• Be Kyan
  • Tiago Valentim
Sep – Okt 2024

São Tomé e Príncipe 2024

Petualangan 14-sehari oleh Be & Tiago Baca selengkapnya
  • Awal trip
    21 September 2024

    Porquê, porquê, porquê

    21 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Acordar às 7 da manhã, passar 3h no aeroporto de Lisboa - onde chegámos ao avião na última chamada - mais 6h30 de voo, com atraso devido à greve de controladores aéreos de Espanha, mais umas horas até levantar o carro (porque aqui é tudo leve leve) e chegar ao nosso destino no meio do nada, a ouvir mil vezes "porquê, porquê" e "é onde?", por mais paciência que tenhamos, ela não chega...

    Nunca vi o aeroporto de Lisboa tão caótico, para além de que no meio da nossa falta de planeamento, tínhamos esquecido que não era suposto levarmos mala de porão, agora só nós resta pagar uma fortuna pela mala em cada vôo. Tinha filas intermináveis para tudo, para além de que demoram sempre muito tempo para verificar os papéis do Benji.

    O Benji como sempre não dormiu nas 6h30 de vôo, foram horas a tentar acalmar a excitação para não incomodar muito os passageiros à nossa volta, mas com muito pouco sucesso.

    Foi uma sorte gigante termos trazido (por acaso) o boletim de vacinas do Benji, sem saber que era obrigatório...

    Claro que fomos logo enganados por um taxista para ir para o centro de São Tomé buscar o carro que tínhamos alugado. Uns 20 euros para fazer um pequeno percurso. Valeu a dica que em São Tomé não é preciso cinto, é tudo leve leve.

    Tinha reservado o carro com um contacto que me arranjaram. Não fizemos contrato, nem ela ficou com nenhuma informação nossa. É a base da confiança. No meio da escuridão das estradas pouco ou nada eliminadas viemos para o nosso refúgio, jantar ao som constante de uma cascata. O Benji nem conseguiu jantar.
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  • Dia de missa

    22 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 24 °C

    Logo de manhã, demos boleia a uma senhora com 3 crianças para ir à missa.
    A maioria das pessoas estavam bem vestidas e todas as igrejas estavam cheias e de portas abertas. Dava para ouvir o som das pessoas a cantar enquanto passávamos de carro.

    Subimos para a cascata de São Nicolau, mas não tínhamos noção que fica a quase 800m de altitude. Principalmente ao subir o tempo está mais encoberto e até a chover.
    Perto da cascata, demos boleia a duas miúdas lindas, super tímidas, mas felizes porque teriam que andar mais de meia hora a chuva para ir para casa.

    Já a chegar à costa, o Benji pediu para ir à praia. As crianças curiosas à nossa volta queriam atenção. Queriam aprender a nadar, mas achei eu que seria muito mais fácil ajudar a boiar. Depois de lhes mostrar como se fazia, todos queriam experimentar. Uma a uma, da mais pequena de 6 anos a mais alta que era maior do que eu, tiveram a sensação de boiar. Os sorrisos de felicidade são impagáveis. "Que sensação incrível" dizia uma delas. "Agora vamos treinar todos os dias".

    Na areia, as crianças queriam estar à nossa volta, estavam sedentas de ver algo diferente. Quando propus fazer um castelo, ficaram maravilhadas, não sabiam como fazer. Mas todas ajudaram a fazer as 4 torres e as muralhas.

    Fomos almoçar ao Papa Figos, um arroz da terra, para depois regressar ao alojamento no meio da floresta. O Benji estava tão cansado, dormiu mais de 3h e tivemos que o acordar para jantar. Aqui são leve leve, para algumas coisas, mas para o horário de jantar nem por isso. As 18h30 estavam a bater à porta a dizer que o jantar estava pronto. Tivemos que acordar o Benji.
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  • Almada Negreiros

    23 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 25 °C

    O alojamento não estava pago, não tínhamos dinheiro suficiente e não havia internet. Depois de algumas conversas com o patrão que estava fora, perceberam que tinham que ir à cidade para pagar a conta. Nós aproveitamos para visitar a quinta e dar mergulhos na piscina. A quinta estava carregada de cacau, banana, papaia, ananás e junto à piscina tinha um pequeno lago com peixes e tartarugas, para satisfazer a curiosidade das crianças.

