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Jazz em França

O ano passado gostámos tanto do Jazz em França que este ano repetimos. Começamos em junho pelo festival em Fontainebleu e depois logo se vê, talvez voltemos a Marciac. Pelo meio ainda damos um salto a Paris e fugimos da onda de calor… Leggi altro
  • Inizio del viaggio
    19 giugno 2026

    Torrão - Béjar - St.Lon-les-Mines

    20–22 giu, Francia ⋅ ☁️ 30 °C

    Desta vez a viagem começou no Torrão, bem cedinho para fugir ao calor. Passámos por Avis (para acabar o trabalho da viagem anterior), fizemos uma paragem ‘técnica’ para dormir uma curta sesta perto de Elvas e depois apanhámos as estradas boas de Espanha e a brandura da noite e fomos dormir a Béjar, já perto de Salamanca.
    O segundo dia foi sempre a calcorrear estradas, aproveitando o dia mais fresco e nublado (até apanhámos chuva, o que nos soube lindamente!)
    Atravessámos o que faltava de Espanha, parando para abastecer e reabastecer e, pouco depois de passarmos a fronteira para França parámos num pequeno povoado e fizemos o nosso jantar ao ar livre, junto a um parque infantil que o Boni adorou, ao som de uma trovoada seca que ameaçava mas não trazia chuva…
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  • De Clérac a Grez-sur-Loing

    21–22 giu, Francia ⋅ ☀️ 39 °C

    Tem estado mais calor em França do que em Portugal… por aqui, os termómetros já marcam os 30°C quando (antes das 9h) nos fazemos à estrada. Conduzimos até perto da hora de almoço mas a temperatura já ronda os 40°C por isso resolvemos parar num parque de auto-caravanas que fica mesmo ao lado de um pequeno lago que infelizmente, não permite ir a banhos… talvez por isso tivemos o espaço todo só para nós e deu para ficar o tempo todo à sombra e fomos tomando uns duches na mangueira exterior da Cali para refrescar até chegar o final da tarde. Já mais fresquinho conduzimos até um pouco mais a norte e fomos dormir a Val d’Issoire.
    Hoje arrancámos dispostos a enfrentar novo dia infernal de calor. O que não impediu a visita a uma pequena queijaria familiar onde comprámos uns ‘chèvres de berry’. Passámos junto a um dos castelos do Loire e em algumas localidades muito pitorescas e ‘muito francesas’. E como apanhámos vários troços de excelentes estadas nacionais e auto-estradas, conseguimos galgar o caminho que faltava até ao nosso destino, o parque onde vamos ficar até domingo. Tempo ainda para ‘borregar’ na relva à frente da Cali (que conseguimos encaixar debaixo de umas árvores altas que nos vão dar boa sombra) e para o Cédric ir até ao rio conhecer as redondezas. A Patrícia ficou a ler e a fazer companhia ao Boni ;)
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  • Jazz em Fontainebleu

    23–25 giu, Francia ⋅ ☀️ 34 °C

    Gostamos muito deste parque, de árvores enormes e sombras amplas que nos abrigam nestes dias de tanto calor - os termómetros não baixam e as temperaturas mantêm-se entre os 25°C de mínima e os 39°-40°C de máxima… o problema é que às 10h da manhã já estão 30°-32°C e à noite é igual até perto da meia-noite 🥵
    O Boni tem aguentado bem (ou não fosse um verdadeiro gato do Alentejo) e só quer é passear de trela e conhecer paragens cada vez mais distantes da Cali. Entretanto mudámos de spot e viemos para um espaço onde temos ainda mais sombra :)
    O Cédric até já foi a banhos aqui no ribeiro da aldeia (a Patrícia não porque é muito esquisitinha com essas coisas) mas tomamos vários duches frios por dia e andamos quase sempre em fato-de-banho que seca no corpo.
    A cidade de Fontainebleu é bem maior do que pensámos (mas nem apetece conhecer porque implica andar a pé e ao sol) e tudo gira à volta da história do castelo do século XII mais tarde convertido no magnífico palácio e nos jardins que hoje acolhem o festival Django Reinhardt.
    E ontem foi o primeiro dia de música - achámos um pouco mal organizado por comparação com o festival de Marciac onde estivemos o ano passado (se calhar ainda repetimos este ano) mas foi largamente compensado pelos concertos que foram brutais… hoje o cartaz promete ser ainda melhor e no sábado e domingo é de arromba.
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  • Django Reinhardt Festival

    25–28 giu, Francia ⋅ ☁️ 38 °C

    O festival passou a correr. Foram 3 dias de música excecional e muita descontração. Tivemos um azar enorme porque no sábado cancelaram os espetáculos devido à aproximação de uma forte tempestade - vão reembolsar, claro, mas foi logo em cheio no dia do Roberto Fonseca e do Trio Rosenberg 😩. Na verdade, todos os dias houve pelo menos um concerto memorável por isso o cancelamento faria sempre mossa…
    Houve uma situação caricata: o Cédric nunca tinha visto a planta da cannabis por isso espantou-se quando, no regresso ao ‘nosso’ parque, quase dentro da localidade Grez-sur-Loing, passámos junto a uma grande plantação… que, por ter sobrevivido sem ‘saques’ da malta dos banhos no rio, deve ser erva daquela sem propriedades medicinais. 😂
    O Boni nestes dias esteve sempre bem disposto e não pareceu sofrer com o calor (acho que nós aguentámos pior); só ficava incomodado quando se acabava o tempo de ‘recreio’ e tinha que voltar à Cali. Junto ao rio estava tanta gente que alguns invadiram uma pequena courela e arriscaram partilhar o espaço com 2 vacas em pontas…
    Mas afinal no sábado não choveu para os lados do parque onde estamos (a 12 km da cidade de Fontainebleu onde decorre o festival) e a temperatura hoje já esteve bem mais amena, não ultrapassando os 25°C de máxima e sentindo-se uma brisa fresca. Ao fim do dia o céu ficou muito escuro e houve mais trovoadas secas mas não passou disso.
    Gostámos tanto deste parque que vamos ficar mais uns dias… o Boni até fez um amiguinho!
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  • Paris - dia 1

