passar pelo portão vimos nossa primeira girafa, sozinha, comendo as folhas do topo de uma árvore.
Seguimos em frente e o vento gelado nos fez passar frio. Leve blusa mesmo se achar que o clima está bom pois no caminhão o vento vai cortar de frio.
Foram três horas pelas estradas do Kruger, onde vimos elefantes, rinocerontes, hipopótamos, uma hiena atrasada correndo pra casa dormir (foi o que disse o guia...rs), antilopes, mais girafas, tartaruga, porco selvagem (warthog) e dezenas de impalas. Foi um bom primeiro game, apesar de não termos visto nenhum felino.
Nessa época do ano, logo após as chuvas, os arbustos estão bem altos, o que dificulta avistar os animais dentro da savana.
Voltamos e fizemos um café com ingredientes comprados no mercado do acampamento na noite anterior. Tem de tudo lá, inclusive boas cervejas artesanais.
Dormimos até quase uma da tarde e saímos para reservar nosso Night drive e abastecer o carro dentro do acampamento.
Caminhamos pelo acampamento e avistamos um crocodilo no rio Sabie.
Após tomarmos um lanche comprado na loja do acampamento, fomos para o Safari noturno tentar encontrar os animais mais ativos de noite. A ausência de luz e a altura dos arbustos dificultaram muito o trabalho, e o resultado não foi o desejado. Mas encontramos uma coruja gigante (spotted eagle owl), alguns elefantes e rinocerontes, mas nada dos leões e leopardos.
Em certo momento o guia desligou o caminhou e apagamos todas as luzes pra ouvir o som da savana africana. Muito legal.
Amanhã tentaremos de novo por conta própria, pois faremos um self drive.
Para fechar a noite bebemos um vinho sul africano bom e barato (cerca de 15 reais).Read more
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- Day 4
- Tuesday, March 13, 2018 at 2:15 PM
- ☀️ 32 °C
- Altitude: 277 m
South AfricaNwaswitshaka24°59’39” S 31°35’33” E
Self Drive

Acordamos um pouco tarde e tomamos nosso café na cabana.
As 9:15hs saímos para nosso self drive, ou seja, sem guia em nosso carro alugado.
Pegamos a Sabie Road rumo ao Lower Sabie Rest Camp. Logo no início já demos de cara com um Warthog (Pumba) bem agitado, e a Lessa percebeu a presença de um hipopótamo ali pertinho dele, imóvel. Achamos que ou ele estava dormindo ou morrendo, devido ao comportamento do Pumba.
Seguimos caminho e avistamos uma família de elefantes bloqueando a estrada.
Um pouco mais pra frente vemos alguns carros parados e avistamos nosso primeiro Búfalo, que tentou fazer amizade e veio pra cima do carro. Engatamos a ré no desespero e fugimos do bicho! Kkkk depois que ele pareceu mais calmo passamos ao seu lado e seguimos viagem.
Já próximos ao Lower Sabie, quase duas horas de viagem, chegamos a um lago bem grande cheio de vida. Muitos crocodilos e alguns hipopótamos dominavam a água, enquanto na beira do lago diversos animais, incluindo várias espécies de pássaros, se refrescavam.
Ao sairmos de lago, atravessando a rua encontramos um antílope enorme se alimentando. Tiramos mais fotos e entramos no acampamento.
O Lower Sabie tem banheiros bons para uso e um pouco pra dentro chegamos em uma grande loja e um restaurante/café com uma bela vista para o rio Sabie, onde vimos diversos Búfalos na beira do rio.
Saímos em direção a um ponte 1km mais ao sul, onde avistamos um hipopótamo fora da água descendo um barranco com o objetivo de chegar no rio. Foi desajeitado, mas chegou!
Já era hora de voltar ao acampamento e pegamos uma estrada de terra do outro lado do Sabie e, com menos de 1km, o carro pegou algo, ou soltou algo, e o barulho de metal raspando com metal foi forte. Paramos imediatamente. Tentamos sair mas o som permaneceu. O que fazer quando um carro quebra numa estrada de terra pouco movimentada cheia de animais? Inclusive uma família de warthogs estava uns 100m pra frente.