    O Google é sempre nosso amigo, a caminho da casa museu Almada Negreiros, mandou-nos por uma estrada de terra batida. O caminho está incrível, passando por pequenas aldeias cheias de crianças curiosas e animais soltos. Depois de quase 20 minutos chegamos a uma subida acentuada, cheia de lama e pedrinhas. Depois de várias tentativas, com e sem tração no jipe, fazendo a delícia de quem ali morava, ainda ouvimos como dica: "mete a oitava!!". Acabamos por desistir e só quando perguntamos é que nos disseram que com lama não se conseguia subir. Tivemos que voltar para trás e dar uma volta muito maior.

    Almoçamos um delicioso menu de degustação na casa museu de Almada Negreiros, nascido em São Tomé e arrancado de cá aos dois anos para ir viver para Cascais. Uma casa típica de madeira, alta para resistir as chuvas e com uma varanda toda a volta.

    Antes de seguir para o nosso próximo alojamento passamos no museu café, no Monte Café. Com a independência do Brasil, os portugueses precisavam de continuar a produzir café e cacau. Convenceram angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos a virem para São Tomé trabalhar no café com um contrato de trabalho, 20 escudos por dia. Só no local é que eles percebiam que desse valor era descontado o alojamento, a comida e a saúde. No final, ainda ficavam a dever e não tinham forma de regressar, criando as suas famílias por cá. Infelizmente com as alterações climáticas o país é mais quente, menos húmido, menos propício para o café.

    Já no alojamento com uma vista incrível sobre o mar, tivemos que pôr o Benji a dormir. Mais uma vez tivemos que o acordar para jantar. Ao lado da cama dele andava uma aranha enorme. Só tive a reação de o tirar e enfiar na nossa cama a fingir que era uma brincadeira.
    Perguntámos se deveríamos nos preocupar, mas pelos vistos elas não picam, ainda assim olho bem para onde meto os pés...
    Jantámos no restaurante do alojamento, mas ninguém nos avisou que era mais um menu degustação e que o Benji também ia comer um menu igual ao nosso. Duas entradas, uma sopa, um prato com um peixe enorme para cada e fruta para terminar. Acho que a meio da sopa já não tinha vontade de comer mais, tudo o resto foi forçado. Ainda assim, foi o melhor peixe que comemos até agora.
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  • O nosso cão Pluto que nos segue para todo o lado até à praia.
    Pimenta para fazer pimenta preta e brancaBaunilha

    Doce, Doce

    24 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 23 °C

    Acordamos todos muito cedo, porque o dia começa cedo e a partir das 6 horas da manhã ouve-se vozes longínquas das aldeias próximas e barcos de pescadores que começam a trabalhar.

    Depois de um bom pequeno almoço com vista sobre o monte e o oceano, fomos à lagoa azul. Uma pequena baía com mais pedras do que areia mas com muita vida debaixo de água que deve ser de um azul incrível quando há sol... Tivemos a fazer snorkeling, acho que vi mais ouriços do mar do que peixes mas se calhar não estávamos do lado certo da baía.

    Depois do mergulho seguimos caminho, queríamos descer a única estrada que havia do lado oeste da ilha e que termina numa ponte que caiu e nunca foi arranjada.

    Um caminho lindíssimo junto ao mar, passando por praias de areia preta. É uma estrada para se fazer devagar contornando os buracos e cumprimentando as pessoas à beira da estrada, cada uma com a sua missão para contribuir para as comunidades visivelmente muito pobres.

    Ao longo das estradas as crianças vêm a correr ao lado do carro a toda a velocidade a gritar: "doce, doce". Até o Benji já respondia que fazia mal aos dentes.

    Na regresso, fizemos uma visita à roça Diogo Vaz, gerida por franceses, tendo ganho o ano passado, o prémio de melhor chocolate do mundo. Aprendemos como funciona todo o processo, bastante manual, desde a escolha das frutas, à escolha dos grãos, ao processo de fermentação, secagem e armazenamento.