    29 giugno, Francia ⋅ ☀️ 28 °C

    Hoje arrancámos direitos a Paris: o trajecto demora perto de 2h desde o parque onde estamos (que fica a cerca 80 km) foi um misto de percursos a pé, de autocarro, de comboio e de metro
    tínhamos comprado bilhetes para uma daquelas exposições extraordinárias e, por isso, a nossa primeira paragem foi a Foundation Louis Vuitton que por estes dias exibe a obra de um dos maiores escultores do séc. XX - Alexander Calder.
    Depois caminhámos até alguns dos marcos da cidade, atravessámos o Bois de Bologne para comprar um pão especial a caminho do Trocadero, onde se tem a melhor vista da Torre Eiffel, depois percorremos os Campos-de-Março e fomos até Les Invalides - com a exorbitante cúpula que encima o túmulo de Napoleão Bonaparte - e resolvemos terminar o passeio sobre o Sena, na Ponte Alexandre III.
    Assim começou a aventura do regresso: apanhámos o metro até à Gare de León onde descobrimos que houve um incidente que interrompeu a circulação dos comboios na ‘nossa’ linha; a alternativa foi apanhar um comboio que faz um percurso diferente (e que demora mais meia-hora)… mas, claro, que o que nós fizemos todas as outras pessoas tiveram que fazer também, o que resultou em comboios a abarrotar como os da linha de Sintra e tráfego automóvel intenso, o que levou a grandes atrasos na circulação dos autocarros, com gritaria (na verdade, quase pancadaria) para se conseguir entrar em algum… bom, três autocarros mais tarde lá apanhámos um, sem confusões. O Boni estava um pouco impaciente mas nada que muitos mimos e um bom passeio não resolvessem!
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  • Paris - dia 2

    30 giu–2 lug, Francia ⋅ ☁️ 28 °C

    Saímos do parque onde estávamos (apesar de ser fabuloso) porque um grupo de holandeses em 6 tendas resolveu não deixar ninguém dormir… viemos conhecer um outro, não muito longe, que serve bem como alternativa caso voltemos para ver de novo o festival ou re-visitar Paris. Conseguimos um lugar debaixo de uma árvore (assim o Boni não vai ter muito calor porque a Cali vai estar sempre à sombra… apesar das temperaturas por agora não ultrapassem os 25°C). e ainda por cima fomos recebidos com um céu amoroso, em tons de cor-de-rosa, e um por-de-sol fabuloso!
    De manhã arrancámos para Paris (neste parque estamos a cerca de 60 km) porque já tínhamos bilhetes com ‘hora marcada’ para ver a exposição de Matisse no Grand Palais - o edifício é lindíssimo mas é incrível ver ao vivo as obras que se conhecem só nos livros…. como a ‘blusa romena’ que dá o título e a capa ao livro do Mega Ferreira ou os desenhos de ‘Florilége des Amours’ que foi o título da minha 1a. individual (devidamente assinalada numa tatuagem) 🤗
    Depois fomos namorando e descendo os Champs Élysées, passando na Place de la Concorde, pelos Jardins das Tulherias, pelo (exterior do) Museu do Louvre e até à renovada Notre Dame onde fizemos questão de esperar numa fila interminável para entrar.
    Pelo caminho parámos num dos ‘paraísos’ de qualquer artista: uma loja centenária de materiais de Belas-Artes.
    Apesar de hoje só termos caminhado 11km, decidimos regressar ao parque e jantar cedo - temos sol até às 10 da noite - passear o Boni e deixar tudo preparado para seguir viagem amanhã… vimos a meteorologia que o calor vai voltar a apertar, por isso vamos procurar lugares mais frescos.
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  • Simples - Cepoy - Barbizon