Decidimos virar o carro e voltar com o barulho mesmo até o Lower Sabie e, por sorte, logo após a manobra, o barulho parou. Mesmo assim achamos melhor sair da estrada de terra e voltar para o asfalto, onde teríamos ajuda rapidamente caso o carro quebrasse.
Pegamos a mesma estrada de volta em uma velocidade um pouco maior (50km/h, o limite máximo permitido. Na ida estávamos a 30km/h para tentar achar os bichos).
Nessa volta avistamos uma girafa solitária, diversos macacos, uma família de elefantes se banhando no rio e um milhão de impalas.
Chegamos as 14hs para reservar o sunset drive e estava lotado, nos obrigando a fazer mais um self drive de tarde.
Depois de almoçar no Cattle Baron, restaurante dentro do Skukuza muito bom, partimos para mais um self drive, mas dessa vez vimos no app Latest Sightings que alguém havia visto leopardos em cima de uma árvore perto do acampamento. Fomos direto pra lá e já tinham três carros fotografando, o que nos ajudou a localizar os animais, pois estavam bem escondidos bem no alto de um árvore, perto do clube de golfe, bairro onde os locais moram e parece que criam warthogs como se fossem cachorros.
Na sequência fomos em direção a outra estrada mas não achamos nada novo, apenas os animais de sempre.
Voltamos as 18hs e fizemos compras no mercado que fecha às 19hs. Em seguida fomos comprar comida para levar para a cabana e comer lá bebendo a cerveja comprada no mercado, mas descobrimos que o restaurante que vende para levar fecha as 19hs tb, e acabamos comendo no Cattle Baron de novo, única opção restante. É importante dizer que apesar de ser um restaurante que aparentemente é "fino", a comida é relativamente barata, pois o prato mais famoso da casa sai por menos de 50 reais.
Voltamos para a cabana para fazer as malas, uma vez que no dia seguinte partiríamos cedo para JNB pegar nosso vôo para Cape Town.Read more
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- Day 5
- Wednesday, March 14, 2018 at 4:14 PM
- ⛅ 28 °C
- Altitude: 1,708 m
South AfricaO.R. Tambo International Airport26°8’9” S 28°13’56” E
Viagem para Cape Town

Acordamos 6:15 para arrumar as últimas coisas e sair cedo do Skukuza, pois queríamos aproveitar para fazer nosso último mini self drive, uma vez que ainda faltava ver os leões.
No caminho encontramos girafas, elefantes, zebras, macacos, warthogs (Pumbas), mas não foi dessa vez que vimos os leões. Motivo para voltar, quem sabe na sonhada viagem para a Tanzânia, quando estaremos perto do Serengeti.
A viagem de volta, contando a partir do portão do Krueger, levou 5h20m, onde percorremos 448km.
A saída do Krueger é um pouco lenta, pois passamos por cidades várias vezes, levando umas duas horas pra fazer pouco mais de 100km. Em compensação, os últimos 200km são tranquilos a 120km/h respeitando o limite de velocidade. Diversos carros passaram voando mas encontramos alguns um pouco mais a frente parados pela polícia.
Nos últimos 60km o único posto de gasolina existente no caminho fica dentro do aeroporto, e mesmo assim não vá direto para devolver o carro, desista na última saída e você chegará no posto.
Devolvemos o carro na Budget sem problemas, almoçamos no Steers na praça de alimentação do OR Tambo e fomos para a sala de embarque aguardar nosso vôo da empresa Kulula.
O voo atrasou quase uma hora e chegamos em Cape Town as 20hs. Corremos para a Europcar para pegar o carro e nos deram um polo com a placa caindo. Voltamos ao atendimento e trocaram rapidamente por um Nissan Almera.
O caminho para nosso hotel no bairro de Sea Point levou meia hora e, ao nos aproximarmos do bairro, um forte nevoeiro desceu sob a cidade e não conseguíamos enxergar quase nada. Chegamos no hotel Sea Point Inn e deu um problema na reserva feita via booking.com. Fomos transferidos para o hotel ao lado chamado Amalfi, que, apesar de mais velho, parece mais espaçoso, com um quarto grande com cozinha e uma bela varanda.