    Já passava das 15h quando paramos para almoçar no Mucumbi. Um lodge bem luxuoso com uma vista incrível sobre o mar, com todos as condições, desde alojamento, restauração, 4x4 e muito mais. Já não tínhamos internet há mais de um dia e quando ligamos ao wifi do restaurante, descobrimos que o nosso voo para Príncipe para o dia seguinte, tinha sido cancelado. Tivemos que reorganizar tudo para seguir um dia mais tarde.

    O regresso ao nosso alojamento Monte Mar ainda foi longo, pela estrada cheia de buracos. Chegamos a tempo do pôr do sol na praia do Tamarindo, para dar uns últimos mergulhos.
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  • Roça Agostinho Neto

    25 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Começámos bem o dia, o Benji empoleirou-se no autoclismo e provocou uma inundação na casa de banho e no quarto. Vamos ter que pagar 40 euros pelo arranjo.

    O nosso primeiro destino foi a roça Augustinho Neto, onde fomos acompanhados pelo Léo, um guia local, que nos contou a história da roça em troca do que quisermos dar no final, para ajudar a comunidade extremamente pobre que ali vive.

    Uma roça abandonada depois da independência, num elevado estado de degradação. Continha até um enorme hospital com uma vista incrível, que servia tanto para os negros como para os brancos - com ligeiras diferenças...Está em ruínas, mas ainda assim os quartos do primeiro andar foram transformados em casas de famílias inteiras.

    Todas essas histórias remetem-nos para o século passado. Onde os portugueses usavam e abusavam. A ostentação era tal que até tinham hipopótamos, gorilas e cobras em jaulas no jardim.

    Antes de ir comer a famosa santola a Neves (petisqueira Santola), ainda fomos dar um mergulho à Lagoa azul para aproveitar que o tempo estava mais descoberto.

    Acabámos por comprar um cartão de dados para descobrir que cancelaram o nosso voo para Príncipe outra vez e que o próximo voo seria só passado 3 dias. Depois de muitas voltas, reviravoltas e cancelamentos, decidimos não ir a Príncipe e remarcar/reorganizar todos os alojamentos e carros.

    É por isso que não gosto muito de ter tudo planeado, mas com uma criança temos que ter algum planeamento.
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  • Club Santana

    26 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Hoje o Benji encontrou os pensos rápidos, gastou quase todos nas pernas e andava a coxear enquanto fazíamos as malas.

    Passámos no supermercado Super Ckdo, com todos os produtos do pingo doce, mas mais caro, e seguimos para o Club Santana. O objetivo era marcar o mergulho e comer por lá. É um resort enorme com uma praia lindíssima no meio das árvores, onde os pobres ficam de um lado e os ricos do outro - faz lembrar um pouco a África do Sul.

    Quando entrámos, pediram para nos dirigirmos à recepção. Talvez não estivesse ninguém no Dive Center. Queríamos dar um mergulho na praia para satisfazer a impaciência do Benji antes de ir almoçar. Com tantas regras que estes resort têm, ainda por cima completamente vazio num dia de semana, queriam que tirássemos o carro do estacionamento deles, para colocar do outro lado da praia, dar o mergulho e voltar para almoçar. Com algumas perguntas, o Valentim queria provar o quão ridículo era o que estavam a pedir.

    Entretanto, foram autorizados por um senhor que fumava o seu cigarro na rua a deixar-nos dar um mergulho. Mas tínhamos um segurança para nos acompanhar, aliás um foi comigo até ao Dive Center, podia me perder nos 100m em linha reta e outro ficou na praia ao pé do Valentim e do Benji.

    Tivemos azar, não vamos conseguir mergulhar nos próximos dois dias e por isso teremos que agendar depois de regressar do sul da ilha.

    Ao almoço, o nosso dramático tinha uma impressão no olho que já não podia, veio o caminho todo para casa com a mão no olho. Depois de uma sesta longa, continuava a choramingar por causa do olho e não largava por nada. Com esses dramas nunca sabemos o quanto é verdade. Mas forçámos a largar o olho porque quanto mais pressão pior. Bebeu água, comeu puré de fruta e banana. Cantei umas músicas de embalar. Com isso tudo ele foi lacrimejando e passado algum tempo já estava todo sorridente a brincar com o balão.