    2–3 lug, Francia ⋅ ☁️ 23 °C

    Fomos primeiro conhecer uma pequena capela do século XII - Saint Blaise des Simples - que, quando foi recuperada nos final dos anos ‘50, ficou famosa pelos frescos pintados por Jean Cocteau, com desenhos de ervas medicinais e aromáticas (que
    podemos encontrar no jardim botânico no exterior).
    A seguir visitámos uma padaria artesanal que já conhecíamos do ano passado, negócio familiar (curiosamente de uma portuguesa) que funciona num antigo moinho movido com a água do ribeiro que corre por baixo do edifício - tudo recuperado com a ajuda dos aldeões que acolheram a recuperação do antigo moinho… ah e o pão é maravilhoso!
    Fomos depois até Barbizon, a pequena vila das artes (até o brasão de armas tem uma paleta e pincéis!) que ficou conhecida por ser um dos locais de eleição dos pintores que abriram caminho ao impressionismo quando saíram dos seus ateliers em Paris para ali passarem largas temporadas a trabalhar ao ar livre (o que só foi possível depois de se inventarem os tubos de tintas e outras modernices que lhes deram mobilidade)… mas não gostámos muito porque, apesar da vila estar bem preservada, é tudo um pouco turístico e os ateliers abertos atualmente são alugados por artistas que estão ali para vender e não para trabalhar. Ainda assim, como arranjámos um lugar ótimo e com muita sombra para parquear a Cali, resolvemos ficar por ali, pôr o trabalho em dia e e pernoitar.
    Mas está na hora de mudar de rota: sabemos que nova onda de calor está a vir para França e que a maior parte do território vai voltar aos 40°C por isso hoje já começámos a ir para noroeste, decididos a ir até à Normandia ou Bretanha que vão ter temperaturas mais amenas. Para já, hoje ficamos um pouco a oeste de Chartres.
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  • Rennes

    4 luglio, Francia ⋅ ☀️ 30 °C

    Fomos visitar Rennes, capital da Bretanha, que é uma cidade bastante cosmopolita e já com alguma dimensão, muito movimento, universidades, comércio, etc.
    A arquitetura é uma mistura do antigo enxaimel medieval, paredes meias com o betão e o vidro moderno e contemporâneo. Aliás, a imponente catedral da cidade é, ela própria, uma grande salganhada de reconstruções em diversos estilos. No passeio que fizemos ainda vimos outras igrejas muito góticas, igualmente interessantes. E é bonito de se ver uma exposição de trabalhos de estudantes das belas-artes junto às peças de arte sacra, despudoradas, sem ter dado nenhum chilique a ‘quem manda’.
    Gostámos de ver tanta gente a andar em duas rodas e ainda mais de ver os ‘contadores’ de bicicletas nas ciclovias. Resolvemos jantar pela cidade e escolhemos um restaurante familiar libanês, de comida muito verdadeira que nos recebeu e serviu como realeza.
    Tínhamos deixado a Cali a 7km do centro de Rennes e para lá voltámos (de autocarro) a tempo de passear o Boni um pouco mais pelo bonito parque - perto de nós estava um grupo de gatos selvagens que ele já tinha conhecido de manhã… mas ele não gosta particularmente de socializar ;)
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  • Bécherel - Dinan

    5 luglio, Francia ⋅ ☀️ 26 °C

    Hoje começamos por visitar uma pequena localidade chamada Bécherel que além de muito bonita é conhecida por ter alfarrabistas porta sim, porta sim. E, como se não bastasse, hoje era dia de feira-do-livro em segunda mão… claro que não resistimos e fizemos umas comprinhas geniais (os livros de arte têm poucos textos e lêem-se bem em francês).
    Seguimos depois para Dinan que é uma preciosidade: a cidade é toda ela rodeada pelas muralhas do castelo do séc. XIV e tem a mais bonita rua medieval da França - a Rue du Jerzual - entre muitas outras igualmente espetaculares. A cidade desce até um porto de rio muito aprazível que é também a zona com mais turistas mas nas lojas ainda é possível ouvir o (incompreensível e quase extinto) dialeto bretão, conforme demonstrou o dono de um comércio com quem estivemos a conversar.
    Dinan tem imensas galerias e ateliers de artistas mas, tal como em Barbizon, o foco aqui é vender, não é criar. Ainda assim, num colégio municipal - que durante as férias dos miúdos se transforma em centro cultural (grande lição!) - conhecemos uma jovem pintora local, com uma obra interessante, que nos falou do seu trabalho e com quem até trocámos contatos - como lhe dissemos que há uns dias atrás tínhamos ido a um festival de jazz, ela recomendou que na próxima terça-feira fossemos até uma localidade aqui próxima assistir a concertos gratuitos que costumam ser muito bons… portanto parece que já temos planos para os próximos dias ;)
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  • Cancale - Courtuais - Dahouêt

    6–8 lug, Francia ⋅ ☀️ 28 °C

    Fomos passeando sempre junto à costa, onde o calor não ultrapassa os 27° C, e seguimos até à pequena localidade de Cancale que é famosa pelos viveiros e por ter um ‘mercado de ostras’ que se comem no pontão com vista para o Monte Saint Michel. E depois as cascas deitam-se fora para as aves marinhas também petiscarem e partirem as conchas que se vão tornando em areia. É pitoresco e um pouco turístico mas as ostras estavam ótimas e a vista é lindíssima.
    Seguimos até uma zona de praias onde o difícil é escolher para qual ir… pedimos ajuda a uns locais com quem metemos conversa e que nos recomendaram Courtuais que é, de facto, uma praia muito bonita, com as dunas cobertas de vegetação e trilhos bem identificados até lá chegar. Surpreendente é não haver lixo pelo chão, nem carros por próximo (que ficam nos parques a 1,5 km (conseguimos arranjar uma sombra miraculosa para a Cali por isso o Boni ficou fresquinho), nem restaurantes na praia, nem ninguém com música alto e a praia, maravilhosa, sem magotes de gente… é outro mundo. A temperatura estava ótima porque o sol não queimava a pele e a água, apesar de custar um pouquinho a entrar, deu para fazer vários banhos refrescantes.
    Seguimos viagem passando por Pléneuf-Val-André que tem uma praia com um areal enorme a que mais logo voltaremos: a tal pintora que conhecemos há uns dias em Dinan recomendou-nos a festa local com concertos de jazz gratuitos.
    Para já seguimos até à pequena vila de Dahouêt onde estacionámos junto às docas - nesta zona da Bretanha há uma particularidade engraçada que já tínhamos visto no pontão das ostras, depois na praia e agora aqui… na maré-baixa o mar recua tanto que até faz impressão (toda esta bacia deve ter muito pouca profundidade).
    Jantámos cedo e fomos a pé até à localidade vizinha onde, no jardim público, assistimos a um concerto de piano muito original e bem disposto, de ragtime, swing e boogie, tocado a 4 mãos. Quando acabou já eram 23h e o sol despedia-se em tons maravilhosos sobre o enorme areal da praia que ainda tinha gente dentro de água.
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  • As praias de Crozon Cléder