Descemos para comer numa hamburgueria ao lado do hotel (Craft Burguer) que nos serviu um ótimo hambúrguer e uma ótima cerveja artesanal. Vale a visita!Read more
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- Day 6
- Thursday, March 15, 2018 at 8:29 AM
- ⛅ 17 °C
- Altitude: 22 m
South AfricaSunset Beach33°55’17” S 18°22’55” E
Cape Town 01

Depois de levarmos algumas roupas para lavar e comprarmos café da manhã no Spar, fomos caminhar no calçadão em sentido ao centro.
Ninguém fica na areia, exceto os moradores de rua, mas muitos se exercitam no calçadão.
Depois de uns 3km de caminhada chegamos ao VA Waterfront, que parece uma cópia do Fishermans Wharf de San Francisco (ou seria o contrario?).
Pensamos em pegar um táxi para a Table Mountain mas devido ao preço pegamos um para o hotel por R100 e usamos nosso carro alugado.
Depois de um caminho bem sinuoso chegamos ao cable car da Table Mountain e estava fechado por causa dos fortes ventos. Como a caminhada é longa e já era tarde, fomos para o Signal Hill ali do lado e apreciamos a vista da Cidade do Cabo lá de cima.
Na volta compramos nossa janta no Spar e bebemos uma garrafa de vinho sul africano na varanda do apartamento.Read more
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- Day 7
- Friday, March 16, 2018 at 7:15 AM
- ⛅ 15 °C
- Altitude: 197 m
South AfricaPenguin Rock34°21’12” S 18°29’22” E
Cape Town 02

Ao acordar verificamos o site do cable car e ainda estava fechado. Precisávamos tomar uma decisão, fazer a trilha para subir ou ir ao Cabo da Boa Esperança, pois não teríamos tempo para os dois passeios.
Decidimos manter o roteiro original e fomos para o cabo.
Leva uma hora e meia para chegar de carro dirigindo por uma montanha, só pra variar, já que Cape é cercada por montanhas.
Lá existem dois locais muito visitados, o Cabo da Boa Esperança é a ponto mais ao sul do sudoeste africano, pois o ponto mais ao sul da África é Cape Agulhas, que divide o oceano Índico e o Atlântico.
Lá (Cabo da Boa Esperança) não tem estrutura, apenas uma placa para fotos e uma trilha que pode sair em Cape Point. Fizemos apenas parte dessa trilha, voltamos e pegamos o carro para visitar Cape Point, que é onde existe uma estrutura boa, com banheiros, lanchonete e restaurante.
É possível ir até o primeiro farol construído para alertar os marinheiros, mas com uma eficácia não muito boa, e até o segundo do farol, esse na ponta do cabo mesmo para minimizar as chances de acidentes.
Na volta fomos para Boulders Beach, onde vc pode nadar com os pinguins em uma praia que faz parte do parque nacional Table Mountain (R75 para entrar).
Além disso, há um caminho sob uma plataforma onde vc passa ao lado da colônia de pinguins.
Voltamos para a cidade e jantamos no VA Waterfront (Oceans Basket) antes de voltar para o hotel.Read more
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- Day 8
- Saturday, March 17, 2018 at 4:15 PM
- ☀️ 21 °C
- Altitude: 16 m
South AfricaKleinbaai34°37’7” S 19°21’3” E
Cape Town to Gansbaai

Acordamos as 7 da manhã e tomamos nosso café no quarto com o que compramos no mercado.
Olhamos o site da Table Mountain e descobrimos que o bondinho estava aberto (milagrosamente o vento parou).
Colocamos tudo na mala, fizemos o check-out e saímos correndo em direção à Table Mountain. Chegando lá a fila para subir era gigantesca! Deixei a Lessa comprando os ingressos e fui estacionar a quase 1km do local.
Depois de 1:45hs subimos e foi possível caminhar pela Table Mountain! O lugar tem vistas incríveis, e me lembrei do Monte Roraima por um momento.
Depois de quase duas horas caminhando pela Table Mountain fomos embora pois ainda precisaríamos dirigir até Gansbaai!
A descida foi tranquila, com apenas 15min de fila.
A viagem até Gansbaai levou duas horas.