    Jantamos na Casa Cantagalo, a 10 minutos da nossa Guest House Domus.
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  • FACA

    27 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Foi mais um dia cheio e muito rico a todos os níveis, sem expectativas, deixando as coisas fluírem e levarem-nos em vez de sermos nós ao comando.

    A roça Água Izé foi a primeira que nos aproximou mais da população local. Na entrada da roça, fomos abordados pelo Carlos, um miúdo de 19 anos que tenta ganhar algum dinheiro com estas visitas. Se nos abstrairmos da profunda degradação do local, até parece que no passado teria sido um sítio bonito de se viver. Pequenas casas individuais de cada lado da rua principal, albergavam os trabalhadores, os solteiros de um lado e os casados do outro.

    Esta é uma das maiores e mais importantes plantações de cacau. Pertencia a João Almeida, um são-tomense descendente de uma família mestiça, abastada de São Salvador da Baía, que em 1855 introduz a cultura de cacau em São Tomé e Príncipe.

    No topo da roça, consegue-se imaginar um lindo hospital, que tal como nas outras roças, as pequenas salas que não ruíram são hoje casas de locais. Na realidade, os hospitais eram construídos no topo por causa das doenças contagiosas, para estarem mais afastados e principalmente para melhorar a circulação do ar. Enquanto visitávamos o hospital, o Benji ficou a jogar à bola com os miúdos. Esses mesmos miúdos que queriam andar connosco de mão dadas. Uma vez que a maioria tinha 7 anos e já sabiam ler, oferecemos um livro do Benji que fez a alegria das crianças.

    Uma das fábricas de óleo de palma, cacau e sabão está hoje em dia transformada num centro cultural, com uma exposição permanente, mas que também traz artistas de diferentes culturas para partilhar a sua arte e deixar alguma presença. A FACA (Fábrica de Arte e Cidadania Ativa) é um espaço onde se pode aprender a tocar guitarra, piano e também se pode ler numa pequena biblioteca. Um estudante de música vai explicando cada canto da exposição e as conquistas da FACA, tocando de vez enquanto um pouco de guitarra e até cantando para nos mostrar o trabalho dele.

    Com o coração cheio, fomos beber vinho de palma com a comunidade. Temos que fechar os olhos aos copos que são apenas passados num balde de água. O mesmo para todos. Uma senhora com alguma idade, vende o vinho de palma à porta de casa, onde se juntam algumas pessoas para beber e ficar à conversa. Tinham nos dito que o vinho demorava 4 a 6h para fazer e que teria 2 graus de álcool. Mas depois de 2 frascos (frasco de grão que servia de copo) já sentia muita leveza... O Benji ficou a brincar dentro de casa com os netos da senhora e nós na conversa lá fora. A mítica frase do dia foi:
    "Quem morre é burro, porque no caixão está muito calor!"
    Antes de irmos embora, fomos convidados a voltar para almoçar na casa de um deles. Quem sabe!

    Antes de almoçarmos, passámos pela boca do inferno. Existe um mito que só o dono da roça conseguia entrar e sair. Todos os outros morriam. Aliás, o dono da roça no seu cavalo branco entrava na boca do inferno e saía em Portugal.

    Depois da sesta, fomos a pé no meio do mato para mais uma praia deserta, não podemos passar o dia sem dar um mergulho na praia, se não o Benji fica impossível.

    Fomos petiscar a Vilma, na capital, pela primeira vez. Apesar de ser cedo, o Benji estava tão cansado que pediu para se deitar no banco do restaurante e ficou a dormir enquanto jantámos.
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  • Chove chuva

    28 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 25 °C

    Chuvas torrenciais incansáveis caiem sobre o nosso caminho. Ficamos com pouco espaço de manobra para sair do carro e visitar alguma coisa ou alguma praia.

    Vamos descendo ao longo da costa, dando boleia a quem tiver sorte de nos encontrar. Sempre é menos uns km que fazem debaixo de chuva. Muitos deles apenas com folhas de palmeiras para se proteger.

    Numa das boleias que demos, até nos desviámos do nosso caminho para deixar uns trabalhadores na fábrica de óleo de palma, a AgriPalma. São muitos km de palmeiras onde trabalham mais de 1000 pessoas.