    9–11 lug, Francia ⋅ ☁️ 24 °C

    No porto onde parqueámos e dormimos havia, um pouco mais à frente, uma pequena banca de venda de peixe… o Cédric foi até lá e, como é fluente em francês, descobriu que a senhora da venda é mulher de um pescador e ela explicou que nunca sabe o que vai ter porque depende da faina; para já tinha 2 lagostas, umas quantas santolas, 2 peixes parecidos com rodovalhos e uns quantos peixes chamados ‘saint-pierre’ que nos recomendou e que, mais tarde, foram o nosso almoço. Deliciosos!
    Seguimos viagem, sempre em direção a oeste, e ao passar em Hillion vimos um minúsculo mercado de produtores locais - estacionámos a Cali e fomos comprar tomate (daquele coração-de-boi, carnudos, sumarentos e quase doces, que têm o sabor de quando éramos mais novos), manjericão e alface.
    Retomámos caminho até uma localidade chamada Saint-Thégonnet que, no meio do nada, tem uma padaria de pão-bio de onde trouxemos um de sarraceno e outro de trigo… ah, e o bolo tradicional da região que tem um recheio de ameixas.
    Rumámos a sul, em direção à península de Crozon, a sul de Brest, que é conhecida por ter praias muito bonitas mas, além de ser uma zona muito turística, fazia bastante mais calor do que a norte… e também não achámos que a zona fosse particularmente deslumbrante (ainda bem que nem todos gostamos das mesmas coisas!), por isso, voltámos para a costa a norte.
    Desta vez, escolhemos a zona de Cléder, conhecida pela fantástica praia des Amiets e pelas outras ao lado, mais pequenas mas todas de águas límpidas azul turquesa, povoadas por inúmeras rochas (que a Patrícia adora fotografar). Também aqui é impressionante o recuo das águas na maré baixa que prolonga largamente o areal deixando para trás imensas poças de água, os barcos a e as bóias marítimas a seco, e expõe o fundo do mar e as rochas que ficam submersas na maré-cheia. As praias têm gente mas não são as multidões que vemos no litoral português, não há prédios lá atrás nem restaurantes a cada 100 metros… dá para ouvir cada onda a desenrolar-se na areia e há tanto espaço (mesmo nas praias mais pequenas) que se consegue ter privacidade :)
    Resolvemos ficar uns dias. Por aqui a temperatura máxima ronda os 28°C com uma brisa fresca de norte, o que dá para fazer uns ótimos dias de praia e longas caminhadas pelo areal.
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  • As festas em Rosko e Plouescat

    12 luglio, Francia ⋅ 🌬 26 °C

    Começámos por visitar Roscoff ou, no dialeto bretão: Rosko. A parte antiga da cidade ainda tem muitos edifícios do século XVI, cheios de pormenores fascinantes esculpidos no granito (dragões, barcos com velas, relógios de sol) e a igreja mantém as antigas traves de madeira pintada. Fomos a uma padaria artesanal, claro, mas também a uma loja de doces a que dificilmente conseguimos resistir.
    Seguimos para Saint-Pol-de-Leon, que fica a curta distância, visitámos a catedral e ficámos maravilhados! Da arquitetura gótica, com as torres gémeas, passando pelas pinturas, a estatuária, o imponente órgão, os belíssimos vitrais, as curiosas caixas de crânios (antiga tradição local)… enfim, o conjunto é notável.
    Visitámos ainda uma pequena igreja gótica, que dista uns 100 metros da catedral, atualmente dedicada aos animais que estimamos… e, como o tecto original deve ter ruído, na reconstrução pintaram-no de azul céu com representações de vários bichinhos.
    Dali fomos até ao terreiro onde se fazia a festa dedicada a um produto regional a que em Portugal ligamos pouco: a alcachofra! Numa das barraquinhas aprendemos a arranjá-las e a cozinhá-las, noutra faziam-se cestos e no palco uma banda tocava música tradicional bretã com as estridentes bombardas e as gaitas de fole.
    Resolvemos passar ainda por outra festa, em Plouescat, não muito longe dali, onde se revivem antigas tradições e trajes e os ancestrais jogos populares - ainda nos divertimos com o puxar da corda, o arremesso do fardo, uma espécie de halterofilismo com ferros pesadíssimos e um campeonato de petanca e várias variantes. Estivemos quase para nos juntarmos na dança tradicional (mas não sabíamos os passos) ao som da estridente música bretã - ah, ia jurar que Urdezo se inspirou num dos tocadores de gaita-de-foles para criar um personagem do Asterix entre os Bretões ;))
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  • Ploumanac’h e Perros-Guirec