Chegamos no nosso hotel e fomos recebidos pela proprietária Anmarie, uma senhora bem solícita que nos ajudou com a reserva do mergulho com os tubarões e nos indicou restaurante para aquela noite. Além disso, a vista da mini casa que ela nos alugou é sensacional. O nome é Pik 'n Wintje, ou algo assim.
Compramos um vinho para tomar na sacada apreciando a vista do mar mas o vento estava muito forte e ficamos bebendo do lado de dentro mesmo.
Ao final da garrafa fomos para o restaurante Great White ali do lado e jantamos um peixe muito bom.
Voltamos cedo pra casa pois o dia seguinte era de muita adrenalina e precisávamos acordar cedo.Read more
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- Day 9
- Sunday, March 18, 2018 at 5:22 PM
- ☀️ 20 °C
- Altitude: 15 m
South AfricaMunro’s Bay34°10’43” S 22°8’16” E
Gansbaai to Mossel Bay

Acordamos as seis e começamos a arrumar as coisas para o check-out. As sete já estávamos na White Shark Diving Company para nosso quase mergulho com tubarões. A gaiola fica amarrada na lateral do barco e entramos sem equipamentos de mergulho, apenas a máscara. Quando o tubarão se aproxima ouvimos os gritos de Down, Down, Down! Seguido por Left, Right or Front.
O catamarã é muito rápido, e chegamos ao ponto de mergulho em 15 minutos. O problema é que fica bem cheio. Contamos sete embarcações no local.
Após meia hora de espera uma raia manta gigante apareceu para cheirar a isca jogada para atrair os tubarões, o que gerou mais ansiedade pelos tubarões. Dez minutos depois essa raia voltou, mas com companhia, uma sombra estava nadando ao lado dela é
e, quando se aproximaram, avistamos nosso primeiro tubarão branco.
Aí começou a agitação, o primeiro grupo de oito pessoas entra na gaiola. Nas embarcações ao nosso redor a cena se repete pois o tubarão passou perto da isca deles também.
O tubarão se aproximou da nossa jaula umas duas vezes durante quase 45 minutos de espera em que os oito ficaram na água gelada.
Hora de trocar o grupo e permanecemos fora da água, para o terceiro grupo.
Aparece mais um tubarão, mas no barco ao lado. Os dois barcos que nos cercavam estavam com um tubarão e nada no nosso.
Quando percebo o movimento de subida das gaiolas dos barcos ao lado eu vou para perto da nossa para entrar. Percebi que tinha ficado literalmente por último.
Os barcos vizinhos começaram a ir embora no momento em que entrei na água, extremamente gelada!
Com a diminuição da quantidade de barcos os tubarões vieram para a nossa isca. Em 15 segundos na água vi o primeiro tubarão branco passar a centímetros de mim. Como fomos um dos últimos barcos a sair três tubarões ficaram nos rodeando. Era difícil até pra pegar ar (não usamos nem snorkel). Toda vez que um tubarão passava e eu subia pra pegar ar ouvia os gritos de DOWN! DOWN! DOWN! e voltava para água para ver mais um tubarão passando. No final o maior deles, chamado de Nemo pela tripulação pois tem uma nadadeira menor que a outra, ficou rodeando a gaiola várias vezes quase tocando a mesma. Não sabíamos se filmávamos, só assistíamos, ou se lembrávamos de deixar braços e pernas dentro da gaiola!
Como o Nemo rodeava a jaula dava um certo desconforto pois era difícil virar para ver o que estava acontecendo atrás da gente, mas ele sempre ficou bem tranquilo e não demonstrou nenhum sinal de agressividade.
Hora de sair da água, tremendo de frio. A empresa fornece uma toalha salvadora e quando chegamos em terra tem um chuveiro para tomarmos uma ducha e seguirmos viagem.
Antes disso foi servida uma lasanha para o grupo, que era razoável.
Vídeo de dentro da gaiola: https://youtu.be/lLsq00l2VgQ
Resumindo, o passeio foi muito bom porque demos sorte de ver os animais, principalmente no final, quando eles se concentraram ao redor do nosso barco. No dia anterior nenhum tubarão branco chegou perto das embarcações, o que deve ser um pouco frustante, apesar de você ver outros animais no mar, inclusive outras espécies de tubarões.