    Fomos almoçar à frente da imponente cascata pesqueira, mas tememos várias vezes ficar atolados tal era o estado dos caminhos.

    Hoje ficámos a dormir numas casinhas de madeira na praia grande. Um espanhol reformado alugou o terreno às forças armadas por 25 anos, investindo o seu dinheiro neste lugar misterioso, principalmente debaixo de chuva.
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  • Mão Branca

    29 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 25 °C

    Eram 6h da manhã, quando o Tomás, o espanhol dono do lodge, bateu-nos à porta com tanta força que acordei completamente sobressaltada a querer chamar-lhe todos os nomes.

    Era para um bem maior, uma tartaruga de 160km da espécie mão branca deve ter vindo desovar. Infelizmente, quando chegou a luz do dia, ela desorientou-se e como vê muito mal fora de água não consegue voltar. Tiveram que chamar ajuda. Ajuda essa que patrulha constantemente as praias onde as tartarugas vão desovar para proteger os ovos escondidos debaixo da areia, dos cães ou outros predadores.

    A ajuda chegou cedo, começaram por tentar empurrar a tartaruga para a direção do mar. Infelizmente ela muito atrapalhada não quis seguir o caminho. A única forma de ajudá-la é vira-la ao contrário e puxá-la até a praia, para depois virá-la outra vez e deixá-la seguir o seu caminho. Foi uma grande emoção vê-la nadar tranquilamente nas ondas depois de toda aquela aflição.

    Fomos almoçar no restaurante da praia Cabana. Na realidade era apenas uma pequena explanada onde a comida era confeccionada num alojamento mais acima. Mais uma praia incrível. Aliás o ranking está a subir à medida que a estrada vai se tornando mais esburacada. Os km de solavancos a 10km/h já são um pouco sofridos.

    Fomos pôr o Benji a fazer a sesta no paraíso. O Gombela, pequenos bungalows de madeira com vista sobre o oceano e pequenas praias de água turquesa, cheias de recantos. Tinha pequenos banquinhos de madeira e miradouros em cada direção.

    Antes de jantar, fomos dar um mergulho a praia piscina à melhor praia das férias - a piscina.

    Ao jantar aprendemos que o picante pode ser também conhecido como o "fura cuecas"...
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  • Praia Piscina

    30 September 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 27 °C

    Acredito que esta será a minha praia de eleição em São Tomé. Duas piscinas de água turquesa formadas pelas rochas vulcânicas juntam-se a uma pequena praia com sombras naturais das árvores e das palmeiras.

    Chegámos cedo e por algum tempo eramos os únicos na praia, aliás como tem sido em quase todas as praias. Mas obviamente esta por ser tão incrível, chamou algumas pessoas e quando fomos embora estavam umas 10 pessoas.

    Claro que estamos em época baixa e provavelmente noutras alturas a experiência poderá ser diferente.
    Fomos almoçar ao nosso próximo alojamento e provavelmente o mais longínquo, antes de começar a voltar para trás.

    Foram mais uns quilómetros de solavancos e chegámos a outros bungalows também de madeira com um vista maravilhosa sobre a praia Vanhá. Esta quinta produz gin e tem uma horta de onde vêm os frescos que comemos no restaurante. Como em todos os sítios fomos muito bem recebidos pela Cláudia.
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  • Marco do equador

    1 Oktober 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Da praia do eco lodge ao ilhéu da rolas foi quase meia hora num pequeno barco, com alguma ondulação. A chegada ao ilhéu é feita junto à única comunidade que lá vive. Algumas crianças tentam apanhar umas ondas com pranchas improvisadas.

    Há uns anos atrás o grupo Pestana construiu um resort no ilhéu oferecendo dinheiro as pessoas para saírem do ilhéu. Queria criar uma ilha turística paradisíaca, excluindo todos os locais. Mas por muitas razões o turismo não venceu, o Pestana fechou, mas mesmo antes de fechar, a comunidade que tinha recebido dinheiro para sair, já tinha regressado.

    Moram cerca de 200 pessoas. Existe uma primária, mas a partir daí as crianças têm que apanhar o barco todos os dias para ir para a escola.