    13 luglio, Francia ⋅ ⛅ 23 °C

    Quando acordámos estava a chover e o dia amanheceu invernoso. Mas claro que isso não nos ia impedir de fazer a pequena caminhada que tínhamos planeado para hoje.
    Pouco depois de nos fazermos à estrada aparece no painel do carro um daqueles sinais que temos que ir procurar no manual, que depois nos esclarece (pouco) que é qualquer coisa a ver com a leitura das emissões da Cali, que pode ou não ser grave, e a recomendação de passarmos numa oficina da marca… assim fizemos, o que transtornou um pouco os planos e horários para hoje.
    Mas afinal o concessionário disse que não é nada com que tenhamos que nos preocupar e seguimos viagem até Ploumanac’h, uma pequena localidade costeira conhecida pelos penhascos rochosos de granito rosa! O tempo ajudou e o dia acabou por ficar solarengo (e o indicador das emissões da Cali desapareceu).
    Começámos a caminhada num parque de esculturas e fomos andando até ao farol - é um passeio lindíssimo, entre o mar de um azul incrível, a vegetação verde salpicada de urze violeta e flores de outras cores e as belíssimas rochas modeladas pela erosão de ventos e águas - divertimo-nos imenso como bem se vê pelas fotos!
    De volta à Cali, passeámos o Boni por um bocado e depois seguimos até Perros-Guerrec, a cidade principal desta zona com uma costa de 13km que tem um arquipélago de 7 ilhas.
    O entardecer trouxe de volta as nuvens e, como nem demos pelo passar do tempo, já era tarde quando regressámos à Cali - tempo para rumar a Tréguier que amanhã queremos conhecer, assim como algumas localidades ali à volta.
    Mas isso é amanhã.
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  • Tréguier - Pontrieux - Ploëzal

    14 luglio, Francia ⋅ ☁️ 25 °C

    Ontem quando chegámos a Tréguier ainda demos um giro na cidade para ver se havia festa (porque era véspera do dia nacional) mas nada... no entanto, deu para ver que a cidade era muito bonita. Hoje de manhã estivemos à conversa com a vizinha da camper ao nosso lado - uma adorável senhora alemã de 84 anos a viajar sozinha com 2 cães que salvou de abrigos - e depois voltámos à cidade para percorrer as velhas ruas e visitar a catedral. Com a luz do dia, ainda gostámos mais. Perto da catedral há um anel tamanho gigante: não sabemos se a Joana Vasconcelos andou por aqui mas sabemos que vamos renovar votos e voltar a ‘casar’ algures na Bretanha…
    Regressámos à Cali e fomos até Pontrieux, que dista pouco mais de 15 km, e tem um centro histórico lindíssimo, com as casas e as lojas habitadas e em pleno uso, e o rio que serpenteia entre elas com margens repletas de canteiros floridos e chorões (fez-nos lembrar Rio de Onor em Portugal… mas esta tem uma zona ribeirinha maior e o centro da vila cheio de casas de enxaimel). Estava a saber tão bem que resolvemos ficar um pouco mais. Parqueamos a Cali numa das curvas do rio; o Boni adorou cheirar todos os passeios e canteiros ali à volta e nós aproveitámos e fizemos um almoço light.
    Na verdade procurávamos a festa: hoje é o dia nacional e, apesar de sabermos que a quase totalidade dos fogos-de-artifício foram cancelados por causa da canícula e dos muitos incêndios ativos no país, esperávamos que não tivessem cancelado também a parte da festa, dos comes e dos bebes… não encontrámos nada, com exceção de Runan, onde estivemos só de passagem mas onde percebemos pela ruas centrais bloqueadas que, esses sim, celebram a data com comezainas.
    Fomos depois a Ploëzal, outra pequena localidade muito genuína que ficámos a conhecer antes de rumar ao pequeno castelo de La Roche-Jagu onde visitámos uma parte desta fortaleza-mansão do século XV e ficámos a conhecer um pouco melhor a história da região.
    Seguimos viagem acompanhando o curso do rio Trieux e eis-nos de regresso à beira-mar numa simpática cidade chamada Paimpol onde - apesar de haver um animado baile dos bombeiros - resolvemos fazer a festa da Bastilha a dois e jantar com vista para o vasto porto com mastros de veleiros a perder de vista.
    Amanhã talvez rumemos para sul.
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  • Plouha - Locronan

    16 luglio, Francia ⋅ ☁️ 24 °C

    Mais um dia que começa chuvoso - na verdade, são trovoadas que se intercalam com períodos ora nublados, ora de de sol.
    Como queremos parar dois ou três dias numa localidade, adiante está na altura de ir ao mercado dos produtores locais e fazer umas comprinhas: uma asa de raia fresquinha para uma caldeirada, uns enchidos típicos e um pouco de ‘piano’ para uma feijoada (trouxemos a slow-cooker, claro), uns queijos de ovelha, fruta e vegetais… acho que estamos bem servidos.
    Antes de pararmos vamos ainda visitar uma das mais belas vilas da França, a pequena localidade de Locronan que é conhecida por ser o cenário perfeito de uma vila medieval e que, por isso mesmo, foi usada várias vezes em filmagens - o mais conhecido o ‘Tess’ de Polanski.
    Antes de arrancar para o parque onde queremos ficar uns dias ainda fomos comprar um bolo típico, de nome impronunciável, como tudo na língua bretã.
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  • Quimper e arredores