Hora de pegar a estrada, mais três horas dirigindo até chegar em Mossel Bay, onde nos hospedamos no Santos Express, um trem parado a beira mar com as cabines transformadas em quartos, todos com vista fantástica do mar. Localização (com a vista) e preço (100 reais a diária) são as vantagens, mas falta espaço para as coisas e o banheiro é compartilhado no início de cada vagão.
Jantamos no restaurante do próprio hotel e fomos dormir ao som das ondas quebrando bem do nosso lado.Read more
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- Day 10
- Monday, March 19, 2018 at 9:31 PM
- ⛅ 19 °C
- Altitude: 20 m
South AfricaTouwsrivier33°59’17” S 22°36’29” E
Mossel Bay - Wilderness - Plett

Acordamos na nossa cabine e tomamos um café bem simples incluso na diária.
Desistimos de ir para as Cango Caves pois é muito longe e pegamos a Garden Route sentido Plettemberg Bay, nosso destino do dia.
Quando chegamos em Wilderness resolvemos ir até a entrada do parque nacional, e descobrimos a existência de uma trilha de 3,6km que chega numa cachoeira bem legal.
Resolvemos encarar a caminhada que, considerando a volta, daria quase 8km.
A trilha foi tranquila apesar das subidas e descidas constantes. No caminho encontramos muitos pássaros e insetos. A cachoeira é bonita, mas as nossas são bem melhores.
Depois da trilha pegamos o carro e fomos para Plettemberg Bay.
Descemos a rua do hotel para chegar na praia, que lembra muito as brasileiras pela quantidade de areia e pela extensão, uma praia bem grande.
Voltamos e a cidade já estava bem parada, já que o comércio de Plettemberg Bay, numa segunda feira, fecha às 17:00hs.
Subimos para tomar um banho e descemos para jantar no Med Bistro, restaurante do nosso hotel (Bayview Hotel). Foi a refeição mais cara da viagem até o momento mas valeu a pena, pois ainda é barato quando comparamos com o Brasil.
Agora vamos dormir porque amanhã tem o Bungy Jump na Bloukrams Bridge, o maior bung jump de ponte do mundo.Read more
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- Day 11
- Tuesday, March 20, 2018 at 9:16 AM
- Altitude: 22 m
South AfricaVarkrivier33°58’1” S 23°38’42” E
Bloukrans Bridge Bungy Jump

Nosso café da manhã foi no Clare's Cafe na rua principal de Plettemberg Bay.
Depois de uma última caminhada pela cidade fizemos o check-out as 10:00hs e partimos em direção a nossa aventura na Bloukrans Bridge, com saltos agendados para o meio dia.
Chegamos lá às 11:00hs conforme solicitado, e encontramos com um casal de brasileiros que havíamos conhecido no Cabo da Boa Esperança, Daniela e Leandro, com salto agendado no mesmo horário que a gente, muita coincidência.
Depois de assistir alguns pulos e aumentar o nervosismo, fomos vestir o equipamento e receber instruções básicas do tipo "fique tranquilo, é 100% seguro!"
Com todo o grupo reunido é hora de caminhar até o meio da ponte para o salto. O percurso, debaixo da ponte, é feito sob uma plataforma em que o chão é de arame, então você consegue ver tudo lá embaixo. A altura é absurda!
Chegando na ponte uma música eletrônica toca em volume alto e o grupo anterior ainda está finalizando os saltos. Pessoas felizes, dançando, e algumas enroladas em cobertores pois o vento é forte lá e faz muito frio.
Rapidamente chega a vez do nosso grupo entrar e começam os saltos, que são muito rápidos. Deve levar menos de cinco minutos entre um salto e outro (talvez menos de três minutos).
Fui chamado para saltar e o nervosismo lá em cima. Fico pulando no ritmo da música para tentar relaxar.