    Subimos para o marco do equador e visitámos o jardim botânico onde mostram as diferentes plantas e árvores usadas tanto na culinária, como na medicina. Havendo muito pouco acesso a medicina como a conhecemos, curam a maioria das doenças com plantas medicinais. Nada é desperdiçado. Por exemplo, a palmeira dá vinho de palma, óleo de palma, espuma para almofadas para bebés, vassouras, acendalhas, cicatrizante umbilical para bebés e por aí vai...

    Antes do almoço, fizemos uma caminhada para a praia Bateria, mais uma praia paradisíaca. A comida era muita e deu para nós, o guia, o capitão e o Sidney que foi à comunidade buscar vinho de palma para podermos desfrutar durante a refeição. Infelizmente o meu telefone ficou sem bateria ao chegar à praia, por isso não há muitos registos digitais.

    De regresso ao lodge, o Benji dormiu umas 3h e teve que ser acordado para jantar.
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  • Destilaria de Gin

    2 Oktober 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 25 °C

    Chegamos ao ponto mais longínquo da nossa viagem e temos que começar a pensar num regresso tranquilo. Sem grandes plano, uns espanhóis disseram nos que tinham acabado de cancelar um noite na roça Sao Joao de Angolares. Telefonamos para lá e acabamos por ficar com o quarto que tinham cancelado.
    Mas antes de ir embora faltava-nos fazer um tour pelo ecolodge e perceber um pouco como era feito o gin, água ardente, licores, sabonetes, café e tudo o que tinham neste sítio maravilhoso.

    O gin é feito de vinho de palm, retirado diretamente da palmeira após o corte da flor de palm. Este fermenta durante umas horas dando origem ao vinho de palma que vai ficando mais forte quanto mais horas fermentar. Este vinho é depois destilado duas vezes com várias especiarias para darem origem ao gin.

    Depois da visita, era tempo de retroceder caminho. Demos boleia a um casal polaco e paramos no bungalows do Tomás para devolver a chave que tínhamos levado sem querer.

    O nosso destino de almoço e dormida foi a roça de São João dos Angolares. Com menu de degustação do chefe João Carlos Silva, uma vista fantástica e uma cozinha sem paredes, deu para saborear o único vinho que bebemos em São Tomé. Mas a intervenção do chefe com uma postura algo arrogante tinha sido completamente desnecessária.
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  • O preço de ser turista

    3 Oktober 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 26 °C

    Queremos acreditar que não nos vêem como turistas que têm dinheiro. Na semana passada na roça Água Izé no meio de frascos de vinho de palma fomos convidados para almoçar com o poeta do vinho.

    Ao longo da semana, o Carlos, o nosso guia, falou várias vezes connosco para ver se confirmávamos a nossa ida, porque supostamente ele fazia de intermediário. Acabamos por confirmar no dia anterior, apesar de não estarmos muito convencidos.

    A caminho da roça, vi o poeta na estrada com um cesto na cabeça a ir na direção contrária... Quando lá chegámos, o Carlos disse que o poeta tinha ido trabalhar mas para não nos preocuparmos porque eles iam arranjar alguma coisa. Fomos para a casa de um deles, o convívio até foi agradável, eram dois miúdos simpáticos com uma boa conversa. Cozinharam arroz, uma omelete de micócó e fritaram banana pão.

    Demos 8 euros para comprarem 4 cervejas (obviamente que esse não será o preço para eles). No final, o Valentim quis lhes dar mais 200 dobras (8€) para cobrir os custos, sobrando mais algum. Ao que obviamente disseram que isso não cobraria os custos. Claramente num país onde o salário mínimo é 100€, esse arroz com ovo e banana não custou 2€. No meio da pressão acabámos por dar mais 200 dobras. Pagando quase o valor de uma refeição num restaurante. Sinto-me enganada, principalmente porque não é claro desde o início, nem o preço é justo.

    Ao sair da roça, o Valentim atropelou um cacho de banana que estava à venda. Gerando uma confusão à nossa volta. Na realidade, a senhora só queria dinheiro para compensar a perda. Pensei logo que iria pedir mais uma fortuna. No final ela só pediu 20 dobras, provavelmente muito mais caro do que se vendesse. Isso também me faz refletir sobre o absurdo que os outros miúdos receberam... No meio da confusão, onde o Valentim só pedia desculpa, acabaram por se juntar o Carlos, o Nelson da FACA que tínhamos conhecido na semana anterior e o Eloísio, o nosso cozinheiro que acabou por pagar as 20 dobras.