    16–18 lug, Francia ⋅ 🌧 27 °C

    Estacionámos durante 2 dias no parque de campismo municipal de Quimper, que até é bastante agradável. Na sexta-feira deixámo-nos ficar por ali, descansámos, lavámos, limpámos… afinal, já faz um mês que estamos em viagem!
    No sábado esperámos que a sombra das árvores cobrissem a Cali (apesar de não estar muito calor) e fomos conhecer a cidade - a caminhada é curtinha, cerca de 30 minutos, e sempre dá para ficar a conhecer a realidade, ou seja, as partes menos centrais e pouco turísticas… achámos a cidade um pouco decadente.
    Mas no centro a ‘coisa’ muda. Os quarteirões medievais, com as (poucas sobreviventes) casas de enxaimel, rodeiam a grande catedral de duas torres com 76 metros de altura que domina a paisagem, vista de qualquer ângulo, e dissemina por toda a cidade o possante rebate dos 7 sinos do carrilhão. A catedral é uma obra-prima da arquitetura gótica que começou a ser construída em 1239 mas só terminou no séc. XIX (!) e tem uma particularidade que nunca tínhamos visto: uma planta ‘curva’, com a nave central desalinhada do coro e o altar como que a ‘fugir’ para a esquerda… a singularidade acontece, provavelmente, porque a bisarma da estrutura está construída mesmo em cima da confluência do rio Steïr com o Odet e os construtores devem ter apanhado solos bem instáveis. Sábado deve ser o dia dos casamentos porque são uns a seguir aos outros - infelizmente não pudemos ver a catedral em mais detalhe para não interromper as cerimónias… mas, por outro lado, deu para ouvir de perto os sinos e as gaitas-de-fole dos convidados de um dos casamentos que quase entraram em despique com a atuação de uma banda de saltimbancos ali ao lado.
    Voltados à Cali, tempo ainda para passear o Boni e relaxar com um Hendricks e boas leituras (sempre que possível temos um Asterix com a história e a língua dos ‘locais’) e um dominó antes do jantar.
    Amanhã talvez sigamos para norte, atravessado o Parque Natural d'Armorique classificado como um geoparque da UNESCO…
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  • Lopérec

    19–21 lug, Francia ⋅ ☀️ 24 °C

    Percorremos uns caminhos muito bonitos, que seguiam ao longo de cursos de água, com um aqueduto imponente e pequenas vilas simpáticas, até chegar a Lopérec onde ficámos nos últimos dois dias. É uma pequena localidade que viemos visitar porque, além de muito bonita, tem um parque de auto-caravanas bem avaliado - não tem eletricidade, mas nós também não precisamos.
    Aqui a internet funciona bem (o que nem sempre acontece em terrinhas mais para o interior) e a Patrícia aproveitou para pôr os e-mails, os pagamentos e o trabalho em ordem.
    O Cédric andou a ver se conseguia perceber um problema técnico na Cali (estava a dar um erro sistemático nas leituras do tanque de águas cinzentas) e, depois de algumas tentativas, claro que conseguiu resolver!
    Entretanto, estivemos quase sempre sozinhos - ou então acompanhados de uma ou outra camper - o que permitiu ao Boni fazer muita vida de rua, como ele gosta - assim que nos levantamos pede logo para sair!
    Bom, já começámos a arrumar tudo e vamos talvez ver se ainda fazemos um pouco de praia…
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  • Sizun - St. Michel - Huelgoat

    21 luglio, Francia ⋅ ☀️ 21 °C

    A primeira visita que fizemos foi a uma padaria artesanal que tem o melhor brioche que já alguma vez comemos e o melhor pão desta viagem - e quentinhos, acabados de sair do forno! A senhora que nos atendeu recomendou que visitássemos a loja dos pequenos produtores locais - e nós lá fomos… mas tivemos que nos segurar porque é tudo irresistível, dos queijos aos pequenos morangos, ao tomate, às cenouras,…
    Seguimos depois até ao ponto mais alto da Bretanha, a montanha de Saint Michel, de onde se tem uma vista maravilhosa 360° (mas lá no cimo é tão ventoso que, a meio da subida, vimos uma bruxa que perdeu o controlo da vassoura e se espetou num poste :)))
    Descemos até à localidade de Huelgoat que tem uma barragem onde se forma um lago que, de um lado reflete a bonita vila e, do outro, a floresta enorme que têm mesmo à porta. Andámos pelas trilhas entre as árvores e descobrimos um caminho que entra pelo meio de umas pedras gigantes e desce até uma gruta por onde ainda passa o rio aprisionado. Saímos junto ao antigo moinho do século XV, que hoje está transformado em centro de artesanato, mesmo a tempo de ver um incrível pôr-do-sol
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  • Commana

    23 luglio, Francia ⋅ ☁️ 23 °C

    O Cédric é barra a escolher sítios fantásticos e descobriu um parque natural com um estacionamento com imensa sombra, à beira um lago e uma praia que são quase irreais de tão bonitos - ficámos quase todo o dia por aí. Interrompemos apenas para fazer umas compras num mercado local onde ainda provámos uma das famosas salsichas em crepe de sarraceno que comemos ao som do duo que por ali tocava, e onde o Cédric esteve longamente à conversa com o representante de uma associação de agricultores que decidiram reaver (e começaram a comprar e a plantar) terrenos agrícolas inativos e onde a Patrícia ocupou o tempo na banca de livros e não resistiu a comprar (por 1€!!) uma edição inglesa com poemas e ilustrações de Blake que juntou à pilha de livros que foi comprando nesta viagem. Antes tínhamos passado por um dos castelos mais bonitos da região, o Château de Trévarez, de tijolos vermelhos e pedras escuras e com uns jardins a perder de vista.
    Depois voltámos à praia para desfrutar do final do dia e início da noite.
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  • Chateuneuf-du-Faou e Fest Jazz