O instrutor se aproxima, me manda sentar, passa um objeto acolchoado em cada canela e depois amarra os dois juntos com uma fita presa a corda principal. Em seguida prende o cabo de segurança próximo ao meu peito no equipamento colocado antes de irmos para a ponte. Pronto, hora de saltar. Ao chegar na beirada eu olho pra baixo e aviso: "You're gonna have to push me man! I'm not jumping by myself!", o que não foi um problema... "Three! Two! One! Jump!" e o empurrão veio. O rio, que estava tão longe, foi se aproximando rapidamente e começo a desacelerar com a tranco da corda, que é bem leve. Subo e desço alguns vezes e quando olho pra cima já tem um funcionário descendo na cadeirinha para me puxar. Subimos em um minuto e já estou de volta na ponte com a adrenalina lá em cima.
Quando procuro a Lessa vejo que já é a próxima a pular e está se arrumando. Corro para pegar a câmera, bater umas fotos dela e desejar boa sorte.
Ela nem precisou de empurrão, pois ao final da contagem ela deu o salto na boa e foi em direção ao rio. Subiu logo depois ainda tremendo com a adrenalina.
Missão cumprida!
Ao final de todos os saltos do grupo voltamos e fomos à loja comprar os videos, enviados por e-mail por 400 Rands. Pagamos mais 100 Rands pra levar num pen drive também, só pra garantir que esse momento ficará bem registrado.
Para conferir os vídeos basta acessar os links abaixo:
https://youtu.be/sSHg-MUJ--o
https://youtu.be/2BIH_iPFNzw
Saímos de lá e fomos para o Storms River Mouth Rest Camp, onde passaremos as próximas duas noites.
Pagamos as taxas para entrar no parque no check in e fomos para nossa Forest Hut, com banheiro, frigobar, microondas e torradeira, uma excelente estrutura.
Almoçamos no Cattle Baron, um prato para dois com vários tipos de carne. Compramos alguns mantimentos para levar para a cabana e saímos para conhecer o acampamento aproveitando o resto da luz do dia.
A estrutura aqui parece muito boa. Muitos acampados em barracas e muitos em trailers. Cada espaço de acampamento conta com tomada, torneira, lixo e churrasqueira. Além disso o espaço comum oferece excelente banheiro, cozinha e até lavanderia.
Após o reconhecimento do terreno voltamos para a cabana para tomar um banho, um vinho e dormir cedo para as trilhas de amanhã, que podem até ser debaixo de chuva de acordo com a previsão do tempo.Read more
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- Day 12
- Wednesday, March 21, 2018 at 3:16 PM
- ☀️ 28 °C
- Altitude: 23 m
South AfricaGoudgate34°1’16” S 23°52’59” E
Storms River Mouth Rest Camp

Acordamos cedo e fizemos nosso café na cabana. Em seguida saímos para a trilha da ponte suspensa, cartão postal do parque. Como chegamos bem cedo estava vazio, então pudemos tirar varias fotos sem nenhum outro turista. É uma trilha curta, de 1 km, mas na sequência temos uma trilha para o lookout, que é um ponto com uma bela vista, mas a trilha sobe a montanha inteira até chegarmos num deck de observação. No momento em que chegamos lá estava chovendo muito e nem deu para aproveitar direito.
Voltamos devagar procurando as cobras famosas do parque mas não achamos nada.
Terminamos a trilha e reservamos o passeio Kayak & Lilo.
Entramos num caiaque duplo e partimos em mar aberto até chegar no Storms River, onde fica bem mais tranquilo o passeio. Entramos no cânion e o guia vai explicando sobre as rochas, os animais e a história toda do lugar, incluindo a existência de sete espécies de tubarões, que utilizam o rio como berçário (não vimos nenhum).
Em certo ponto atracamos os caiaques e caminhamos por pedras escorregadias até outra parte do rio, bem mais tranquila já sem contato com o oceano, então é pura água doce.
Lá iniciamos o passeio de Lilo, que são colchões infláveis onde deitamos ou sentamos e vamos remando pelo rio. Ao atingirmos mais algumas pedras que impedem a nossa passagem os guias fazem algumas brincadeiras, como ficar em pé no Lilo e correr sobre vários Lilos enfileirados.
Para fechar o passeio subimos em algumas pedras e pulamos de 6 metros de altura pra dentro do rio.