    Para terminar as férias, nada melhor que uma casa literalmente em cima do mar, com um parque infantil, comida incrível e tartarugas a virem desovar durante a noite no Tortue Ecolodge.
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  • Ele sobe, diz o Jardel

    4 Oktober 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 24 °C

    Já estava tudo marcado, íamos mergulhar à vez. O Valentim as 9h e eu as 11h. Mas sabíamos que teríamos um desafio, sair da praia com o nosso jipe que patinou na descida... Estivemos a pedir dicas a quem sabe e mesmo assim não estávamos muito confiantes.

    Metemos a tração 4L, idealmente em 3a e começamos a subir. Sabíamos também que o mais perigoso era o jipe ficar atravessado porque nesse caso pode virar.

    Em vários momentos ele patinava, mas voltando atrás conseguíamos subir mais um pouco. Nos últimos 50m da subida o jipe desistiu. Por mais que insistimos ele chegava aquele ponto e começava a patinar ao ponto de pensarmos que ele podia ficar atravessado e com uma descida íngreme de um lado não dava para arriscar.

    O Jardel, o braço direito do dono do lodge, veio nos ajudar. "Ele sobe", dizia ele. Pensávamos que o problema era a nossa falta de conhecimento. Mas a verdade é que após umas 10 tentativas, ele desistiu também e acabou por nos puxar com outro jipe.

    Já chegamos ao Atlantic Dive um pouco atrasados. Levámos logo com as regras do resort e toda a segurança que até parece que vamos cometer algum crime, para descobrir que as condições para mergulhar não eram favoráveis. Fizemos apenas um passeio de barco ao ilhéu de Santana.

    O Benji acordou da sesta já era de noite e fomos brincar no parque infantil. O Valentim foi se sentar num banco quando avistou no meio do escuro, uma tartaruga a sair das ondas. Lá foi ela a subir à procura de um cantinho para fazer o buraco e meter os seus ovos. Infelizmente, depois de começar a cavar, não gostou do sítio e voltou para as ondas.
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  • Benji a fazer a sesta

    Tortue Ecolodge

    5 Oktober 2024, Sao Tome dan Principe ⋅ ☁️ 27 °C

    Às 5 da manhã, o cão ladrou e o Valentim achou que poderia ser uma tartaruga a desovar, porque supostamente eles foram treinados para isso. Acabamos por acordar todos com o Valentim a andar para frente e para trás a querer perceber o que se passava e tirar fotos se possível.

    O Benji não voltou a adormecer, ou seja, vai ser um dia bem longo para todos. Durante a manhã, andamos a passear pela praia e percebemos que se ficassemos quietos milhares de caranguejos escondidos nos seus buraquinhos na areia começavam a passear pela praia. Mal sentiam um pequeno movimento, voltavam a uma velocidade incrível para o seu buraquinho. Era como uma orquestra, bastava levantar a mão a praia inteira escondida.

    Almoçamos no lodge mas como tivemos que fazer o check out do quarto tivemos que pôr o Benji a dormir numa cama de rede. Se dormiu meia hora já foi muito bom.

    Na hora de sair, começou novamente a chover, o dono do lodge tinha saído, mas como supostamente tinham tentado arranjar a estrada de terra batida, decidimos seguir caminho. Obviamente o nosso jipe ficou preso na subida e tivemos que ficar à espera que o outro jipe voltasse para nos puxar novamente.

    Antes de ir para o aeroporto fomos gastar as últimas dobras no chocolate Diogo Vaz, que supostamente ganhou um prêmio do melhor do mundo.

    As horas seguintes até levantar voo com uma hora de atraso foi a tentar manter o Benji calmo no meio da excitação de querer levantar voo. Só adormeceu no avião depois da descolagem completamente ko, já passavam das 22h30. Entre "quer ir para o céu", "quer voar" e "porquê não anda" já ninguém o podia ouvir.
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    Akhir trip
    4 Oktober 2024