    24 luglio, Francia ⋅ ☀️ 27 °C

    Hoje é o nosso primeiro dia deste festival de jazz que descobrimos por mero acaso quando visitámos Locronan há uns dias atrás.
    Arranjámos um sítio para deixar a Cali que fica todo o dia à sombra mas, antes de arrancarmos, o Boni esteve toda a manhã na rua e andámos a passeá-lo (para o cansar e ele dormir bastante eheheh). Ate as carrinhas que transportam os festivaleiros ao local partem exatamente da praça onde estacionámos!
    A tarde e a noite foram dedicadas a assistir aos 5 concertos do dia, desde uma ‘big band’, ao ‘stomp’, passando por manouche dos balcãs, pelo jazz de ‘new orleans’, pelos ‘blues’ e, para finalizar, um turbo-gipsy que mistura músicas romenas com western!
    Amanhã há mais!
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  • Fest Jazz - dia 2

    25 luglio, Francia ⋅ ☀️ 23 °C

    O programa do festival para sábado está repleto de propostas interessantes e foi, nitidamente pensado para ‘obrigar’ as pessoas a fazer escolhas (e difíceis)… é uma forma de dividir o público pelos 3 palcos onde os concertos se sobrepõem e, assim, não haver grandes enchentes… bom, o nosso critério foi ficar até ao fim nos concertos em nos estivéssemos a divertir e a gostar muito ;)
    Começámos com um quarteto de músicos muito jovens a tocarem as músicas dos vídeo-jogos ao estilo manouche, com muita (e boa) improvisação:
    e foi divertidísimo ouvir o que eles fizeram com as melodias do ‘super mário bros’, do ‘tomb raider’ e tantas outras.
    A seguir mudámos de palco e fomos ouvir um grupo com uns tipos franceses muito conceituados, com um jazz mais técnico. Depois fizemos uma nova mudança de cenário e fomos para para o concerto de uma banda que toca música celta (muito popular por aqui porque os bretões ‘descendem’ dos celtas). Voltámos ao palco principal para assistir ao que ambos considerámos o melhor concerto destes 2 dias (pena que estivéssemos tão absorvidos que quase não fizemos registos para deixar aqui na pegada).
    Entretanto, nas idas e vindas, fomos assistindo a várias animações que decorriam ao ar livre pelo recinto.
    Tempo para um concerto muito interessante, daquele jazz “new orleans” ou “dixiland” em que, apesar de cada músico estar a tocar para seu lado, o conjunto resulta espetacular. A seguir optámos por falhar um tributo a Ray Charles para ir assistir a um concerto de música brasileira que, afinal, achámos muito fraquinho :( Fomos depois ouvir uma miscelânea de hits dos anos ‘80 e ‘90 que nos divertiu imenso e por fim assistimos a um concerto de ‘stomp’ dos anos 20-30 com uma numerosa formação de uns italianos que deram um verdadeiro show de música e de bom humor que levou o público ao rubro e encheu os estrados de dança de festivaleiros que bailaram a preceito (dá gosto ver).
    Para acabar o dia ainda fomos espreitar o último concerto mas o heavy-metal-jazz não nos encantou e resolvemos dar o festival por terminado. Apanhámos a carrinha de transporte que nos deixou no parque, a 10 metros da Cali e do Boni que enchemos de miminhos para o compensar de ter estado metade do dia sozinho.
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  • Pleyben e Josselin

    26 luglio, Francia ⋅ ☁️ 21 °C

    Visitámos a antiga cidade de Pleyben, fundada no século XI pelo grande senhor daquelas terras (o ‘carniceiro’ que chegou a ser contestável da França), onde se destaca a igreja matriz, com uma torre gótica e outra renascentista e tudo tão bem preservado que ainda estão, nos respetivos nichos, a maior parte das estátuas originais de madeira policromada e se mantém o velho tecto e as vigas de madeira trabalhadas e pintadas e até um dos vitrais do século XVI. Ao passearmos pelo recinto exterior demos com uma campa que tem umas inscrições muito engraçadas… mas não conseguimos perceber se são originais ou mais recentes porque neste belo conjunto (igreja, calvário, pelourinho, ossário) há muitos cruzamentos de elementos religiosos com pagãos.
    Seguimos viagem até Josselin para conhecer uma vila pitoresca com um castelo, também do séc. XI, que tem ä particularidade de pertencer à família Rohan há mais de mil anos. O Cédric lançou o drone para termos umas vistas aéreas e, assim, percebemos que é uma fortaleza bastante diferente, muito estreitinha e encostada ao rio (em vez de no meio dos amplos jardins). A localidade é simpática, dividida pelo rio, com as ruas medievais engalanadas para as festas da época e para receber os turistas, e há ainda bastantes casas de enxaimel (a mais antiga é 1538) muito bem preservadas.
    Para acabar o dia encontrámos um parque de auto-caravanas espaçoso e com gente simpática (e culta) com quem estivemos um bom bocado à conversa antes de irmos os dois jogar uma partida de ‘petanca’ em que o Boni também queria participar.
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  • Angers