Na volta pegamos uma forte chuva e o mar agitado, com o caiaque subindo marolas bem grandes. Bem nesse momento um dos caiaques começou a afundar por excesso de peso e teve que ser rebocado pelo guia, mas no meio do percurso os turistas acabaram caindo na água e ficaram desesperados devido à história dos tubarões. Outro guia correu para auxiliá-los e cada turista voltou com um dos guias.
Voltamos para a cabana para tomar um banho quente porque a água gelada do rio e a chuva não perdoaram!
Almoçamos hambúrgueres no Cattle Baron e a chuva apertou, cancelando nossa trilha da tarde.
Paramos o carro de frente para o mar para observar as ondas e procurar animais como baleias ou golfinhos. Em pouco tempo a Lessa viu dois golfinhos passando bem perto da costa, mas nada de baleias, pois a maioria só chega por aqui em Julho.
Descansamos um pouco e dormimos, perdendo o horário do restaurante. Então jantamos pão com queijo, o que tinha na geladeira, acompanhado de um vinho pinotage.Read more
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- Day 13
- Thursday, March 22, 2018 at 3:27 PM
- ⛅ 21 °C
- Altitude: 67 m
South AfricaPort Elizabeth Airport33°59’37” S 25°37’6” E
Storms - Port Elizabeth - JNB

Acordamos cedo, tomamos nosso café na cabana e terminamos de arrumar as coisas para o check out.
Depois de carregar o carro fomos deixar a chave na portaria e voltamos para o parque sem ter a cabana. Como o dia anterior foi chuvoso, não conseguimos fazer a waterfall trail, então fomos nessa manhã com bastante sol.
A trilha é bem demarcada então não tem como se perder. A parte dentro da floresta é fácil, mas estávamos sempre receosos de pisar em uma cobra (ou só encontrar com uma). Existem 27 espécies de cobra no Storms River, mas, de acordo com o guia impresso que pegamos na recepção, podemos ficar tranquilos pois só 4 espécies conseguem matar um ser humano! Rs
A parte mais beira mar da trilha é cheia de pedras mas é tranquilo se tomarmos cuidado com as pedras soltas.
Depois de uma hora de trilha chegamos em uma caverna gigante, e meia hora depois já vimos a cachoeira. É um local fantástico com uma cachoeira a sua frente e as ondas do mar quebrando na pedras atrás de você.
A volta é sempre mais rápida e fizemos em 1h10m.
Tomamos um banho nas instalações coletivas do parque, onde tudo é muito bem conservado e limpo. A estrutura desse parque é absurda.
Já limpos, pegamos a estrada por mais duas horas até devolver o carro em Port Elizabeth. Foram mais de 2 mil quilometros percorridos contando a viagem toda.
As estradas são muito boas e nos casos onde temos uma única pista o carro mais lento entra um pouco no acostamento para permitir a ultrapassagem com segurança. Toda a Road Trip foi muito tranquila.
Chegamos no aeroporto de JNB com um voo da empresa Mango, onde cobram até a água, e fomos procurar o local dos traslados dos hotéis.
Nosso hotel Premier OR Tambo cumpriu o horário previsto e o Shuttle foi pontual.
Chegamos no hotel às 21:30 e descemos para o jantar, pois o restaurante fecharia as 22:00hs. O serviço foi tão ruim que parecia que já estava fechado. A comida é boa, mas a faca para cortar carne não funcionava. O restaurante foi o único ponto negativo em nossa estadia.
Hora de dormir para voltarmos para casa amanhã.Read more
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- Day 14
- Friday, March 23, 2018 at 9:02 AM
- ☀️ 23 °C
- Altitude: 1,071 m
BrazilBrasilia International Airport15°52’12” S 47°55’18” W
JNB - GRU - BSB

Arrumamos as mochilas e pegamos o Shuttle para o aeroporto as 9:00hs.
Tudo certo no check in e lá vamos nós para um voo de 10h30m com a latam. Nunca tinha feito viagem internacional com eles e a qualidade do serviço e muito boa, principalmente as refeições, que foram as melhores que já comi em viagens de avião.
Chegamos em Guarulhos e encontramos nossa amiga Cláudia partindo para uma aventura na Índia! Conversamos por 20 minutos e corremos para nossa conexão para Brasília, onde chegamos as 23:00hs encerrando mais uma viagem sensacional.Read more