    27–29 lug, Francia ⋅ ⛅ 21 °C

    Já iniciámos a viagem de regresso e, à medida que vamos ‘descendo’, as temperaturas vão começando a subir… resolvemos por isso conduzir sobretudo de manhã e/ou ao final do dia para evitarmos as horas de maior calor e, sobretudo, para quando sairmos (a visitar localidades, fazer compras, etc) não deixar o Boni fechado a torrar.
    Foi o que fizemos ontem: depois de uma paragem numa vila com um pequeno porto fluvial onde ficámos a desfrutar das sombras, a ler, a dormir e a sesta, jantámos e depois voltámos à estrada para seguir até Angers, onde já perto da meia-noite estacionámos (e ficámos a dormir) num parque de estacionamento gigante, com uns plátanos centenários (muita sombra, portanto) e muito próximo do centro histórico.
    Já conhecíamos um pouco desta cidade que visitámos em 2023 (na viagem inaugural da Cali) mas na altura chegámos num horário tardio que não permitiu visitar nem a catedral nem o castelo que abriga um dos maiores tesouros franceses (na verdade, do mundo): a tapeçaria do Apocalipse.
    Os monumentos de pedra são muito interessantes mas a tapeçaria ė, sem qualquer margem para dúvida, absolutamente extraordinária e única - são 100 metros de painéis com 650 anos que nos deixam boquiabertos!
    Saímos da cidade, rolámos alguns quilómetros e fomos fazer outra tarde descontraída num parque de merendas que tem um mini bosque de enormes carvalhos que albergam muitos amiguinhos para o Boni brincar, de borboletas a esquilos e a toupeiras.
    Fizemos o nosso jantar e está na hora (fresquinha) de arrancar e galgar mais um pouco de caminho.
    Até amanhã!
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  • Marciac

    29–31 lug, Francia ⋅ ☀️ 34 °C

    Em direção a sul e ao grande Festival de Jazz de Marciac… fica em caminho no regresso a casa mas, embora fosse uma uma das possibilidades desta viagem, na verdade só decidimos que vínhamos (e comprámos bilhetes) há uns dias.
    Quanto mais a sul mais aumenta o calor; em Marciac está acima dos 30°C e por isso não vale a pena chegarmos muito cedo para depois ficarmos dentro da Cali à espera dos grandes concertos da noite (apesar de haver imensa animação na cidade e muitos concertos de rua a toda a hora, se chegássemos cedo não íamos deixar o Boni fechado no calor).
    Decidimos então descer lentamente e fomos visitando algumas localidades simpáticas, como Beynac-et-Cazenac que foi escolhida por ter um moinho de noz do século XII onde ainda hoje se fazem farinha e óleo do fruto e se vendem outros produtos locais.
    Não muito distante visitámos Vézac que é uma das ‘mais belas aldeias de França’ mas tinha tantos turistas e sem lugar para estacionar que nem parámos (voltaremos noutra ocasião, fora da época alta)… a poucos quilómetros, fomos conhecer outro moinho — este mais ‘recente’ (!) do séc. XIV — menos comercial, onde tivemos que esperar que o moleiro regressasse das compras; mas valeu a pena porque o Cédric comprou uns valentes quilos de farinhas para fazer pão no Torrão (é assim, cada um é ‘pro que nasce, a Patrícia compra livros em 2a mão, o Cédric compra ingredientes; são os nossos souvenirs da viagem… ah, mas mais logo ainda vamos ter uma lembrança muito especial).
    O Boni também gostou de rever Marciac e até fez uma amiguinha na auto-caravana que ficou ao nosso lado 🤭
    Jantámos cedo e, já pela fresquinha, fomos dar um passeio e rever Marciac, antes de entrar no recinto onde hoje tocam, na 1a parte o quarteto de Baptiste Herbin & Nicolas Gardel (que não é bem o jazz que adoramos) e na 2a parte Ibrahim Maalouf com os Trompets of Michel-Ange vol.2, que deram um show fantástico.
    Ora bem, aqui fica um pequeno segredo: a ‘nossa’ música é um tema dele que nos acompanha há mais de 10 anos (tocou no nosso casamento, é toque no telemóvel, etc, etc)… e quando decidimos vir a Marciac foi para ver este concerto e renovar os nossos votos — e até tínhamos comprado na Bretanha umas pulseiras para o simbolizar (como o fizemos antes com as pulseiras no Laos ou em Marrocos). ♥️
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  • De regresso

    31 lug–3 ago, Spagna ⋅ ☀️ 27 °C

    Antes de entrarmos em Espanha visitámos mais uma padaria, uma queijaria artesanal e uma quinta de patos onde regressamos quando passamos os Pirinéus. Acabámos o dia em Jaca, num parque que já conhecemos de travessias anteriores pelo túnel de Canfranc.
    Depois foi só fazer estrada para fugir ao calor desértico do centro de Espanha, sem paragens que não fossem de pernoita, até Marvão onde, esta noite, vamos ficar junto ao castelo.
    Amanhã ainda visitamos um amigo por estas paragens e rumamos ao Torrão, onde começou e acaba esta viagem.
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    Fine del viaggio
    3 agosto 2026